Psicopatia.

A Psicopatia tem sido associada ao protótipo do assassino em série, porém, nem todos os assassinos são psicopatas e nem todos os psicopatas chegam a ser assassino, ou mesmo fisicamente violentos!
Importa desmistificar esta ideia, porque podemos estar a lidar diariamente com um psicopata, sem termos a noção que aquela pessoa está realmente doente e que afinal, todas as intrigas, confusões, desacatos, mentiras e mau-estar causados pelo mesmo, não são apenas fruto de “mau  jeito”.
Embora esta patologia seja mais comum no homens, também é possível encontrar mulheres psicopatas.
Os primeiros sinais começam a tornar-se mais evidentes a partir dos 15 anos de idade, embora se possam reconhecer algumas atitudes que apontem neste sentido em idade mais tenra. 
Eis então alguns sintomas que um psicopata apresenta:
- Ausência de Culpa: Nunca sente arrependimento, nem remorsos. Os outros é que são os culpados de tudo o que acontece de mal e vive com a certeza absoluta que nunca erra, nem errou. Não teme a punição por ter a certeza que tudo o que faz tem um propósito benéfico,embora tenha a noção de que os seus atos são premeditados.
Quando é denunciado, recusa a reabilitação ou qualquer tratamento e na impossibilidade de fugir, simula uma mudança de carácter, para mais tarde voltar aos padrões comportamentais que lhe são característicos e até, vingar-se de quem o tentou ajudar.

- Mestres da Mentira: Para eles a realidade e a ilusão fundem-se num só conceito pelo qual regem o seu mundo. São capazes de contar uma mentira como se estivessem a descrever detalhadamente uma situação real. Não mentem apenas para fugirem de uma situação constrangedora, mas pura e simplesmente porque não sabem viver sem o ato de mentir.

- Manipulação e Egoísmo: Não tem a noção de bem comum. Desde que ele esteja bem, o resto do mundo não lhe interessa. O psicopata é um indivíduo extremamente manipulador que usa o seu encanto para atingir os seus objetivos, nunca pensando nas emoções alheias. Não reconhece a dor que provoca nos outros e por isso, usa as pessoas como peões, objetos que pode por e dispor conforme lhe convem. Manifesta facilidade em lidar com as palavras e convencer as pessoas mais vulneráveis a entrarem no “jogo” dele.
Querem controlar todos os relacionamentos, impedindo que familiares e amigos confraternizem paralelamente, sem a sua presença.

- Ausência de Afeto: Não são pessoas afetuosas com o próximo e enquanto pais, não são do genero de “dar colo” aos filhos. Usam os filhos ou familia como “marionetes”, em função dos seus próprios interesses, não respeitando as suas escolhas, quer a nível pessoal, quer profissional! Baseia os seus “métodos educativos” na humilhação e chega a ser totalmente negligente para com os seus.

- Impulsivo: Devido ao deficit do superego, não consegue conter os seus impulsos, podendo cometer toda a espécie de crimes, friamente e sem noção de culpa. 

- Isolamento: Gostam de viver só e quando vivem com outros, querem liderar o grupo, mesmo que para isso destrua uma família inteira.

Este texto é apenas informativo e certamente existem variaçoes e novos sintomas, pois como todos sabemos, nós, enquantos sujeitos, não somos cartesianos e previsíveis em todos os aspectos, portanto como nos posts anteriores, NÃO OUSE VESTIR OS SINTOMAS aqui escritos ou  descrito s em qualquer outro lugar, pois antes de mais nada, você pode estar cometendo uma enorme injúria contra si mesmo. Seja prudente, analítico e cognitivo. Respeite-se.

A Transferência Professor-Aluno.

A Transferência não é um termo da psicanálise. É um vocábulo utilizado em diversos campos, denota-se, sempre uma idéia de transporte, de deslocamento, de substituição de um lugar para o outro. Freud aponta-o como um fenômeno psíquico que se encontra presente em todos os âmbitos das relações com nossos semelhantes. Ele reconheceu a possibilidade de que a transferência acontecia na relação professor-aluno. Na relação professor-aluno, está implicada uma relação de amor, uma relação afetiva. Uma relação de confiança de valorização do conhecimento, da revelação das habilidades e potencialidades do outro, só é possível através da afetividade. Com o afeto a criança se redescobre, se percebe, se valoriza, aprende a se amar transferindo este afeto em suas vivências e consequentemente na aprendizagem escolar. A noção de transferência pode contribuir para entender esta relação que envolve interesses e intenções, pois a educação é uma das fontes mais importantes do desenvolvimento comportamental e agregação de valores nos membros das espécies humanas.

Becker, (1997,111-112), afirma que na transferência, constituir uma identificação simbólica é uma forma de desenvolver ao adolescente sua posição discursiva. Verificar-se, que o aluno precisa admitir estar numa relação transferencial com o professor que não estar ali só para transferir informações, mais para considerar cada aluno singularmente. O sujeito do qual ocupa a psicanálise é o sujeito do inconsciente enquanto manifestação única e singular. Para o aluno ser tomado como sujeito é necessário que o educador também o seja, que envolva sua prática com aquilo que lhe é peculiar, o estilo. Logo a relação professor-aluno depende fundamentalmente do clima estabelecido pelo professor, da relação empática com seus alunos, de sua capacidade de ouvir, refletir e discutir o nível de compreensão dos alunos e da criação das pontes entre o seu conhecimento e o deles.


Do Ponto de vista da psicanalista Melaine Klein (1.926), as crianças desenvolvem a transferência de suas mais intensas fantasias, ansiedades e defesas em casa, na creche, na escola, nos diferentes momentos do dia, no convívio escolar e durante as aulas. O educador deve estar atento às manifestações da criança, ele precisa envolver-se com esta criança e procurar levá-la a se perceber, estimular a manifestar, encorajá-la, a tentar experimentar, elogiar suas primeiras tentativas, permitindo-lhe a personificação de papéis sociais presentes em sua realidade, estimulando a criar situações e reproduzi-las a brincar. O educador sendo o mediador fora de sua convivência familiar torna-se um grande interventor para o desenvolvimento emocional e cognitivo dos alunos.

Quando é possível ver o afeto nas ações dos alunos diante das propostas dos educadores, constata-se que houve transferência positiva à aprendizagem, há possibilidades de superação dos conflitos internos, será possível aprender e crescer. Conforme Melaine Klein(1926), só o contato direto da criança com a sua realidade psíquica – impulsos, dores, fantasias inconscientes – poderia ajudá-la a encontrar melhores formas de aceitação da realidade e a renunciar a determinadas defesas contra as angustias.A psicopedagoga Leila Sarah Chamat (1997), afirma que um bloqueio na afetividade impede um vínculo saudável ou afetivo entre o ser que ensina e o ser que aprende, seja na família ou escola. Com o trabalho centrado no vínculo pode-se trabalhar os medos, desejos e ansiedades, auxiliados pela transferência de papéis quando a criança pode desenvolver e “buscar sua comidinha”, ou seja, o vínculo com a mãe.

Seria bom, se todos os professores conhecessem ao menos o conceito de transferência, para melhor entender a sua relação com o aluno. Pois ele pode ser um suporte dos investimentos de seu aluno, porque é objeto de uma transferência. Privilegiar a singularidade do aluno é um aspecto que deve merecer atenção central.



KPFER, MARIA CRISTINA MACHADO. (2000) Educação para o futuro: Psicanálise e Educação. São Paulo: Escuta 162p

KPFER, M. C. Freud e a educação: o mestre do impossível. São Paulo. Scipione, 1989

CHAMAT, Leila Sarah. Relações Vinculares e Aprendizagem:Um enfoque Psicopedagógico. Editora Vetor. São Paulo. 1997.

SEGAL,Hanna. Melanie Klein: Amor, Culpa e Reparação. Editora Imago. Rio de Janeiro.1996

BECKER, F. Da ação à operação: o caminho da aprendizagem em J.piaget e Paulo Freire. Rio de Janeiro: DPIA Editora Palmarinca, 1997

Síndrome de Excitação Sexual Persistente (PSAS).

A Síndrome de Excitação Sexual Persistente, mundialmente conhecida pela sigla PSAS (do inglês Persistent Sexual Arousal Syndrome, nome que não é mais utilizado pelos especialistas, que agora usam Persistent Genital Arousal Disorder) causa uma excitação espontânea e persistente nos órgãos genitais, com ou sem orgamo ou obstrução, sem relação alguma com sentimentos de desejo sexual. A sindrome foi documentada pela primeira vez pela médica americana Sandra Leiblum, em 2011, e recentemente foi caracterizada na literatura médica como uma síndrome específica. A PSAS não tem nenhuma relação com a hipersexualidade, palavra que também é conhecida pelos sinônimos ninfomania ou satiriase. Além de ser raríssima, a síndrome é, em muitos casos, escondida pelos pacientes que dela sofrem, pois eles se constrangem ao relatar o problema aos médicos.
Recentemente, uma inglesa chamada Sarah Carmen, de 24 anos, declarou ser portadora da PSAS. Sarah disse que sentiu os sintomas pela primeira vez aos 19 anos, e que seus parceiros costumam se frustrar com o fenômeno, ao vê-la alcançar os orgasmos com pouco ou nenhum esforço.



Infelizmente ainda nao existe literatura suficiente para isso nem mesmo exames e sintomatica específica, logo ainda precisamos aguardar e estudar sobre o assunto. Eu particularme acredito ser uma disfunção Psiquiatrica seguida de sintomas fisiologicos reais. 

Auto-punição.

O conceito secular de que o sofrimento pode expiar a culpa é um dos sentimentos básicos da vida individual, social e religiosa. Nosso código penal e as práticas religiosas do ascetismo, flagelação e penitências, baseiam-se nele. O pecador libera-se da culpa pela penitência e o criminoso fica liberado e pode voltar à sociedade, depois de ter expiado sua culpa, cumprindo plenamente sua pena. Assim, um dos mecanismos da defesa do EGO mais comum é baseado neste silogismo emocional de raízes psicológicas profundas: que o sofrimento expia a culpa. Através do sofrimento, as pretensões do SUPER-EGO são satisfeitas e sua vigilância contra as tendências recalcadas se relaxa, uma vez que as debilidades culposas do EGO ficam punidas.
Existe uma seqüência de acontecimentos derivados desse raciocínio:
- mau comportamento
- ansiedade
- necessidade de punição
-  expiação
- perdão e esquecimento.

Para minorar a ansiedade nascida do sentimento de culpa, surge o desejo de ser punido para não ser rejeitado e continuar sendo amado. A própria pessoa culposa pode chegar a punir a si mesma ou exigir que outros a castiguem. Este desejo de purificação, junto com um outro sentimento oculto de ser admirado e ser amado por seus grandes sofrimentos (ser a mais sofredora), é o que leva muitos indivíduos ao masoquismo emocional.
Os indivíduos deste tipo castigam a si próprios, internamente através de seus sintomas patológicos (doenças somáticas), como vimos na conversão, ou por penitências e castigos externos (flagelação).

V CONGRESSO INTERDISCIPLINAR DE DOR - USP/SP.

Nestes ultimos dias participei do Congresso Interdisciplinar de Dor.
Cada dia ficamos mais convencidos da necessidade de atendimento psiquiatrico paralelo a qualquer outra especialidade. A medicina paliativa felizmente hoje, ocupa um lugar de respeito e seriedade entre todos os profissionais.
Nosso objetivo é cada dia mais difundir a pratica no sentido da minimizacao do estado clinico do paciente. Vejam uma pequena parte das fotos, agradecendo a todos da Faculdade de Medicina de Sao Paulo pela recepcao e organizacao.
























A Análise da Resistência.

Dentre os processos de defesa desenvolvidas pelo ego, podemos nomear um conjunto que ocorre durante o processo terapêutico (clínica), que Freud chamou de resistência. Por definição, chama-se resistência a tudo o que, nos atos e palavras do analisando, se opõe ao acesso deste ao seu inconsciente, ou impede o retorno do material recalcado do inconsciente. Por extensão, Freud falou de resistência à psicanálise, para designar uma atitude de oposição às suas descobertas, na medida em que elas revelam os desejos inconscientes e infligem ao homem um "vexame psicológico" ao contrariar os seus valores (ideal de ego). Os conceitos de defesa e resistência se confundem e se sobrepõem às vezes, pois uma grande parte da resistência é derivada da defesa (recalques, sintomas derivados da deformação e ganhos primários e secundários da doença - gerando a resistência contra a cura).

Modernamente, podemos considerar dois grandes grupos de resistências avançadas, que o psicanalista terá que vencer:

A) As resistências avançadas de 1o. nível: que tentam impedir qualquer acesso ao inconsciente:

     A.1 - Acting Out - Agressividade ao receber uma pergunta do terapeuta, negando-se a responder de forma incisiva.

     A.2 - Fugir do consultório - ao perceber que terá que falar de algo que não deseja enfrentar.

     A.3 - Benefício Primário e Secundário da doença:
              Benefício primário - carinho e atenção.
              Benefício secundário - financeiro (auxílio doença).

      A.4 - Amnésia infantil e adulta.

      A.5 - Reação Terapêutica Negativa - piora ao invés de melhora no quadro clínico, uma vez que o paciente não pode abandonar a culpa nem permitir que o libertem dela.

B) Resistências avançadas de 2o. nível: após a quebra (acesso ao conteúdo do inconsciente), elas surgem por contra-investimento do paciente, impedindo o retorno do recalcado:

     B.1 - Formação Reativa - atos extremados de contra-investimento: puritanismo, pudor exagerado, encobrindo uma poligamia ou homossexualidade recalcada.

     B.2 - Idealização - exaltação de pessoas, engrandecendo suas virtudes, para proteger o material recalcado que encobre as deficiências que todos notam, menos aquele que idealiza, como a mãe que protege o filho desajustado.

     B.3 - Atuação - representação mentirosa mostrando o que deseja ser mas não é (recalcado): nunca fiz isso, sou católica doutor!

     B.4 - Intelectualização - justificativas que encobrem o recalcado, para explicar por que não fez o que deveria ter feito.

Ciclotimia.

Ciclotimia é um disturbio de humor. É sinônimo de Personalidade Ciclóide, Personalidade Ciclotímica, Transtorno afetivo de personalidade.

Ciclotimia é uma doença afetiva e uma forma de disturbio bipolar do Humor (prazer e desprazer). Ela é definida dentro do espectro das doeças bipolares,  mas possui CID próprio (F34.0) e constiste em recorrentes variações de humor, variando entre hipomania, distimua ou depressão. Um único episódio de hipomania é suficiente para diagnosticar a ciclotimia, entretanto, a maior parte dos afetados também sofrem com períodos de distimia. O diagnóstico da ciclotimia não é feito quando há um histórico de episódios de manias ou depressões profundas. A porcentagem da população que sofre com a moléstia gira em torno de 0.4% a 1%. A freqüência é igual para homens e mulheres, mas normalmente as mulheres procuram tratamento mais rapidamente.


Critérios de diagnóstico

 

DSM-IV

  • Durante os primeiros dois anos da doença, o paciente é incapaz de discernir ou qualificar seus sintomas entre o transtorno bipolar ou depressão profunda.
  • Os sintomas são persistentes por pelo menos dois anos, períodos em que sintomas de hipomania são leves e depressão ou distimia não são tão profundos para ser qualificados como depressao profunda. 
  • O maior tempo em que o paciente está livre dos sintomas dura aproximadamente dois meses.
  • A doença não pode ser qualificada como Transtorno Esquizo-afetivo, Esquizofrenia, Transtorno Delusional ou Transtorno Psicótico.
  • Os sintomas não são diretamente causados pelo uso de medicamentos.
  • Os sintomas causam ao paciente significantes problemas no trabalho, vida social ou privada.
  • Uma pessoa com essa doença pode experimentar lapsos de euforia, aumento de energia, precisando dormir menos nessa fase. Isso normalmente é seguido por uma fase de depressão, em que pensamentos de negatividade e tristeza advém sem nenhuma razão. A dificuldade em lidar com os lapsos e alternações de humor dificultam a vida do paciente.

CID 10

Um persistentemente instável humor, envolvendo vários períodos de depressão e euforia. Essa instabilidade freqüentemente se desenvolve na adolescência e segue um curso crônico, embora o humor volte ao normal por curtos perídos de tempo (poucos meses). As alterações de humor são normalmente percebidas pelo afetado como sendo desvinculadas a eventos de seu cotidiano. O diagnóstico é difícil de se estabelecer sem um prolongado período de observação ou sem um conhecimento profundo do passado do afetado, o que normalmente não ocorre. Por causa das alterações de humor serem relativamente brandas em relação aos transtornos mórbidos (que envolvem tentativas factuais de suicídio, por exemplo), ciclotimia dificilmente recebe atenção médica antes do problema se agravar. Em alguns casos isto pode se dever ao fato de que as mudanças cíclicas de humor não são tão proeminentes quanto mudanças cíclicas de atividade, auto-confiança, sociabilidade ou transtornos alimentares. O transtorno pode ser identificado em adolescentes e jovens adultos, mas também é encontrado em pessoas mais velhas.
A característica essencial da doença é a persistente instabilidade do humor, envolvendo períodos de depressão e euforia, sendo que nenhum é suficientmente forte para ser caracterizado como depressão mórbida ou episódio maníaco. Também não preenche as definições de Transtorno Bipolar ou Depressão Profunda.

Diagnóstico

A doença é comum em quem possui parentes com Transtorno Bipolar tipo I e alguns indivíduos com Ciclotimia acabam desenvolvendo o transtorno. Ela pode persistir durante a vida adulta, cessar temporariamente ou permanentemente, ou evoluir para casos mais severos, encontrando os critérios para a desordem bipolar ou, mais raramente, recorrentes episódios de depressão mórbida.

 

Sintomas

Fase distímica
  • Dificuldade em tomar decisões;
  • Problemas de concentração;
  • Dificuldade em lembrar-se de episódios passados ou memorizar novos acontecimentos;
  • Sentimento de culpa;
  • autocrítica;
  • Baixa auto-estima;
  • Pensamentos auto-destrutivos (suicídas);
  • Sentimento contínuo de tristeza;
  • Apatia;
  • Perda de esperança;
  • Incapacidade em acreditar que pode se curar;
  • Irritabilidade;
  • Temperamento explosivo;
  • Falta de motivação;
  • Afastamento do convívio social;
  • Mudanças de apetite;
  • Falta de desejo sexual;
  • Auto-negligência;
  • Fadiga e/ou insônia


Fase eufórica
  • Comportamento não usual de bom humor e motivação;
  • Otimismo extremo;
  • Megalomania;
  • Falta de julgamento;
  • Fala rápida;
  • Pensamentos rápidos;
  • Agressividade ou comportamento hostil;
  • Falta de consideração com os demais;
  • Agitação;
  • Comportamento arriscado;
  • Aumento de atividade física;
  • Aumento do desejo sexual;
  • Lapsos de prodigalidade (gastos excessivos);
  • Diminuição da necessidade de dormir;
  • Tendência a se distrair facilmente;
  • Falta de concentração.
Causas Biológicas 
- Familiar - O indivíduo é 2/3 mais propenso a ter a doença se algum familiar imediato a possui ou se um gêmeo idêntico sofre da moléstia. Um estudo em Bertelsen, Harvard, e Huage (1977) identificou que gêmeos idênticos apresentam ambos depressão em uma taxa de 59%.
- Gênero – Hereditariamente para mulheres em 36% a 44%; para homens, 18% a 24%
- Genética - Os mesmos genes podem contribuir para depressão e ansiedade.
- Serotonina – Serotonina regula outros hormônios como norepinefrina e dopamina. Quando a serotonina está baixa, ocorrem flutuações nas taxas dos demais hormônios, causando irritabilidade, impulsividade e irregularidades de humor, como distimia e depressão.
- Cortisol – Indivíduos depressivos podem ter altos níves de cortisol. Ele é um hormônio que causa estresse e transtornos de humor ocorrem durante fatos estressantes da vida da pessoa. Elevados níveis de hormônios de estresse podem afetar o hipocampo, um importente centro cerebral para a memória e processos cognitivos. A produção elevada de cortisol impacta a habilidade do cérebro em regenerear os neurônios do hipocampo.

Psicológica - Eventos estressantes, assim percebidos pelo indivíduo - demissão, romper um relacionamento afetivo, mudança de identidade, desastres naturais, sentimentos extremos, padrões de pensamento negativo, sentimentos de desamparo e desesperança aprendidos.

Social - O ambiente influencia a doença entre 60% e 80% das vezes.
- Má convivência familiar