PSICANÁLISE INFANTIL.

Nestes últimos dias, por inumeras situações, o assunto "Psicanálise Infantil" vem a discussão e troca de idéias. Rememorando alguns aspectos, autores e teses, resolvi postar alguns esclarecimentos anotados por alguns mestres, para quem sabe, trazer uma visão mais externalista da questão, ajudando assim a quem, por algum motivo pessoal, necessita destas informações.
Este post, não tem (nem nunca terá nenhum outro) caráter diagnóstico, mas o exercício do conhecimento, por vezes nos faz melhores e menos aceitadores de "fórmulas miraculosas".





Nos dias atuais, a violência marginal, doméstica e a decorrente do trânsito tem sido cada vez mais constante nas manchetes de jornais. E, o resultado disso é um número cada vez mais crescente de famílias desfilhadas, angustiadas e desestruturadas.

No meio de tudo isso, a criança se torna vítima direta ou indiretamente dessa violência, seja por que, perdeu entes queridos e próximos, seja por que ela mesma foi vítima por meio de abusos psicológicos, físicos e/ou sexuais, numa grande maioria das vezes, provocados por seus familiares mais próximos.

É fato, porém, que estas crianças não são vítimas apenas desse tipo de violência. Muitas são as crianças que se sentem indesejadas por não terem sido planejadas por seus pais; e, ainda, há o problema da ausência dos pais em razão de seus trabalhos que os mantém muito tempo longe de suas casas e de seus filhos, os quais, acabam sendo criados em creches, ou por avós ou babás, resultando em famílias totalmente desestruturadas, tendo seus filhos como principais vítimas de toda essa falta de estrutura.

A primeira análise realizada com uma criança foi a do Pequeno Hans (Sigmund Freud, em 1909) e teve grande importância por demonstrar que os métodos psicanalíticos podiam ser aplicados também às crianças. Naquela ocasião, Freud já mencionava que a criança é psicologicamente diferente do adulto, não possuindo ainda um Superego estruturado.
Para ele, as resistências internas que combatemos no adulto ficam substituídas
na criança por dificuldades externas.
Ego deve a sua origem, bem como as suas características adquiridas mais importantes, aos seus contatos com a realidade, com o mundo externo. Daí os estados patológicos do Ego — nos quais se reaproxima do Id — resultarem da cessação ou afrouxamento com o mundo externo (...). O Ego pode tornar-se o seu próprio objeto, dispensando a si mesmo o tratamento que dispensaria aos demais... (KARL WEISSMANN).

Em relação aos fatores externos, o Ego cumpre essa função registrando, reagindo aos estímulos que lhe vem de fora, acumulando experiência em relação aos mesmos [pela memória], evitando excessos de estímulos [pela fuga], lidando com os estímulos moderadamente [via adaptação], e, finalmente, operando mudanças apropriadas no mundo externo em seu benefício [via atividade] (WEISSMANN, 1976).

Fazendo citação a Freud, diz que o Ego não é impulsionado apenas pelas forças do Id; explicando que Freud admitia que o Ego era também alimentado por outras forças, além das instintivas. E que, segundo ele, todos os conceitos de Ego e de Id relacionam-se aos pais e à nossa longa infância, eroticamente fixada aos mesmos, gerando as complicações do complexo de Édipo. E, diz que da identificação, mais ou menos problematizada, com os progenitores e com as figuras que são representantes da série materna e paterna, resulta a formação do Ideal do Ego, também chamado Superego. As perturbações sofridas nesse processo resultam as notórias crises de identidade, bem como os fenômenos de múltipla personalidade, e complicações de outra ordem.
À medida que vai se desenvolvendo, a criança se vê diante de certas demandas do meio que persistem sob forma de normas e regras estabelecidas. Estas regras e normas pertencentes ao mundo externo acabam por se incorporar em sua estrutura psíquica, constituindo assim seu Superego, representando uma espécie de resposta automática do “certo” e do “errado”, que surge na pessoa diante das várias situações, nas quais deve tomar uma decisão.

O Superego se equacionou ao medo dos pais incorporado à consciência inconsciente do indivíduo. A mais ou menos temida autoridade parental que era externa e passou a ser interna, transformada na voz interior que repete monotonamente os velhos mandamentos familiares.
Dessa forma, o Superego trata-se de uma representação internalizada dos valores e costumes da sociedade.

Mas, para que haja um bom equilíbrio, surge a necessidade da existência de um Ego fortalecido, de um Superego moderado e do conhecimento da natureza e dos impulsos do Id.


Nesta altura da leitura é importante lembrar que O complexo de Édipo se deve ao tabu do incesto e à ignorância acerca de sua repressão subsequente” (...) e “costuma ser o mais fortemente responsável pelos dissídios no matrimónio e incompatibilidades nas relações conjugais e problemas conexos, como prostituição, limitação de prole, etc. no individuo maduro.  A experiência analítica tem mostrado quão dificilmente uma mulher com forte fixação paterna consegue a felicidade no casamento, como por sua vez, um homem fixado eroticamente na pessoa materna. Não é, por certo, muito lisonjeiro à vaidade feminina, e nem tão pouco à masculina, o ensinamento segundo o qual os sentimentos do homem para com a mulher, responsáveis pela sua escolha matrimonial ou pelas ligações extraconjugais, são, independentemente de um complexo de Édipo em grau patológico, sempre influenciados por sua ligação remota com a mãe”. (...)  
Com as devidas restrições, podemos concordar com o ponto de vista de Maxwell Gitelson, para quem o complexo de Édipo (desde que não atinja um nivel muito patológico) não constitui unicamente a causa nuclear das neuroses, mas também base para a formação de um caráter normal e de uma maturação sadia”. 



Os problemas, no entanto, centram-se na castração nos homens, e na inveja do pênis, nas mulheres. Outro importante foco de distorções evolutivas nesse período deriva-se dos padrões de identificação desenvolvidos sem a resolução do complexo de Édipo. A influência da ansiedade de castração e a inveja do pênis, as defesas contra ambas, e os padrões de identificação que surgem na fase fálica são os determinantes primários do caráter humano. Também incluem e integram os resíduos de estágios psicossexuais anteriores, de modo que as fixações ou conflitos derivados de quaisquer estágios precedentes podem contaminar e modificar a resolução edípica (KAPLAN & SADOCK )

NEUROSE INFANTIL

É de fácil constatação a neurose de abandono numa criança quando seu pai ou mãe se afasta por alguns instantes. O desespero que esta demonstra parece nos dizer o quanto tem medo de que venha a ser abandonada por estes.

Pergunta-se: estaria isso ligado a incerteza de não ser amada”? Um outro fator que poderíamos considerar seria se esta criança é filha de pais, que por razões variadas, acabam se tornando muito ausentes. E, ainda deve ser considerado o próprio trauma do nascimento, ocasião em que se deu a expulsão do útero, que num parto não tão tranqüilo seria mais agravado talvez ocasionando essa neurose de abandono. Muitas são as possibilidades, mas é fato a evidência dessa neurose em muitas crianças.



AVALIAÇÃO DAS NEUROSES INFANTIS, SEGUNDO ANNA FREUD

De acordo com Anna Freud, a presença ou a ausência de sofrimento não pode ser tomada como fator decisivo quando se decide acerca de um tratamento de uma criança. E, alega que há muitos distúrbios neuróticos sérios que as crianças suportam com ânimo firme; além de outros menos sérios que provocam sofrimento.

Segundo ela, somente quando os sintomas da criança são conturbadores para o meio em que vive e, afetam diretamente os pais, há uma probabilidade maior destes procurarem um profissional da psicanálise para tratar de seus filhos.

E, completa dizendo que os pais se mostram mais preocupados, por exemplo, com os estados de agressividade e de destrutividade dos filhos do que com as inibições; os atos obsessivos são considerados mais leves do que as crises de ansiedade, embora, na verdade, representem eles, um estágio mais avançado do mesmo distúrbio; os estágios iniciais da passividade feminina nos meninos, embora freqüentemente decisivos para sua futura anormalidade, são quase que invariavelmente deixados despercebidos.
Em virtude disso, Anna Freud sugere que o analista avalie a seriedade de uma neurose infantil, não em virtude da criança de uma forma especial qualquer, ou em um dado momento, mas em virtude do grau em que não permita à criança o seu desenvolvimento posterior.



CRIANÇA E SEU LUGAR EQUIVOCADO NO SEIO FAMILIAR

Ocorre que muitas mães não se desvincularam de seu papel de filha e ainda não assimilaram sua condição materna; por conseqüência, o filho acaba por não ter espaço para ser filho. Essa situação traz um desconforto e também um certo prazer, visto que o filho passa a desempenhar uma função de companheiro. Prazer porque lhe é agradável tal posição e, desprazer, justamente por não lhe ser dado o direito de desempenhar sua condição de filho.
Com isso o filho acaba por se tornar objeto da mãe, um vínculo que para ser
quebrado depende da atuação paterna forte, desempenhando seu papel de pai e marido.

São inúmeras as razões que levam pais ou responsáveis a procurar terapia
para suas crianças, dentre as quais, destaco:
Baixo rendimento escolar.
Comportamentos agressivos,
Timidez.
Enurese noturna.
Hiperatividade.
Dificuldades de interagir com outras crianças ou familiares.
Depressão.

É importante que o analista observe por meio de uma atenção flutuante os sintomas apresentados pela criança, o que significa dizer que deve procurar captar tudo que o analisando quer dizer sem se focar num único tema.

Ainda na hora de analisar os sintomas apresentados pela criança, o analista deverá abster-se de pré-julgamentos, a fim de, seja possível uma interpretação condizente ao caso e, deverá ter o cuidado de nunca ver seu paciente como a um filho, além é claro, de atentar para o fato de que as crianças possuem grande sensibilidade para assumirem os sintomas e a angústia específica de seu grupo familiar e, os confrontará juntamente com seus próprios conflitos.



DIFERENÇAS DO TRATAMENTO ANALÍTICO (ADULTO / CRIANÇA),
SEGUNDO ANA FREUD

Segundo Ana Freud, a análise de crianças exige um período preparatório que não se verifica na análise de adulto. E esse período nada tem haver com o trabalho analítico, visto que, não se trata ainda de tornar conscientes os processos inconscientes ou de exercer influencia analítica sobre o paciente. Trata-se simplesmente de buscar estabelecer um laço entre o psicanalista e a criança.

Ela considerava as crianças muito frágeis para submeterem a uma análise e não acreditava que elas pudessem desenvolver a transferência e nem tão pouco associar livremente, devido a sua imaturidade psíquica. E dizia que o Complexo de Édipo não deveria ser examinado muito profundamente em função da imaturidade do Superego. E, também com base nesse raciocínio, ela defendia que a abordagem psicanalítica deveria vir associada a uma ação educativa (pedagogia psicanalítica).

E, em uma de suas exposições forneceu um balanço dos elementos através dos quais se pode apreender o inconsciente infantil. Ela esclarece que os melhores e mais adequados expedientes da análise de adultos não se aplicam à analise de crianças, e que devemos nos afastar de muitas exigências impostas pela teoria cientifica e lançar mão de nosso material onde quer que o encontremos – de maneira muito parecida com a de que lançamos mão habitualmente, quando pretendemos penetrar na vida privada de uma determinada pessoa. A criança, segundo Ana Freud, mostra-se menos apta a extrair material inconsciente.

Ela adverte que o analista deve se esforçar-se por se colocar no lugar do Ego- Ideal da criança por toda a duração da análise; não deve principiar sua tarefa analítica de liberação até que se tenha assegurado de que a criança esteja ávida por seguir seu comando.

Segundo ela, o analista precisa ser apto a controlar o relacionamento entre o Ego da criança e os seus instintos e, esclarece que o Superego da criança é fraco; visto que, as exigências do Superego, assim como a neurose, acham-se em dependência do mundo exterior, esclarece ainda, que a criança é incapaz de controlar os instintos liberados e de que o analista em pessoa precisa dirigi-los.









Porque fazer Terapia?

A proposta da psicoterapia é que através de um ambiente que proporcione segurança para a exposição de idéias, percepções, dúvidas, conflitos e protegido pelo sigilo existente na relação terapêutica, o paciente, no trabalho em conjunto com o terapeuta, possa pensar em seus conflitos, suas dificuldades e inseguranças, seus sonhos e suas possibilidades, de forma que se sinta seguro para se experimentar, se escutar, sentir, fantasiar sem medos ou criticas.
Desenvolvendo uma consciência mais clara de si e do mundo, assim como desenvolvendo a auto-estima, pode a partir destas descobertas e do auto conhecimento utilizar novas maneiras de se posicionar frente à vida de forma mais harmônica e gratificante. Melhorando sua qualidade de vida e cuidando da mente, estando em sintonia com seu próprio corpo.

O Som do Silêncio.


Artigo Grupo de Estudos em Comunicação e Ações Motivacionais ABRH/RS

       Independentemente de sua profissão,  as maneiras que nos comunicamos verbalmente, são tão essenciais em nossa vida quanto  a idéia que queremos exprimir com esta comunicação. Por vezes, parece que estamos ficando mais inarticulados e desatentos em relação ao nosso discurso. Em muitos lugares, o simples ato de pedir informações pode ser um grande desafio, uma vez que talvez tenhamos que decifrar uma fala em tom baixo ou mesmo um sotaque regional. Em um mundo cada dia mais globalizado, quando se fala ao telefone com alguém que não conhecemos presencialmente, em menos de 30 segundos já formamos imagens mentais a respeito do interlocutor tais como: sua aparência, sua inteligência e até mesmo se seremos ouvidos no que temos a dizer.


       Diante desta brevíssima introdução sobre a importância da fala, poderemos identificar e combater  certas palavras e ou expressões sem sentido que contaminam o nosso discurso, desviam a atenção de nossa mensagem, reduzem nosso impacto e irritam o ouvinte.
       As expressões mais comuns ao uso são: “Uh”, “Ah”, “Hummm”, “Bem”,  “OK”, “Você sabe”, “Tipo” etc.. que usamos para preencher os espaços vazios entre nossos pensamentos. Se isso lhe parece familiar, não se preocupe, pois os adolescentes, por exemplo, sempre tiveram linguagem própria. Eles se apaixonam por palavras do mesmo modo que se apaixonam por grupos musicais, modas ou mesmo por pessoas do outro sexo.
       Para mensurar certo grau de importância do uso destas expressões nossa comunicação, tomaremos como exemplo a expressão “TANTO FAZ” usada na frase: -“Você quer ir no cinema hoje?” – “Tanto faz”. Percebam a seguir que a expressão “tanto faz” pode transparecer um elemento rude, expressando não apenas indiferença, mas também uma falta de interesse no que o falante está dizendo, o que nem sempre é verdadeiro.
       O uso de expressões sem significado como esta, pode tranquilamente fazer a conversa de um adulto inteligente parecer com qualquer coisa, menos ser inteligente, o que é um grande risco pois, particularmente, já as ouvi em discursos de médicos, advogados, cientistas etc.., certamente adultos cultos e estudiosos entre suas vocações.
Um de seus efeitos, é fazer com que pareçamos inseguros, hesitantes ou até mesmo incompetentes, o que em muitos casos não procede, pois a utilização das mesmas se trata de um hábito inconsciente. Como exemplo final, usaremos a fala do Secretário de Defesa Americano (USA) que em uma entrevista, quando perguntando sobre um tema tenso (Ataque Aéreo a Líbia¹) utilizou-se em um breve espaço de tempo (em torno de 4 minutos) aproximadamente 60 vezes a expressões “hummm” e “ah”, ou seja,  visivelmente milhões de espectadores perceberam seu estado hesitante e inseguro, quando o mesmo deveria ter feito o povo americano acreditar que poderia confiar na decisão militar em agir de maneira agressiva nesta situação potencialmente perigosa ao país.
       No intuito de concluirmos este artigo e já que identificamos tais expressões, é necessário explicitarmos uma das mais eficazes ferramentas para obtenção de um linguajar mais claro e harmônico: O Silêncio.
       Sempre que nos atermos utilizando-as, façamos uma pausa em silêncio. Nas primeiras vezes que o falante assim o fizer, é bastante comum a impressão de ter um “buraco” enorme e assustador na interlocução, porém tenha a certeza, o ouvite mal irá perceber. A medida que você praticar estas pausas, logo irá descobrir como o silêncio pode ser maravilhoso. Ele pode ajudá-lo a organizar suas idéias, além da descoberta que esta pausa, o ajudará a prender a atenção de seu auditório.
       Quando estiver motivado a se comunicar e seus ouvintes aparentemente não estiverem ou estiverem emitindo sons perturbadores ao ambiente, permaneça em silêncio e perceberá que em pouquíssimo tempo todos os olhos estarão sobre você, interessados em ouvir o que você tem a dizer, pois o som do silêncio, é o mais eloquente dentre todos os sons.




¹  Referências Bibliográficas:
 http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/04/110422_avioes_libia_bg.shtml

Psicopatia.

A Psicopatia tem sido associada ao protótipo do assassino em série, porém, nem todos os assassinos são psicopatas e nem todos os psicopatas chegam a ser assassino, ou mesmo fisicamente violentos!
Importa desmistificar esta ideia, porque podemos estar a lidar diariamente com um psicopata, sem termos a noção que aquela pessoa está realmente doente e que afinal, todas as intrigas, confusões, desacatos, mentiras e mau-estar causados pelo mesmo, não são apenas fruto de “mau  jeito”.
Embora esta patologia seja mais comum no homens, também é possível encontrar mulheres psicopatas.
Os primeiros sinais começam a tornar-se mais evidentes a partir dos 15 anos de idade, embora se possam reconhecer algumas atitudes que apontem neste sentido em idade mais tenra. 
Eis então alguns sintomas que um psicopata apresenta:
- Ausência de Culpa: Nunca sente arrependimento, nem remorsos. Os outros é que são os culpados de tudo o que acontece de mal e vive com a certeza absoluta que nunca erra, nem errou. Não teme a punição por ter a certeza que tudo o que faz tem um propósito benéfico,embora tenha a noção de que os seus atos são premeditados.
Quando é denunciado, recusa a reabilitação ou qualquer tratamento e na impossibilidade de fugir, simula uma mudança de carácter, para mais tarde voltar aos padrões comportamentais que lhe são característicos e até, vingar-se de quem o tentou ajudar.

- Mestres da Mentira: Para eles a realidade e a ilusão fundem-se num só conceito pelo qual regem o seu mundo. São capazes de contar uma mentira como se estivessem a descrever detalhadamente uma situação real. Não mentem apenas para fugirem de uma situação constrangedora, mas pura e simplesmente porque não sabem viver sem o ato de mentir.

- Manipulação e Egoísmo: Não tem a noção de bem comum. Desde que ele esteja bem, o resto do mundo não lhe interessa. O psicopata é um indivíduo extremamente manipulador que usa o seu encanto para atingir os seus objetivos, nunca pensando nas emoções alheias. Não reconhece a dor que provoca nos outros e por isso, usa as pessoas como peões, objetos que pode por e dispor conforme lhe convem. Manifesta facilidade em lidar com as palavras e convencer as pessoas mais vulneráveis a entrarem no “jogo” dele.
Querem controlar todos os relacionamentos, impedindo que familiares e amigos confraternizem paralelamente, sem a sua presença.

- Ausência de Afeto: Não são pessoas afetuosas com o próximo e enquanto pais, não são do genero de “dar colo” aos filhos. Usam os filhos ou familia como “marionetes”, em função dos seus próprios interesses, não respeitando as suas escolhas, quer a nível pessoal, quer profissional! Baseia os seus “métodos educativos” na humilhação e chega a ser totalmente negligente para com os seus.

- Impulsivo: Devido ao deficit do superego, não consegue conter os seus impulsos, podendo cometer toda a espécie de crimes, friamente e sem noção de culpa. 

- Isolamento: Gostam de viver só e quando vivem com outros, querem liderar o grupo, mesmo que para isso destrua uma família inteira.

Este texto é apenas informativo e certamente existem variaçoes e novos sintomas, pois como todos sabemos, nós, enquantos sujeitos, não somos cartesianos e previsíveis em todos os aspectos, portanto como nos posts anteriores, NÃO OUSE VESTIR OS SINTOMAS aqui escritos ou  descrito s em qualquer outro lugar, pois antes de mais nada, você pode estar cometendo uma enorme injúria contra si mesmo. Seja prudente, analítico e cognitivo. Respeite-se.

A Transferência Professor-Aluno.

A Transferência não é um termo da psicanálise. É um vocábulo utilizado em diversos campos, denota-se, sempre uma idéia de transporte, de deslocamento, de substituição de um lugar para o outro. Freud aponta-o como um fenômeno psíquico que se encontra presente em todos os âmbitos das relações com nossos semelhantes. Ele reconheceu a possibilidade de que a transferência acontecia na relação professor-aluno. Na relação professor-aluno, está implicada uma relação de amor, uma relação afetiva. Uma relação de confiança de valorização do conhecimento, da revelação das habilidades e potencialidades do outro, só é possível através da afetividade. Com o afeto a criança se redescobre, se percebe, se valoriza, aprende a se amar transferindo este afeto em suas vivências e consequentemente na aprendizagem escolar. A noção de transferência pode contribuir para entender esta relação que envolve interesses e intenções, pois a educação é uma das fontes mais importantes do desenvolvimento comportamental e agregação de valores nos membros das espécies humanas.

Becker, (1997,111-112), afirma que na transferência, constituir uma identificação simbólica é uma forma de desenvolver ao adolescente sua posição discursiva. Verificar-se, que o aluno precisa admitir estar numa relação transferencial com o professor que não estar ali só para transferir informações, mais para considerar cada aluno singularmente. O sujeito do qual ocupa a psicanálise é o sujeito do inconsciente enquanto manifestação única e singular. Para o aluno ser tomado como sujeito é necessário que o educador também o seja, que envolva sua prática com aquilo que lhe é peculiar, o estilo. Logo a relação professor-aluno depende fundamentalmente do clima estabelecido pelo professor, da relação empática com seus alunos, de sua capacidade de ouvir, refletir e discutir o nível de compreensão dos alunos e da criação das pontes entre o seu conhecimento e o deles.


Do Ponto de vista da psicanalista Melaine Klein (1.926), as crianças desenvolvem a transferência de suas mais intensas fantasias, ansiedades e defesas em casa, na creche, na escola, nos diferentes momentos do dia, no convívio escolar e durante as aulas. O educador deve estar atento às manifestações da criança, ele precisa envolver-se com esta criança e procurar levá-la a se perceber, estimular a manifestar, encorajá-la, a tentar experimentar, elogiar suas primeiras tentativas, permitindo-lhe a personificação de papéis sociais presentes em sua realidade, estimulando a criar situações e reproduzi-las a brincar. O educador sendo o mediador fora de sua convivência familiar torna-se um grande interventor para o desenvolvimento emocional e cognitivo dos alunos.

Quando é possível ver o afeto nas ações dos alunos diante das propostas dos educadores, constata-se que houve transferência positiva à aprendizagem, há possibilidades de superação dos conflitos internos, será possível aprender e crescer. Conforme Melaine Klein(1926), só o contato direto da criança com a sua realidade psíquica – impulsos, dores, fantasias inconscientes – poderia ajudá-la a encontrar melhores formas de aceitação da realidade e a renunciar a determinadas defesas contra as angustias.A psicopedagoga Leila Sarah Chamat (1997), afirma que um bloqueio na afetividade impede um vínculo saudável ou afetivo entre o ser que ensina e o ser que aprende, seja na família ou escola. Com o trabalho centrado no vínculo pode-se trabalhar os medos, desejos e ansiedades, auxiliados pela transferência de papéis quando a criança pode desenvolver e “buscar sua comidinha”, ou seja, o vínculo com a mãe.

Seria bom, se todos os professores conhecessem ao menos o conceito de transferência, para melhor entender a sua relação com o aluno. Pois ele pode ser um suporte dos investimentos de seu aluno, porque é objeto de uma transferência. Privilegiar a singularidade do aluno é um aspecto que deve merecer atenção central.



KPFER, MARIA CRISTINA MACHADO. (2000) Educação para o futuro: Psicanálise e Educação. São Paulo: Escuta 162p

KPFER, M. C. Freud e a educação: o mestre do impossível. São Paulo. Scipione, 1989

CHAMAT, Leila Sarah. Relações Vinculares e Aprendizagem:Um enfoque Psicopedagógico. Editora Vetor. São Paulo. 1997.

SEGAL,Hanna. Melanie Klein: Amor, Culpa e Reparação. Editora Imago. Rio de Janeiro.1996

BECKER, F. Da ação à operação: o caminho da aprendizagem em J.piaget e Paulo Freire. Rio de Janeiro: DPIA Editora Palmarinca, 1997

Síndrome de Excitação Sexual Persistente (PSAS).

A Síndrome de Excitação Sexual Persistente, mundialmente conhecida pela sigla PSAS (do inglês Persistent Sexual Arousal Syndrome, nome que não é mais utilizado pelos especialistas, que agora usam Persistent Genital Arousal Disorder) causa uma excitação espontânea e persistente nos órgãos genitais, com ou sem orgamo ou obstrução, sem relação alguma com sentimentos de desejo sexual. A sindrome foi documentada pela primeira vez pela médica americana Sandra Leiblum, em 2011, e recentemente foi caracterizada na literatura médica como uma síndrome específica. A PSAS não tem nenhuma relação com a hipersexualidade, palavra que também é conhecida pelos sinônimos ninfomania ou satiriase. Além de ser raríssima, a síndrome é, em muitos casos, escondida pelos pacientes que dela sofrem, pois eles se constrangem ao relatar o problema aos médicos.
Recentemente, uma inglesa chamada Sarah Carmen, de 24 anos, declarou ser portadora da PSAS. Sarah disse que sentiu os sintomas pela primeira vez aos 19 anos, e que seus parceiros costumam se frustrar com o fenômeno, ao vê-la alcançar os orgasmos com pouco ou nenhum esforço.



Infelizmente ainda nao existe literatura suficiente para isso nem mesmo exames e sintomatica específica, logo ainda precisamos aguardar e estudar sobre o assunto. Eu particularme acredito ser uma disfunção Psiquiatrica seguida de sintomas fisiologicos reais. 

Auto-punição.

O conceito secular de que o sofrimento pode expiar a culpa é um dos sentimentos básicos da vida individual, social e religiosa. Nosso código penal e as práticas religiosas do ascetismo, flagelação e penitências, baseiam-se nele. O pecador libera-se da culpa pela penitência e o criminoso fica liberado e pode voltar à sociedade, depois de ter expiado sua culpa, cumprindo plenamente sua pena. Assim, um dos mecanismos da defesa do EGO mais comum é baseado neste silogismo emocional de raízes psicológicas profundas: que o sofrimento expia a culpa. Através do sofrimento, as pretensões do SUPER-EGO são satisfeitas e sua vigilância contra as tendências recalcadas se relaxa, uma vez que as debilidades culposas do EGO ficam punidas.
Existe uma seqüência de acontecimentos derivados desse raciocínio:
- mau comportamento
- ansiedade
- necessidade de punição
-  expiação
- perdão e esquecimento.

Para minorar a ansiedade nascida do sentimento de culpa, surge o desejo de ser punido para não ser rejeitado e continuar sendo amado. A própria pessoa culposa pode chegar a punir a si mesma ou exigir que outros a castiguem. Este desejo de purificação, junto com um outro sentimento oculto de ser admirado e ser amado por seus grandes sofrimentos (ser a mais sofredora), é o que leva muitos indivíduos ao masoquismo emocional.
Os indivíduos deste tipo castigam a si próprios, internamente através de seus sintomas patológicos (doenças somáticas), como vimos na conversão, ou por penitências e castigos externos (flagelação).