TDC - Transtorno Dismórfico Corporal.


A dismorfofobia tem sido estudada há décadas na Europa e Japão enquanto que nos Estados Unidos da América do Norte tem sido menos tratada.

O transtorno dismórfico corporal (TDC) se refere a preocupação excessiva por um defeito corporal mínimo o por defeitos corporais imaginários.

Hoje a obesidade não a mórbida isto é obesidade patológica mas aquela de Ter o corpo esbelto vem senso também um transtorno dismórfico corporal (TDC) ocasionando o quadro de anorexia que é a redução ou perda de apetite; patológico atingindo feições psiquiátricas.

O TDC ( Transtorno Dismórfico Corporal) foi introduzido no DSM-III com a denominação de Dismorfofobia e no CIE-10 inclui o TDC dentro dos transtornos hipocondríacos, sem fazer diferença das preocupações físicas das estéticas. O DSM-IV estabelece os critérios diagnósticos do TDC (Transtorno Dismórfico Corporal), com modificações relacionada com o DSM-III-R. Este último o descreve como um transtorno somatomorfico não delirante, numa pessoa com aparência normal. Ambas definições são modificadas pelo DSM-IV.

DIAGNÓSTICO DO TDC(Transtorno Dismórfico Corporal)
A - Preocupação por algum defeito imaginário do aspecto físico. Quando ha leves anomalias físicas, a preocupação do indivíduo é excessiva.

B - A preocupação provoca mal estar clinicamente significativo e a desintegração social, profissional ou de outras áreas importantes da atividade do indivíduo.

C - A preocupação não se explica de forma mais nítida pela presença de outro transtorno mental (por.exemplo a insatisfação com o tamanho e a silhueta corporal na anorexia nervosa.

COMO SURGE A HIPOCONDRIA NO TDC

A hipocondria é a afecção mental em que há depressão e preocupação obsessiva com o próprio estado de saúde: o doente, por efeito de sensações subjetivas, julga-se preso a condições mórbidas na realidade inexistentes e passa a procurar, permanentemente, tratamentos que, além de descabidos, são muitas vezes perigosos (medicações, intervenções cirúrgicas, etc.:

No TDC:

A- Existe preocupação por medo de ter uma enfermidade grave baseada na má interpretação dos sintomas corporais.

B- Persiste apesar de uma avaliação médica adequada e de comentários que tranqüilizam o paciente.

C- A crença não é de tipo delirante e não se limita a preocupações sobre o aspecto físico.

D- Provoca uma alteração clínica significativa ou alteração das funções sociais, profissionais ou de outras áreas na atividade do indivíduo.

E- Deve ter uma duração mínima de 6 meses.

F- Não acontece durante o curso de um transtorno de ansiedade generalizada, transtorno obsesivo-compulsivo, transtorno de angustia, episódio depressivo ansiedade por separação ou outro transtorno somatomorfo.

QUEM ESTÁ SUJEITOS AO TDC 

Aparece em proporções iguais em homens e mulheres, sendo a idade de aparecimento a terceira década de vida, sendo a idade média de inicio os 17 anos. Alguns estudos demonstram que a clinicamente começa na adolescência, época em que o indivíduo está mais preocupado de sua autoimagem na vida social.

Existem dois picos: Um na adolescência no inicio da idade adulta e outro, somente em mulheres, durante a menopausa.

É um transtorno crônico, intensidade variável, com oscilações e altos e baixos dos sintomas

CAUSAS DO TDC

Fatores biológicos. Com a fisiopatología da serotonina:. Os fármacos denominados inibidores da recaptação da serotonina são usados com êxito nos transtornos obsessivos compulsivos, e são úteis no TDC. (Transtorno Dismórfico Corporal) Existem áreas do cérebro que se vêm atuadas por esta medicação. A serotonina atua mantendo idéias e pensamentos sob controle.

Fatores psicológicos.: Indivíduos ansiosos, perfeccionistas, tristes, são mais susceptíveis de desenvolver este transtorno. A isto tem que se acrescentaras experiências vividas criando-se personalidades suscetíveis com baixa auto estima, insegurança introversão. dificuldade para as relaciones interpessoais, tipos esquizóides que são as pessoas de constituição mental em que se observa tendência à solidão, insociabilidade, introspeção e má adaptação à realidade exterior. ,tipos neuróticos que são pessoas com um de vários tipos de distúrbio emocional cuja característica principal é a ansiedade, e em que não se observam nem grandes distorções da realidade externa, nem desorganização da personalidade; nevrose,. obsessões., narcisismo pessoas com ; amor excessivo a si mesmo., pais críticos e severos e traumas infantis.

Fatores sociais e culturais.: São muitos os apelos publicitários nos meios de comunicação que propagam a compra de cremes, loções, aparelhos para tornar o corpo esbelto. Os defeitos que são objeto de preocupação são diferentes dependendo do país e cultura.

LOCALIZAÇÃO DO TDC

A localização é variável podendo aparecer preocupações sobre as características faciais; pele: rugas, cicatrizes, acne, manchas, palidez, varizes vasculares, enrubescimento facial, arranhar a pele, ou ter obsessão- com cravos, provocando cicatrizes ao tentar arranca-lo, inclusive com gilete; excesso de pelos faciais, perda excessiva de cabelo, pelo demasiado fino. A tricolomanía(mania por pelos) é comum. tanto em homens como em mulheres. Tamanho do nariz, orelhas, forma da face. assimetria facial. sintomas orais, dor bucal, tumefação da língua, sensação de queimação nos lábios. sintomas venereológicos, fazem referência a mal estar peniano ou testicular. Em ocasiões aparece o antecedente de contato sexual com o conseqüente temor ao contagio de alguma enfermidade venérea. na mulher surgem problemas com a vulva que é a parte externa dos órgãos genitais femininos, que inclui grandes e pequenos lábios, vestíbulo vaginal, etc. Também se focalizam problemas de TDC(Transtorno Dismórfico Corporal) nos seios, nádegas, órgãos sexuais.

Estas pessoas recorrem ao médico clínico para solicitar ajuda sobre seus possíveis defeitos, assim como pedir indicações de dermatologistas e cirurgiões plásticos. Em torno de 2% a 7% dos pacientes que se dirigem a cirurgia plástica são portadores de TDC.

Dismorfia muscular ou Vigorexia:

Os homens dedicados ao culturismo , assíduos freqüentadores de academias de ginástica e de halteres, amiúde se consideram fracos, apesar de ter uma musculatura mais desenvolvida que os demais indivíduos. Se tornam além de fanáticos pela prática de desenvolvimento muscular, praticantes de rígidos regimes alimentares, com suplementos dietéticos. Inclusive alguns tomam anabolizantes para ganhar massa muscular. O uso destes começam freqüentemente nas escolas. O uso de anabolizantes é problemático e causam problemas psiquiátricos a curto prazo, com condutas agressivas e maníacas, e a depressão. O médico e psicólogos deverão suspeitar abuso de esteróides ao olhar o corpo do paciente. Interfere com o normal funcionamento do adolescente e provoca um isolamento social. Alguns desistem de suas carreiras de advogado, médico, empresário etc pela necessidade de ter mais tempo para freqüentar a academia.

Alguns homens com o complexo de Adonis terminam preocupando-se com a gordura e começam a desenvolver problemas alimentares. A bulimia que é o distúrbio mental que predomina em mulheres e que começa, geralmente., na adolescência ou no início da fase adulta, caracterizando-se por episódios de ingestão de grande quantidade de alimento, que culminam com o aparecimento de dor abdominal, ou vômito provocado pelo próprio indivíduo, que, consciente de que o fenômeno é anormal, teme não ser capaz de detê-lo voluntariamente, e passa a experimentar autocondenação e depressão, com vômitos provocados e abuso de laxantes, sendo menos freqüente em homens do que em mulheres. Entretanto a voracidade para comer se dá igualmente nos dois sexos.

OUTROS TRANSTORNOS QUE GERAM O TDC

Preocupações fisiológicas pela imagem corporal; consomem menos tempo, não interferindo na vida do indivíduo. São menos intensas.

Transtorno de personalidade narcisista ou histriônico. No indivíduo histriônico que é a pessoa sem conteúdo e superficiais o desejo de perfeição da imagem corporal se baseia na obtenção de êxito com o sexo oposto.

Traços de caráter.

Hoje resolvi escrever e exemplificar um assunto que acredito ser de grande importância para  o desenvolvimento psicológico do indivíduo: Os traços de caráter.
Desde já é importante salientar que a palavra caráter está diretamente relacionada as características emocionais de cada sujeito.
É quase unanimidade entre os profissionais, que, uma das tarefas mais difíceis de nossa profissão é classificar o que é "normal" do que é patológico. Em função da enorme gama de possibilidades, posso resumidamente explicitar que o traço normal de caráter tudo que é uma fonte de prazer para o indivíduo, sem que seja autoprejudicial e que se apresente como socialmente aceitável.

Freud com o apoio de outros psicanalistas desenvolveram uma nomenclatura de tipos carcteriológicos derivada da ligação entre um traço de caráter e uma fase particular do desenvolvimento da Libido (Orais, Anais e Fálicos).
Em sua maioria os traços de caráter predominante, normalmentente surgem na fase Anal da Libido infantil, pela mesma razão, encontra traços em sujeitos desorganizados, sujos ou relaxados com sua aparência ou com tendências de chocar através dela (assim como seus opostos).
A auto-segurança, o Otimismo e a generosidade (assim como seus opostos), tem sido igualmente descritos em pacientes como traços de caráter orais.
A ambição, a necessidade de reconhecimento e admiração (assim como seus opostos) tem sido rotuladas de traços de caráter fálicos. Esta teoria cracterizou a primeira fase do desenvolvimento da psicanálise.

Para melhor ilustrarmos o descrito, daremos o exemplo de uma mulher de vinte e cincos anos, cujo estilo de vida a caridade era o traço de caráter predominante. A paciente procurou o Analista em função de sintomas neuróticos severos. No Curso do tratamento percebeu-se que sua caridade estava tão intimamente relacionada aos conflitos da infância quanto seus sintomas neuróticos ( embora fosse classificada com traços de caráter normal, pois os mesmo não afetavam diretamente a sua busca de prazer e por consequencia eram mais que aceitáveis em sociedade).



Numa fase remota da infância, a paciente ficou separada da mãe por longos períodos de tempo. As circunstãncias dessas separações tornavam-se claras que mesmo quando juntas, sua relação com a mãe deve ter sifo bastante insatisfatória e frustrante. Os laços de grande ambivalência entre ela e a mãe, e os conflitos gerados eram de primordial importância nos sintomas neuróticos da paciente, além disso eram os principais determinantes de sua caridade. Desde muito cedo, fora a protetora dos irmãos mais novos, crianças tão desamparadas quanto ela mesma, e como ela, sujeitas ao temperamento e comportamento imprevisível da mãe. Embora fosse apenas alguns anos mais velha que os irmãos, defendia-os, sustentava suas causas, tentava protege-los dos castigos e consoláva-os em suas tristezas, como se fosse mais sua mãe do que sua irmã. Na vida adulta, sentiu e viveu a a mesma necessidade de ajudar os "pequeninos" pobre e maltratados, devotando-se com ardor as obras de caridade e instituições de proteção animal, a qual ajudava com empenho e grande esforço. Junto a generosidade para com os oprimidos, havia o desprezo e o ódio, igualmente fortes, contra os opressores - O establishment (ordem ideológica).
Aqueles a quem socorria eram inconscientemente comparados a ela e aos irmãos quando crianças. Os que odiava eram inconscientemente aquilo que a mãe fora para eles na infância. A força vingativa, voltava-se contra os opressores tanto quanto estava diretamente relacionada com a imagem da mãe assim o ETERNO ANSEIO DA PACIENTE POR UMA MÃE AMOROSA E ESTÁVEL. Eis aqui um exemplo de traço de caráter normal que deriva, sem dúvida, nas necessidades instintivas e nas frustrações da infância primitiva do paciente.
Espero com este POST ter ilustrado basicamente as devidas importâncias dos processos infantis bem como a relevância de que traços normais de caráter podem ainda assim, as respostas a neuroses da vida adulta.

A Libido.

O termo libido aparece primeira nas cartas enviadas de Freud para Fliess. Nestas cartas ele teoriza
"...a tensão sexual física aumenta até certo ponto de despertar a libido psíquica."
ou seja uma força quantitativa que poderia servir de medida dos processos e das transformações que ocorrem no campo da excitação sexual. É bem explicito na obra "Além do principio do prazer - 1920" que coube a Freud explicar tendência a repetição sexual, que por ele suposta só poderia ser explicada como a energia psíquica ou força a serviço da união. Em 1921 Freud recorre entao a mito de Eros do filósofo Platão para perceber que em sua função, origem e relação com o amor sexual, este mito coincide perfeitamente com a teoria psicanalítica da Libido. Surge os termos: Erótico, Erotização etc..
É importante salientar que o principio do prazer, serve de bússula ao ID (inconsciente) em sua luta contra a libído - força que introduz disturbios nos processos de vida. Desta colocação podemos extrair que, a Libido,  ao mesmo tempo que vem de uma força de reunir, ligar (Eros)  que traz a desordem, o conflito ao se ligar a outro individuo diferente.
Diante disso fica mais fácil entender algumas de nossas tendências de buscar o prazer psíquico/físico. A Libido é energia, busca a satisfação, é móvel (se investe e se desinveste de certos objetos) e se desloca, portanto nossas satisfações podem estar diretamente relacionadas com nossas insatisfações pois como vimos existem processos inconscientes que agem contra a nossa a Libido, sendo este um processo normal pois não interferem na capacidade do individuo de sentir prazer nem mesmo em sua habilidade de evitar graves conflitos com seu ambiente.

Psicanálise e a arte.

" As criações, obras de arte, são imaginárias satisfações de desejos inconscientes, do mesmo modo que os sonhos, e, tanto como eles, são, no fundo, compromissos, dado que se vêem forçadas a evitar um conflito aberto com as forças de repressão. Todavia, diferem dos conteúdos narcisistas, associais, dos sonhos, na medida em que são destinadas a despertar o inteesse noutras pessoas e são capazes de evocar e satisfazer os mesmos desejos que nelas se encontram inconscientes. À parte isto, fazem uso do prazer perceptivo da beleza formal, aquilo a que chamei um prémio-estímulo. Aquilo que a psicanálise foi capaz de fazer consistiu em captar as relações entre as impressões da vida do artista, as suas experiências causais e as suas obras e, a partir delas, reconstruir a sua constituição e os impulsos que se movem dentro dele. Não se deve julgar que o salaz que procura uma obra de arte se anule pelo conhecimento obtido pela análise. A este respeito é possível que o profano espere acaso demasiado da análise, mas deve advertir-se que ela não esclarece os dois problemas que são, provavelmente, os mais interessantes para ele: não esclarece quanto à natureza dos dotes do artista, nem pode explicar os meios de que o artista se serve para trabalhar a técnica artística. " Freud

Psicose Infantil.

O termo psicose é usado ocasionalmente, como eufemismo para loucura alguma vezes sinônimo de esquizofrenia (uma das entidades dessa categoria) e em outras ocasiões como depressão psicótica e neurótica. O termo não qualificado pode receber qualificativos pela diferenciação entre psicoses orgânicas e funcionais.
Psicoses orgânicas: delírio, demência etc
Psicoses funcionais: esquizofrenia, psicose maníaco - depressiva.
A esquizofrenia é, entre as doenças mentais, a que acarreta mais prejuízos. É um distúrbio do psiquismo e da personalidade, que se manifesta com a consciência lúcida, caracterizado por diversas alterações nas experiências psíquicas nos padrões de pensamento e humor.

 1.1. Quadro clínico:  
As características iniciais da esquizofrenia são delírios, alucinações, linguagem e comportamento desorganizados, como sintomas positivos. Apatia marcante, pobreza de discurso, embotamento ou incongruência de respostas emocionais e retraimento social com falta de iniciativa. A sintomatologia é muito parecida à do adulto sendo o início infantil mais grave do que no início adulto.
  Aborda-se a seguir os sintomas  essenciais da esquizofrenia infantil:  
Ø       Distúrbios do conteúdo do pensamento:  
As alucinações e delírios são os primeiros aspectos percebidos. São ego sintônicas, ou seja, crianças esquizofrênicas nem sempre vêm como invasivas e estranhas. Lidam bem com os sintomas que lhe parecem naturais . O desenvolvimento das alucinações e delírios se torna de maior complexidade com o tempo.  
Ø      Distúrbios da cognição:  
Esquizofrênicos sofrem de um prejuízo leve da cognição. As crianças submetidas a testes psicológicos de inteligência generalizada apresentam um QI abaixo da média ( entre 80 e 90 ). Nas medidas de aspectos específicos da cognição, os prejuízos podem ser graves, e, em outros aspectos, pode haver resultados elevados.  
Ø       Distúrbios da afetividade:  
Observa-se rigidez das disposições afetivas, fixação de certos interesses e ausência ou diminuição da atenção espontânea, inadaptação ao real e a fuga à realidade, acentuada violência nas reações de angústia ou defesa, estereotipias no comportamento, nas ocupações, na linguagem , bem como fenômenos de perseveração e ecolalia. Todos esses fenômenos ocorrem de forma particular à personalidade de cada indivíduo.  

Ø      Incapacidade qualitativa na Interação Social:
Ignora presença de pessoas e de sentimentos (uso instrumental de pessoas e comportamento invasivo);
Não busca apoio ou conforto por ocasião do sofrimento quando isto ocorre se dá de modo estereotipado;
Imitação ausente ou comprometida ;
Ausência ou deficiência no contato olho a olho.

Ø      Incapacidade qualitativa na comunicação verbal e não verbal e na atividade imaginativa:  
    Ausência de modo de comunicação, como balbucio comunicativo, expressão facial, mímica ou linguagem falada; ausência de contato visual, retraimento ao contato físico, ausência de antecipação
Alterações na linguagem que se estende da anormalidade no uso dos pronomes pessoais até a ecolalia ou até a ausência absoluta da fala;
Incapacidade marcante na habilidade para iniciar ou sustentar uma conversa com outros e também age como se fosse surdo; 
 Opõe-se ao aprendizado.  



A avaliação de terapia ocupacional possui variáveis que dependem de vários aspectos como grau de comprometimento do paciente e idade com que a criança chega ao serviço.
Na ocasião da avaliação, é necessária a presença dos pais ou responsáveis por se tratarem de crianças que não possuem autonomia.
A avaliação deve ser uma constante, especialmente porque, no primeiro contato não é possível estabelecer um vínculo satisfatório, aspecto esse primordial para a observação da criança.
É  indispensável uma colheita de história adequada para se fazer uma correta formulação diagnóstica. O profissional precisa ter conhecimentos adequados e atuais quanto ao desenvolvimento normal e anormal da criança.
Na avaliação as informações estão baseadas em dados objetivos, que proporcionam indentificação das capacidades  para tarefas lúdicas, sociais, perceptivas e motoras e limitações na qual pode-se traçar a proposta de tratamento.
As crianças com transtornos psiquiátricos apresentam vulnerabilidade no comportamento, afetividade e relacionamento interpessoal, estes aspectos devem ser vistos em primeiro lugar. Estas crianças apresentam déficit na área de destreza, por isso é necessário que realize, também, a avaliação motora e visuomotora.
Deve-se prestar atenção ao conteúdo, tipo e qualidade das brincadeiras da criança. Muitos psicóticos parecem privados da capacidade de iniciar e organizar suas próprias brincadeiras. É útil perguntar o que faz a criança quando entregue à sua própria iniciativa. Se ela brinca de maneira adequada ou tende a se envolver em atividades repetitivas ou esterotipias motoras.  

A intervenção terapêutica – ocupacional  para com o psicótico infantil objetiva essencialmente a busca de possibilidades que auxiliem esses pacientes a participarem de forma mais consistente em seu meio.
Diversos aspectos estão envolvidos no processo de tratamento oferecido pela terapia ocupacional, esta deve estar direcionada para as limitações da criança, como incapacidade de abstração, de expressão  verbal, na interação social recíproca, etc.
Existem diversas orientações teóricas que oferecem um suporte às práticas do terapeuta ocupacional: desenvolvimental, comportamento ocupacional, integrativo-sensorial, aquisicional, biomecânica, reabilitativa e psicanalítica. Esta última com uma visão psicodinâmica, na qual a terapia ocupacional enfatiza a relação terapêutica e as atividades como fundamentais no processo de tratamento. Isso é considerado por que é através da comunicação que se estabelece no nível da linguagem do concreto (ação e expressão) e através do vínculo que se estabelece com o paciente que pode-se chegar a uma compreensão e intervenção na dinâmica do processo experienciado pelo paciente.
A intervenção terapêutica atenta para dois aspectos básicos presentes na realidade e dificuldade da criança psicótica, tanto o lado afetivo/emocional quanto os aspectos cognitivos; de uma forma integrada, através da realização das atividades e da relação que se estabelece. Geralmente, na dinâmica firmada no processo de terapia ocupacional, as interpretações verbais em relação à criança não estão presentes. Todas as compreensões do psicótico pelo terapeuta devem ser dinamizadas de forma contextualizada nas ações que se processam durante o tratamento.
Um objetivo difícil e ao mesmo tempo básico para o desenvolvimento do tratamento do psicótico em um processo de terapia ocupacional, diz respeito ao estabelecimento da relação terapêutica  o qual será o caminho a seguir possibilitando o tratamento em si e dando um grande primeiro passo de sucesso obtido entre a criança e o terapeuta.
As sessões de terapia ocupacional concedem um reconhecimento recíproco do nível e da forma com que a criança é capaz de se mostrar, através dos materiais que explora, da rotina que se forma , do contato que realiza ou não com o terapeuta, etc. geralmente, a criança psicótica não apresenta habilidades básicas, sendo o seu fazer tão escasso quanto o seu contato com o mundo externo, tornando de fato a formação da relação um investimento especial. O reconhecimento do terapeuta pela criança como lhe for possível, já faz parte das metas do tratamento.
Outro objetivo a ser enfatizado é a necessidade da compreensão pela criança dos limites e espaços que podem ser utilizados por ela e pelo terapeuta.
Um terceiro aspecto a ser colocado relaciona-se à procura de aproximação ou chance de uma situação de brincar que precisa ser contextualizado quanto ao que se pensa, ou seja, deve-se considerar as maneiras primárias da brincadeira, percebendo-as como forma de comunicação da criança e expressivas no campo da abstração e simbolização. 

Fonte: PsiqueWeb.

Quanto custa sua frustração?

Do ponto de vista da psicologia dos instintos (psicanálise), o termo frustração refe­re-se geralmente à recusa de satisfação pela realidade. Às vezes, é chamada de frustração externa, para distingui-Ia da contrariedade de impulsos por forças no inconsciente.

Quando, no caso de uma pessoa mental­mente saudável, o meio não está preparado para a aceitação de um desejo, este último pode ser mantido em suspenso até que a realidade seja adequadamente disposta ou até que se apresente alguma forma de satisfação substituta. 


 
Quando a exigência instintiva não pode ser normalmente manipulada pelo sujeito, ele po­derá mobilizar todas as suas energias para a satisfação dessa exigência, ignorando os cos­tumes e preceitos morais do seu meio e é nesse momento que a frustração "cobra seu preço" e que,  socialmente, surgem os maiores problemas.
Podemos traçar um paralelo com as expectativas: Quanto maior e mais surreal elas se tornam, maior as possibilidades de nos decepcionarmos.
Parafraseando Freud é recomendado lembrar que: " refugiando-se na vida fantasiosa, onde criará novas formações de desejo, o sujeito arrisca-se a reanimar desejos primitivos, sendo muitas vezes, indesejáveis ao momento terapeutico.

Como falamos em  frustração externa devemos comentar sobre a  frustração interna, que significa o rechaço de impulsos instintivos por forças de desejos inconscientes , principalmente pelo superego (Aspirações, Moral, Costumes etc). 

Resumidamente, deveremos diferenciar as nossas frustrações externas (vida saudável) dos Impulsos por forças inconscientes, para que possamos dar o tratamento e a devida atenção proporcional a cada angústia, sendo que estas diferenças são cruciais nos processos seguintes de tratamento, pois se for dada valoração desproporcional, "o alto preço da frustração", nos tornará psiquicamente incapazes de saldarmos nossas "dividas emocionais" presentes ou mesmo futuras.
Um ótimo dia a todos!

TDAH - Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade.

O indivíduo que tem TDAH (DDA), é inteligente, criativo e intuitivo mas não consegue realizar todo seu potencial em função do transtorno que tem 3 características principais: desatenção, impulsividade e hiperatividade (ou energia nervosa).

Tem dificuldade em assistir uma palestra, ler um livro, sem que sua cabeça “voe” para bem longe perdida num turbilhão de pensamentos. Comete erros por falta de atenção a detalhes, faz várias coisas simultaneamente, ficando com vários projetos, tarefas por terminar e a cabeça remoendo todos os "tenho que". Quando motivado e/ou desafiado, tem uma hiperconcentração.
É desorganizado tanto internamente (mil pensamentos e idéias ao mesmo tempo), como externamente: mesa, gavetas, papéis, prazos, horários...
A impulsividade domina seu comportamento. Pode falar, comer, comprar, trabalhar, ficar em salas de bate papo da Internet, beber, jogar... compulsivamente. Fala e/ou faz o que lhe vem na cabeça sem pensar se é adequado ou não, podendo causar muitos estragos. Costuma ser impaciente, irritadiço, "pavio curto" e com alterações de humor.
Muda com facilidade de metas, planos... é comum ter mais de um casamento ou relacionamento estável.
O TDAH (DDA) é um transtorno neurobiológico crônico, na sua grande maioria de origem genética.




Apesar do TDAH (DDA) atingir até 6% da população, é até hoje muito desconhecido, inclusive por muitos profissionais da saúde, que tratam apenas das suas conseqüências.
A falta do diagnóstico e tratamento correto geram grandes prejuízos na vida profissional, social, pessoal e afetiva do indivíduo sem que ele saiba o porquê. Sem tratamento, outros distúrbios vão se associando (comorbidades), a auto-estima fica cada vez mais comprometida, e a pessoa vai se isolando do mundo, sentindo-se muitas vezes um "estranho fora do ninho".