O Sono do Sonhador.

“O sonho é a estrada real que conduz ao inconsciente” Freud


Para Freud, a essência do sonho é a realização de um desejo infantil reprimido. E foi a partir desse princípio que ele elaborou as bases do método psicanalítico.
Antes de Freud, os sonhos eram considerados apenas símbolos, analisados como se fossem premonições ou manifestações divinas. Freud , por meio da análise dos sonhos, mostrou a existência do inconsciente e transformou algo tido pela ciência da época como o lixo do pensamento, no caso os sonhos, em um instrumento revelador da personalidade humana.
Os sonhos mostram uma clara preferência pelas impressões dos dias imediatamente anteriores. Têm à sua disposição as impressões mais primitivas da nossa infância e até fazem surgir detalhes desse período de nossa vida que, mais uma vez, parecem-nos triviais e que, em nosso estado de vigília, acreditamos terem caído no esquecimento há muito tempo.
Para que um sonho seja interpretado é necessário que não tentemos entendê-lo de uma só vez, na sua totalidade, pois devido a ser formado no inconsciente só existe afetos e fragmentos da realidade, logo muito confuso no primeiro momento. Devemos dividi-lo em partes de acordo com o contexto do paciente e vamos decifrando-o lentamente sem adotar um critério cartesiano, pois o mesmo fragmento de um conteúdo pode ocultar um sentido diferente quando ocorre em várias pessoas ou em situações diferentes.


O sonho é justamente o fenômeno da vida psíquica normal em que os processos inconscientes da mente são revelados de forma bastante clara e acessível ao estudo.


Na concepção freudiana, o sonho é um produto da atividade do Inconsciente e que tem sempre um sentido intencional, a saber: a realização ou a tentativa de realização - mais ou menos dissimulada, de uma tendência reprimida. Assim, os sonhos revelam a verdadeira natureza do homem, embora não toda a sua natureza, e constituem um meio de tornar o interior oculto da mente acessível a nosso conhecimento.
 A interepretação dos sonhos e o conhecimento dos comportamentos histéricos iniciam a psicanálise.
Na Teoria dos Campos, é claro, também se pensa o sonho. Despertos, nossos atos, idéias, sentimentos arranjam-se segundo as linhas de força que, ao dormir, emergirão como um episódio.  As personagens de tais enredos povoam também nossa realidade, esgueirando-se entre os objetos do dia a dia, encarnando-se num amigo, numa pessoa que nos desperta a paixão, em nós mesmos. Sonho após sonho se fazem presentes; até que um desses nos permita interpretar seu sentido e despertar do sonho em que estávamos imersos.
O sonho pode deixar-nos tocar a rosa que vemos — e, ainda assim, estaremos sonhando. Existe um critério para determinar se estamos sonhando ou acordados, e esse é o critério puramente empírico do fato de acordarmos. Tudo o que experimentamos entre adormecer e acordar é ilusório quando, ao despertar, verificamos que estamos deitados na cama. Durante o sono, tomamos as imagens ilusórias por imagens reais graças ao nosso hábito mental (que não pode ser adormecido) de supor a existência de um modo externo com o qual estabelecemos um contraste com o nosso ego.
Assim sendo, a interpretação dos sonhos desvela, sobretudo, os conteúdos mentais, pensamentos, dados e experiências que foram reprimidos ou recalcadas, excluídos da consciência pelas atividades de defesa do ego e superego e enviadas para o inconsciente. A parte do id cujo acesso à consciência foi impedido, é exatamente a que se encontra envolvida na origem das neuroses. Portanto, o interesse de Freud pelos sonhos teve origem no fato de constituírem eles processos normais, com os quais todos estão familiarizados, mas que exemplificam processos atuantes na formação dos sintomas neuróticos.
Não é absurdo pedir explicações e associações ao paciente que conta um sonho, quer dizer, tratar o sonho como episódio distinto e fenômeno isolável. Fazer isso pode ser oportuno, mas não nos esqueçamos que a forma pela qual o sonho foi narrado e o conjunto inteiro das idéias que o cercam, ainda e sobretudo se não lhe parecem conectadas, são associações também, potencialmente. Com o sonhador, o analista sonha empaticamente, deixando-se levar pela iluminação que o sonho propicia, sem pressa, esperando que a precipitação insemine-lhe as idéias, para poder operar no mesmo ritmo do campo ilusório.

O sonho é uma defesa do sono, a isso pode acrescentar-se que o sonho aberto, essa história visual que se vive de noite e se conta de dia, é a oportunidade para sair de um sonho, da surda corrente subterrânea dos temas de que o sonho trata, cuja lógica preside ocultamente a vigília, até que se possa manifestar num episódio constituído, ganhando consciência. Segundo Freud, não existe nenhum fundamento nos fatos de que os sonhos tem o poder de adivinhar o futuro e nos sonhos não existem sentimentos morais.
É importante salientar que, justamente por não ter nenhum caráter esotérico, o sonho somente pode ser desencadeado por um ou mais processos infantis reprimidos, tendo as passagens da vida cotidiana e as percepções sensoriais seu grau e valor, porém somente estes fatores isolados não tem o poder de disparar um sonhom ou seja uma percepção auditiva por exemplo se isolada apenas disperta o sujeito de seu sono e não o faz sonhar.
Justamente por esta ausência de censura sociológica do estado de vigília é que a ferramente do sonho para a psicanálise é tão eficaz.
Como existe uma forte tendência a se esquecer um sonho, por obra da resistência, e quase todos assim se perdem, a função do analista é também de recordação. Ele tem a função de manter o sonho à tona por um tempo mais longo do que espontaneamente se daria e por acompanhar seu movimento de disseminação e nova concentração, e não é uma tarefa fácil, pois em nós também operam resistências.
Rememorando podemos, monocraticamente, dizer que o sonho são nossos desejos infantis reprimidos e livres de certa resistência vinda do estado de vigília.

Autopunição e o sentimento de culpa.


Na verdade hoje resolvi escrever um pouco sobre a culpa e o sentimento de autopunição. Em resumo farei citações e trechos extraidos do Vocabulário Laplance & Pontalis.
Sem as devidas "traduções" ficaria um pouco mais complicado entender o que e porque se origina esse processo psíquico, então resolvi faze-las com estas colagens em um linguajar mais Cognitivo, pois a cognição é basicamente o que funda certos principios da PBI e neles tentarei responder algumas questões, recordando que a Psicanálise Clássica Freudiana é inquestionável e isso não virá ao caso neste momento, ao menos não nesse "Post".
Se rememorarmos, talvez não tenhamos dificuldade em lembrar de certas pessoas a qual conhecemos, que se "Batem", "Machucam", "Esbarram" sem causas aparentes e com frequência desproporcional. O que estamos tratando nao é o pensamento normal e sim a patologia ou seja a desproporcionalidade (é importante recordar disso sempre...)

"A verdade sai do erro" 
Essa frase do psiquiatra suíço Carl Jung (1875-1961) nos faz refletir sobre muitas coisas... Quase sempre chegamos na verdade ao errarmos.  Mas, quantos erros cometemos até chegarmos na verdade? Isso não importa, o que deve importar mesmo é a experiência adquirida e o crescimento obtido. Mas nem sempre temos essa consciência e, na maior parte do tempo, os erros cometidos são transformados em culpas. Alguns passam a vida errando e se culpando; outros sendo vítimas dos erros dos outros, e culpando-os; outros não fazem nada ou em tudo que fazem, são culpados; e outros, ainda para justificarem seus próprios erros....A Culpa é o sentimento de ser indigno, mau, ruim, carrega remorso e censura. A culpa é o resultado de muita raiva guardada que se volta contra nós mesmos. Poderíamos resumir assim:

Raiva + Mágoas reprimidas = Culpa = Autopunição

Esse sentimento que corrói nossa alma e que muitas vezes nos impede de sermos nós mesmos, tem muitas variáveis difíceis de se esgotar. Mas podemos refletir sobre alguns aspectos geradores de culpa.

Tenho um projeto interessante sobre o choque cultural nos descendentes de japoneses, que talvez nem saia da "projeção", mas quando da criação de sua estrutura, consegui basicamente listar algumas características de quem sente culpa desproporcional. Certamente é no campo das hipóteses e teorias que nos fundamos e é sempre bom ter isso em mente fresca, porém podemos listar estas características , como segue:

- Preocupação excessiva com a opinião dos outros;
- Sente-se mal quando recebe algo, pois na verdade não se considera digno de aceitar o que os outros dão;
- Fala repetidamente sobre o que motivou a sentir culpa;
- Raiva reprimida;
- Dificuldade em assumir responsabilidade pelos próprios atos;
- Sente-se rejeitado;
- Responsabiliza o outro pelo próprio sofrimento;
- Sente-se vítima em algumas ou muitas situações;
- Geralmente se pune ficando doente, ou sendo vítima frequente de acidentes, ou seja, autopunições constantes;
- Dificuldade em expressar os reais sentimentos;
- Não consegue falar 'não';
- Necessidade em agradar;
- Sempre fazendo algo pelos outros e raramente para si mesmo;
- Dificuldade em fazer algo só para si;
- Não consegue administrar o tempo, pois está sempre sobrecarregado;
- Baixa autoestima;
- Falta de amor-próprio.
Você pode se identificar com essas características ou ter outras, o importante é reconhecer que a culpa traz muitas consequências em nosso modo de ser e agir. Perceba como se sente, elevando assim seu autoconhecimento para mudar o que te faz sofrer.
A culpa pode ser gerada pela (o)
- Religião;
- Morte;
- Manipulação;
- Crítica;
- Regras;
- Acusações;
- Repressão;
- Rigidez;
- Inflexibilidade;
- Julgamento;
- Controle;
- Dependência;
- Superproteção;
- Raiva;
- Medo;
- Rejeição;
- Abandono;
- Abusos;
- Mentira;
- Prazer;
- Felicidade;
- Dinheiro;
- Sucesso;
- Expectativa;
- Comparações;
- Necessidade de agradar;
- Comodismo/ falta de atitude;
- Sentimentos de impotência;
- Preconceito
- Segredos, principalmente entre os familiares.

Eis acima colagem das causas do sentimento de culpa suprimidos de diversas fontes. Não se acanhe caso já os tenha lido, infelizmente são bastante comuns. A origem de sua culpa podem ser uma ou várias.
O primeiro passo é tentar ter a consciência exata da origem do seu sentimento de culpa. Explore um pouco mais sobre o que gerou em você a culpa se isso for possível a sua consciência. Não comenta excessos, se você não sabe exatamente seu limite, vá com calma. Comece perguntando-se: O que me faz sentir culpa? De não ter sido amado? Ter sido rejeitado, abandonado? Ter acreditado que receberia amor, quando na verdade recebia apenas o que acreditava ser amor? Ter sido vítima de maus tratos e abuso sexual ainda criança? Terem me ocultado a verdade, o que me obrigou a acreditar e conviver com a mentira? De não ter sido amado?

Faça uma lista de todas as culpas que você sente, por maior que possa ser a lista, tente faze-la assim mesmo. Isso o ajudará a compreender melhor seus sentimentos e conflitos gerados pela culpa. Analise as situações em que aconteceram os fatos e se você efetivamente tinha condições de agir diferente de como agiu. Depois continue sua auto análise. Onde, quando e por que começou cada uma delas? Quais são as situações que me sinto culpado pelo que fiz ou deixei de fazer? Quais eram meus valores em relação ao assunto quando agi daquela forma? Se fosse hoje minha atitude seria diferente? Como? Quem fazia ou faz com que eu me culpe? Busque a relação da culpa atual com seu histórico de vida. O objetivo desse exercício não é buscar mais culpados, mas explorar os motivos pelos quais ainda se culpa, se responsabilizando pelos seus atos, e mudar o que pode ainda ser mudado, libertando-se desse sentimento que aprisiona e impede o crescimento.
Consequências da culpa

- Autopunição;
- Medo;
- Sofrimento;
- Remorso;
- Estagnação;
- Doença - segundo alguns estudos, a culpa está presente em praticamente a maioria das pessoas portadoras de câncer;
- Tristeza/depressão;
- Submissão;
- Prisão emocional;
- Solidão;
- Dificuldade em impor limites, dizer não;
- Fuga através do álcool, drogas;
- Compulsão alimentar;
- Conflitos internos e nas relações ;
- Dificuldade em sentir prazer;
- Destruição da autoestima e amor-próprio.

As consequências da culpa são muitas, isso ocorre porque com a culpa está sempre presente a necessidade, ainda que inconsciente, de autopunição. É certo que a culpa pode ser um sinal de alerta sobre falta de limite e respeito pelo outro ou por si mesmo ou a indicação que é preciso mudar algum padrão de comportamento.

O mais indicado sempre é responsabilizar-se e não se culpar, pois a culpa faz com que permaneçamos no papel de vítima e esse traz apenas estagnação e repetição de padrão, não proporciona crescimento. Lembre-se responsabilize-se, não culpe-se. A responsabilidade faz com que acreditemos na capacidade de mudar. E todos nós temos essa capacidade, acredite.

Espero ter contribuido com a sugestão e organização de seus pensamentos. Obrigado pela visita.

Diferenças básicas entre Neuroses e Psicoses.

Neurose trata-se de uma reação exagerada do sistema nervoso em relação a uma experiência vivida. Neurose é uma maneira da pessoa SER e de reagir à vida.
O Enfermo tem plena consciência do seu problema e, muitas vezes, sente-se impotente para modificá-lo.
Diante de um compromisso social a pessoa neurótica reage com muita ansiedade, mais que a maioria das pessoas submetidas à mesma situação (desproporcional). Diante desse mesmo compromisso social a pessoa começa a ficar muito ansiosa uma senana antes (muito duradoura) ou, finalmente, a pessoa fica ansiosa só de imaginar que terá um compromisso social (sem causa aparente).
 Num determinado ambiente (ônibus, elevador, avião, em meio a multidão, etc) a pessoa neurótica começa a passar mal, achando que vai acontecer alguma coisa (desproporcional). Ou começa a passar mal só de saber que terá de enfrentar a tal situação (sem causa aparente).
Psicose - O sujeito que está patologicamente afetado, vive em um mundo à parte, no qual ele interage com seres e objetos irreais, ao mesmo tempo em que se ausenta cada vez mais da realidade concreta. Ele pode, assim, vivenciar alucinações, delírios, modificações em suas atitudes, a mente confusa, e nem mesmo percebe que está agindo de uma forma estranha. Assim, ele não consegue se relacionar normalmente com as outras pessoas, nem realizar seus mínimos encargos do dia-a-dia.
Quando o paciente está fora de um período de crise, ele tem condições de tomar conta de si mesmo, vivendo praticamente de uma forma normal, alimentando sonhos, expectativas, desejos e até se relacionando bem com os outros. Ao surtar, porém, ele parece se transportar para um universo fantasioso, no qual tudo é possível e as contradições convivem sem problema algum. Isto ocorre, geralmente, quando a pessoa está sob pressão, tensionada por fatores físicos ou relacionados ao funcionamento do sistema nervoso.

Chiste não é anedota.

O máximo de sentido para um mínimo de suporte. A brevidade é uma das principais marcas lingüísticas do humor. O chiste é breve, e é nele que reside, por assim dizer, a graça. E pode ajudar a descarregar uma agressividade que tem de ser reprimida. O chiste funciona, isto é, provoca hilaridade ou riso, por meio da brevidade que se expressa com a condensação: dois campos de significados se fundem, causando surpresa.
"Podem ser usadas palavras ou frases que tenham sentidos semelhantes ou sejam elas mesmas parecidas entre si. Por exemplo, detergente: a palavra pode ser desmembrada em 'deter gente', produzindo outro sentido",
Um exemplo conhecido vem do próprio Freud, que conta o chiste do 'familionário', que condensa os vocábulos familiar e milionário.
Em outro chiste que o próprio Freud narra, um homem convida uma jovem italiana a dançar. Ela aceita, mas dança muito mal. O homem pergunta: - Todas as italianas dançam tão mal? E ela responde: - Non tutti, ma buona parti. (Nem todas, mas boa parte). Buona parti ou Buonaparti (Napoleão)? 
Parafrasear ou traduzir perde-se o impacto pela substância portanto caso queira-se traduzir um chiste é necessários sempre atentar a componentes e personalidades culturais locais ou regionais, como queiram, porém o mais importante é a descarga da energia psiquica represada, por consequência o riso.
Abaixo poderemos verificar o chistes corporais e verbais de Jacques Lacan em 1972, que convenhamos não recebe tantos  méritos por seus chistes, mas assim o faz como a mais pura essência psicanalítica ou seja transformar-se ,ele próprio, em um objeto altamente catexiado, detentor de toda atenção possível a suas palavras e obra, que obviamente não é tão convenientemente compreendida.




Você, é seu inconsciente escrito.

Unbewuss geschrieben ¹

Em tempos modernos não é nada incomum comportamentos questionadores providos de certas seguranças fictícias e informações oriundas de fontes duvidosas. Este ato é deplorável, mas perfeitamente natural do processo civilizatório. Certamente, a meu sentir, é distante chamar isto de evolução ou de processo evolutivo , mas trataremos isso em momento adequado.
O que realmente me trouxe a escrever este pequeno artigo, são as adequações de acesso ao inconsciente, fruto de nossos maiores esforços  e porque não dizer, nossio amor. Com a experimentação das técnicas de pressão, hipnose ( tratamento da Histeria de Anna O.) Freud e  Breuer utilizaram-se destes caminhos, optando ambos, pela utilização da Livre Associação como a mais indicada e menos suscetível a induções.
Até o presente momento, apenas comentei o que basicamente todos de nós sabemos, porém faz alguns anos que me proponho a utilizar uma técnica acessória no intuito de adentrar no núcleo do objeto: A Grafologia ou seja o tratado ou a ciência da escrita. Modernamente se tem definido como a Psicologia da Escrita. O nome GRAFOLOGIA vem do grego (graphein = escrever, e logos = tratado, discurso) e foi Jean Hyppolyte Michon, grafólogo francês quem lhe deu o título. Por isto e por ter desenvolvido um amplo trabalho sobre análise da escrita é considerado o precursor da grafologia atual. Diante disso, começei a fazer associações com os Lapsos(Chistes) Freudianos a qual ficaram bastante constantes ao ponto de cita-los com resultados desafiadoramente intrigantes.
Nossa “Nau” pode tranquilamente partir de - Interpretação dos Sonhos - 1899”  na qual Dr. Freud afirma que “O sonho é a estrada real que conduz ao inconsciente”. Pensando da mesma maneira, a meu modesto sentir, fica evidente que podemos utilizar esta técnica ao nosso apoio e que entende-la, é cada vez mais nos aproximarmos da essência de nossa ciência que é o entendimento das realização dos desejos infantis reprimidos, recordando que nas fases orais, anais e fálicas é certamente uma enorme pretensão minha, (mas mesmo assim a farei) incluir a fase de início do rascunho como fase “antegráfica” ou seja o objeto catexia para exprimir impressamente seus impulsos e porque não dizer instintos. Eis meus questionamentos e constatações, que deixo à reprovação de meus pares.

¹ Tradução para Alemão de Inconsciente Escrito

Cleber Martins

Distúrbios Fóbicos sob a ótica da Terapia Cognitiva

O medo é um dos sentimentos que permitiram à espécie humana multiplicar-se e dominar a Terra. Graças a ele, nossos ancestrais escaparam de ataques de animais ferozes e de outras ameaças naturais. Mas, por motivos diversos, muitos dos quais ainda não totalmente esclarecidos pela ciência, algumas pessoas apresentam um medo patológico em relação a situações que estão longe de representar uma ameaça real. Pode ser de avião, de altura, de elevador, de escuro, de um animal doméstico ou até mesmo de gente. Duas em cada dez pessoas estão predispostas a desenvolver um tipo de fobia – esse é o nome do medo e da aversão doentios – ao longo da vida. As fobias podem ser tratadas no divã do psicanalista, com terapias breves, medicamentos ou hipnose. Não raro, é preciso combinar duas ou mais dessas opções. Tudo leva a crer que o tratamento que consegue os resultados mais rápidos é a terapia cognitiva comportamental. Ela tem sucesso em até 80% dos casos em cerca de apenas três meses. A jornalista que assina esta reportagem submeteu-se a essa terapia, com o psicólogo José Roberto Leite, professor da Universidade Federal de São Paulo. Seu medo de avião agora está sob controle.

A palavra fobia vem do grego phobos. Phobos era a divindade mitológica capaz de causar nos homens um medo incontrolável. Por esse motivo, os escudos dos soldados gregos muitas vezes traziam estampada a imagem de Phobos – dessa maneira, acreditavam ser mais fácil apavorar seus inimigos. Os americanos criaram um ABC da fobia, que conta com cerca de 500 medos. Dele constam desde fobias que são velhas conhecidas, como aracnofobia (medo de aranha) e claustrofobia (medo de espaços fechados), até quadros definidos como androfobia (medo de homem), decidofobia (medo de tomar decisões), gamofobia (medo de casamento), eclesiofobia (medo de igreja), afania (medo de perder a capacidade sexual) e por aí vai. É claro que, dependendo das circunstâncias, as pessoas podem exibir reações de medo mais intensas do que de costume. Um cachorro pode parecer mais assustador do que outro. Uma viagem de avião mais turbulenta pode causar frio na barriga mesmo a um viajante experimentado. Mas isso não significa que se tenha adquirido uma fobia. Antes que você comece a achar que é fóbico, veja o que define exatamente essa patologia:

• A fobia é sempre em relação a uma determinada situação, objeto ou bicho.

• É irracional. Por exemplo, não faz o menor sentido ter medo de galinhas, já que galinhas não fazem mal a ninguém.


• É um medo desproporcional. Quem tem fobia de avião leva mais em conta as insignificantes estatísticas de acidentes aéreos do que a altíssima taxa de sucesso dos vôos.


• Interfere nas atividades do cotidiano. É comum que alguém com medo de altura se recuse a trabalhar num andar alto.


• Uma fobia pode traduzir-se em reações físicas violentas. Ao deparar com o objeto do medo, o fóbico pode ter sudorese e ser acometido por tonteiras, tremedeiras, taquicardia e dificuldades de respiração. Muitos têm uma sensação de morte iminente.

Um estudo clássico sobre o assunto é o texto "O pequeno Hans", escrito em 1909 por Sigmund Freud, o pai da psicanálise. Hans, que sofria de fobia de cavalos, foi levado ao consultório de Freud quando contava apenas 5 anos. Era uma fobia com implicações muito graves para a época, visto que cavalos eram a principal força motriz dos veículos urbanos. Por causa de seu medo, Hans simplesmente não conseguia sair às ruas de Viena, onde morava. Por meio de técnicas psicanalíticas que ainda estavam em seus primórdios, Freud descobriu que a fobia de cavalos de Hans se relacionava ao receio inconsciente de ser castrado pelo pai por causa do amor que sentia pela mãe. Uma manifestação do complexo de Édipo, enfim. Freud conseguiu curar seu pequeno paciente e, ao teorizar sobre essa sua experiência prática, firmou uma convicção entre os psicanalistas: a de que toda e qualquer fobia é manifestação de uma angústia mais profunda, muitas vezes sem relação aparente com o objeto do medo. A psicanálise, contudo, não é um tratamento de sucesso garantido – nem de casos de fobia nem de outros problemas. Os próprios psicanalistas reconhecem isso. Além do mais, o método criado por Freud requer um paciente disposto a aventurar-se pelos abismos e desvãos de sua história pessoal. Ele não pode ter pressa de curar-se e tem de ser dono de uma conta bancária razoavelmente polpuda, pois sessões de psicanálise costumam ser caras. Ou seja, não é para todo mundo.

Uma terapia breve, como a cognitiva comportamental, não é uma viagem de autoconhecimento, como a psicanálise. Para tratar uma fobia, o terapeuta não se preocupa em saber qual seria a origem do distúrbio. Seu objetivo é apenas cancelar a cadeia de reações físico-mentais que detonam o medo. A técnica parte do princípio de que a fobia é um medo aprendido e de que, portanto, a melhor forma de controlá-lo é fazer com que o fóbico "desaprenda" a sentir medo. Todo o trabalho é direcionado no sentido de desativar as conexões cerebrais que levam a ele. A terapia cognitiva comportamental tem sido exaustivamente estudada nos últimos anos. Ela é objeto de pelo menos 325 estudos clínicos que medem a sua eficácia, não só para o tratamento de fobias, mas também para outros distúrbios psiquiátricos, como depressão e esquizofrenia (ela pode ajudar a diminuir a freqüência dos surtos esquizofrênicos). Uma de suas maiores vantagens é ser curta: para controlar fobias, bastam, em média, doze sessões de 45 minutos cada uma, uma vez por semana.

A terapia cognitiva comportamental, que ganhou impulso para o tratamento de fobias nos anos 90, é fruto das duas correntes da psicologia americana que lhe dão nome. É cognitiva porque tenta descondicionar o paciente por meio de argumentos lógicos, e é comportamental porque o expõe ao objeto do seu medo. Pegue-se o caso de quem tem fobia de avião. O tormento de um fóbico começa alguns dias antes do embarque. Ao imaginar-se dentro de uma aeronave, o coração se acelera, a respiração fica ofegante, as mãos suam. Ao embarcar, esses sintomas aumentam de intensidade, e o pensamento fica fixo na possibilidade de um acidente ou na aflição de não ter o controle da situação. Qualquer variação no barulho causado pelas turbinas do avião ou qualquer expressão diferente de um comissário parecem ser o prenúncio de uma catástrofe. Já imaginou o que é passar dez, doze horas assim? Como esse medo é formado por uma cadeia de informações distorcidas, cada uma delas tem de ser desmontada. É o que os especialistas chamam de "dessensibilização".

A terapia cognitiva comportamental segue um procedimento padrão para todos os casos. Antes de começar, o paciente preenche uma espécie de inventário de todos os seus medos e pensamentos negativos e catastróficos. Depois de analisar os resultados do inventário, o terapeuta explica ao paciente como será o tratamento e quais os objetivos a ser atingidos gradualmente. No caso do fóbico de avião, o primeiro passo é o convencimento racional de que o medo é infundado, por meio de uso de estatísticas que mostram a segurança do transporte aéreo. O paciente também é estimulado a informar-se de como funciona uma aeronave e o trabalho de manutenção feito pelas companhias. Para iniciar o controle dos sintomas do medo propriamente dito, o paciente aprende técnicas de respiração abdominal e de relaxamento. "Respire, foque o pensamento naquilo que você está sentindo e perceba que você é capaz de controlar o seu corpo e as suas emoções", costuma dizer a seus pacientes o psicólogo José Roberto Leite. A respiração abdominal, lenta e profunda, é um remédio poderoso. Por meio dela, aliviam-se as tensões e regulam-se a circulação e a pressão arterial. Quando se experimenta uma crise fóbica, o coração acelera e, porque bate rapidamente, a sensação é de falta de ar. Ao sentir que está sem ar, a pessoa fica ofegante, o que aumenta ainda mais os batimentos cardíacos. O círculo é vicioso: o sofrimento mental alimenta o físico e vice-versa. Se, ao primeiro sintoma da ansiedade causada pelo medo, a pessoa tenta respirar calmamente e procura relaxar, a tendência é que esse circuito seja interrompido.

Depois dessa etapa, parte-se para a exposição ao objeto do medo, de forma gradual. Quem tem medo de elevador começa enfrentando viagens entre os andares mais baixos. Quem tem pavor de um bicho é apresentado a várias fotos do animal. Quem treme só de imaginar em dirigir um automóvel é estimulado a guiar em trajetos curtos e com pouco trânsito, neste caso com o terapeuta ao lado. Também acompanhado de um profissional, o paciente de agorafobia, que não consegue nem mesmo sair de casa, vai ampliando seus percursos aos poucos. Nos Estados Unidos e na Europa, uma das maneiras de exposição é por meio da realidade virtual. Há simuladores de vôos, de altura, de espaços confinados e até uma platéia fictícia para quem não consegue falar em público (veja quadro). A pedido do terapeuta, depois de cada exposição, a pessoa faz um relatório, em que descreve tudo o que sentiu e dá uma nota para o nível de tensão vivido. O conjunto dessas notas serve de instrumento para o terapeuta definir os exercícios seguintes. Ele também é importante para mostrar ao próprio paciente o seu progresso.

Nos últimos dez anos, as técnicas de hipnose ganharam força no tratamento das fobias, sobretudo nos Estados Unidos. Se você associou hipnose a uma cena de circo, esqueça. Hipnose não é mágica, mas uma técnica que conduz o paciente a reviver situações que o afligem, sem perder a consciência. Por meio da repetição de palavras ou de frases, o profissional leva a pessoa a um estado de relaxamento que a faz perder a resistência e a lembrar certos episódios de sua vida. Os terapeutas em hipnose acreditam que a fobia é um medo aprendido na primeira infância. Segundo essa teoria, um bebê não reconhece uma aranha como uma ameaça, por exemplo. Mas, se a mãe expressa uma ansiedade extrema ao ver o bicho, essa atitude pode enraizar a fobia de aranha no subconsciente da criança. Para eliminá-la, é preciso "voltar" ao momento em que o medo foi registrado pela primeira vez. Feito isso, mostra-se ao paciente que a sua reação exagerada não tem razão de ser. É uma espécie de reeducação. Segundo o terapeuta de hipnose Jean Jacques Buhannic, de São Paulo, 90% dos pacientes conseguem atingir um nível profundo de relaxamento e entrar em estado hipnótico. Quando o tratamento segue num ritmo adequado, não são necessárias mais do que oito sessões, de quarenta minutos a uma hora cada uma, para controlar uma fobia. A diferença essencial entre a hipnose e a terapia cognitiva comportamental no tratamento das fobias é que, segundo Buhannic, a primeira não se restringe aos sintomas. Tenta agir na origem do medo.

É por não se preocupar com a essência da fobia que os psicanalistas torcem o nariz para a terapia cognitiva comportamental. "Com um pequeno número de sessões, um paciente pode até perder o medo de cachorro, mas, como a causa desse medo não está sendo tratada, é bem provável que outra fobia ou qualquer outra manifestação de ansiedade aflore em seu lugar", diz o psicanalista Rubens Volich, de São Paulo. Não há como negar, no entanto, que ainda assim a terapia cognitiva comportamental cumpre um papel. Ela funcionaria como uma espécie de antitérmico para um paciente vítima de febre alta. Ou seja, um remédio bastante eficaz para controlar apenas as manifestações mais agudas de uma doença. Os seus bons resultados a curto prazo têm feito com que um número cada vez maior de fóbicos procure ajuda. Muitos psiquiatras passaram a indicar esse tipo de terapia. Nos casos mais graves, ela é associada a medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos.

Por nossos cálculos preliminares, a maioria dos pacientes se encaixa no grupo das fobias específicas – as mais recorrentes são medo de altura, de dirigir, de elevador, de avião e de bichos, especialmente insetos. Elas também são as mais fáceis de tratar, por serem simples de identificar. Em geral, as fobias específicas começam na adolescência e no início da vida adulta. Sem tratamento, tendem a se tornar cada vez piores. O medo patológico mais limitante é o de quem sofre de fobia social generalizada. É gente que fica aterrorizada em situações das mais comezinhas, como ir a um supermercado ou a uma loja, comer na frente dos outros, escrever ou assinar um cheque quando alguém está olhando, ou mesmo usar um banheiro público. Esse tipo extremo de fobia faz com que os indivíduos se esquivem por sentirem-se julgados, observados ou criticados o tempo todo. Em geral, suas vítimas não conseguem trabalhar, manter amizades ou namorar. Não raro, experimentam ataques de pânico. Esse é um dos distúrbios fóbicos mais difíceis de ser tratados, inclusive pela terapia cognitiva comportamental. Em muitos casos, ele vem acompanhado do transtorno obsessivo compulsivo. Recentemente, o antidepressivo Aropax ganhou o aval da FDA, a agência americana de controle de remédios e alimentos, para o tratamento da fobia social. É o primeiro medicamento a ter indicação para o tratamento de uma fobia em particular. Nos Estados Unidos, uma das manifestações mais comuns desse tipo de distúrbio é o medo de falar em público. Apesar de todos os avanços nas técnicas de tratamento das fobias, não se pode deixar de lado um outro remédio: não ter medo de assumir seus medos nem de falar abertamente sobre eles. É o passo inicial rumo ao controle.

ANSIEDADE - Central de Neuroses Herdada.

É fundamental conhecermos a teoria do Princípio do Prazer para se compreender o tema sobre ansiedade. Então, para relembrar, vamos apenas nos ater à primeira versão de Freud sobre o princípio do prazer, no qual menciona que, a mente ou indivíduo procura obter o prazer e evitar o desprazer.

Em sua primeira teoria sobre a ansiedade, Freud formulou que, quer o acúmulo normal de libido no interior da psique fosse resultado de barreiras externas, ou internas, não haveria muita importância, pois o resultado sempre seria o acúmulo de libido não liberada que poderia se transformar em ansiedade.

Em resumo, para Freud, em sua primeira teoria, a ansiedade era um acúmulo inadequado de energia sexual (libido) não liberada, ou seja, sem uma gratificação sexual desejada. Só que esta teoria não explicava como se processava essa transformação de acúmulo de libido em ansiedade e nem determinava o momento exato dessa ocorrência.

Em 1926, Freud publicou uma monografia com novos conceitos sobre a teoria da ansiedade, na qual ele afirmava que a ansiedade era o problema central das neuroses. Desta forma abordava uma nova teoria sobre a ansiedade com bases na hipótese estrutural.

Com esta nova teoria, Freud descartou totalmente sua primeira versão de que a libido não descarregada se transformava em ansiedade. Freud acreditava que a ansiedade tinha uma base biológica herdada, tanto os homens como os animais;pois, se nenhum ser humano, sem a proteção dos pais, não se aterrorizasse com nada, não sobreviveria. Nesta teoria ele não se preocupou em mostrar a natureza ou a origem da ansiedade, mas sim sua importância na vida psíquica do indivíduo.

O aparecimento da ansiedade, nesta versão, está relacionada com duas situações: as "situações
traumáticas" e as "situações de perigo".

Podemos definir "situações traumáticas" como uma situação na qual a psique recebe uma afluência muito grande de estímulos e não pode descarregar ou dominar estes estímulos, então, automaticamente desenvolve a ansiedade. Um exemplo seria o bebê com fome e a mãe não estando presente. Sozinho ele não pode obter o prazer (a amamentação), pois ele sente uma necessidade instintiva de obter prazer, mas sua fonte de gratificação (sua mãe) não está presente, então sua mente é inundada por uma abundância de estímulos e não podendo dominar ou descarregar esses estímulos, desenvolve-se a ansiedade.

Esta tendência de reação à estímulos excessivos, conforme Freud, ou seja, o desenvolvimento da ansiedade, persiste por toda a vida e não somente na infância. Em umas pessoas mais, em outras menos; isto nos casos chamados de "neuroses de angústia".

Agora vamos definir "situações de perigo". Com o desenvolvimento da criança, ela aprende a antecipar o começo de uma "situação traumática" e a reagir à esta com ansiedade, antes que se torne traumática, o que chamamos de "ansiedade de alarme".

Ela aparece sempre que há uma "situação de perigo", ou a antecipação dessa situação de perigo para evitar ou combater uma provável "situação traumática".

Compreendendo melhor a "situação de perigo", voltemos ao caso do bebê. Conforme Freud, a criança após atingir um determinado estágio de desenvolvimento, seu ego reconhece a existência de uma relação entre a saída da mãe e o desenvolvimento de uma ansiedade automática sempre
que esta está ausente. Então, quando a mãe está presente, esta ansiedade não aparece, mas quando ela
está ausente sim. Assim a separação, ou ausência da mãe é considerada como uma "situação de perigo", pois na exigência do Id em obter gratificação, na ausência da mãe, pode surgir uma "situação traumática".

O ego sempre reage com ansiedade, gerada ativamente por ele próprio, quando surge uma "situação de
perigo". Dessa forma podemos compreender melhor o princípio do prazer, no qual a mente ou o indivíduo busca obter o prazer e evitar o desprazer. Pois numa situação de perigo, a ansiedade e o desprazer são intensos. Assim o desprazer, automaticamente, desencadeia o princípio do prazer e é este desencadeamento que proporciona ao ego forças para dominar os instintos do Id, que passam a gerar uma situação de perigo.

Vejamos agora algumas das mais importantes situações de perigo que podem ocorrer na esfera psíquica da vida de uma criança.

A primeira é a "perda do objeto" ou "perda do objeto amado", ou seja, a separação da pessoa que
seja a fonte de gratificação de seus impulsos.

A seguinte é a "perda do amor do objeto", o temor à perda do amor da pessoa que proporciona à esta criança sua gratificação, da qual é totalmente dependente.

Outra situação típica é o temor à perda do pênis nos meninos, que chamamos de "castração" e nas meninas o perigo correspondente aos sentimentos de martírio referentes à vergonha, inferioridade e ciúmes (na psicanálise chamamos "inveja do pênis"), e também o medo de uma lesão genital originária do desejo de ser penetrada e fecundada pelo pai (para melhor esclarecimento vide Complexo de Édipo).

A última situação de perigo é a de "culpa".

Estas situações de perigo persistem, em maior ou menor grau, por toda a vida inconscientemente em
pessoas excessivamente neuróticas.

Em termos de intensidade, a ansiedade de alarme é menor do que a ansiedade de uma situação traumática. É uma ansiedade mais amena.

Finalizando, a função da ansiedade é possibilitar ao ego o controle ou domínio dos desejos dos impulsos instintivos oriundos do Id que lhe pareçam perigosos. Essa função é muito importante e necessária à vida psíquica e ao desenvolvimento normal do indivíduo.