Estes dias em uma conversa casual, o tema Esoteria acabou vindo a tona. É obvio que não irei escrever nada sobre isso, mesmo porque não é minha expertise, mas me senti a vontade em escrever sobre algo relacionado:
Os Sonhos.
Quando falo em sonhos, não quero dizer nem aquele de "creme da padaria", muito menos nossas aspirações de vida, mas sim o sonho mesmo...aquele que se tem dormindo ou em estado de não vigília consciente.. como queiram.
Hoje, combinei com meu ego, não me estender demais, ser bem objetivo e como sempre nada formal....vamos ver se ele cumpre a sua parte no final.
Podemos dividir em 3 etapas básicas de conteudo:
Conteúdo Latente: são desejos e pensamentos inconscientes que ameaçam acordar a pessoa e transtornar o sono. São os impulsos e desejos do Id; as impressões sensoriais noturnas; pensamentos, idéias e preocupações correntes (stres, trabalho, probemas financeiros). Todo o conteúdo latente do sonho é inconsciente.
A parte mais importante do conteúdo latente do sonho é a que deriva geralmente da infância, com o surgimento dos mecanismos de defesa; em contraste com isso, os pensamentos e preocupações do dia anterior e as sensações são correntes, atuais.
Elaboração do Sonho: formação ou seleção de uma fantasia para a satisfação do desejo, que seja aceita pelo Ego e não perturbe o sono.
Conteudo Manifesto (Formação de Compromisso): É o produto final do equilíbrio entre as forças de defesa do Ego e o Conteúdo Latente do sonho. Quando as forças defensivas não são suficientemente fortes para impedir que parte do conteúdo latente se torne consciente, elas podem tornar esse conteúdo vago, impedindo assim que este se torne totalmente consciente e você não lembrará de nada desses "Filminho".
A formação de compromisso irá determinar o quão distante do conteúdo original será o sonho e o quão vago ele será conscientemente.
Interpretação dos Sonhos: Processo de engenharia reversa onde a tarefa consiste em verificar o conteúdo latente por meio do conteúdo manifesto encontrando assim similaridades.
Percebam o seguinte....ao contrário que muitos imaginam, eu acredito que o que melhor define este processo fisiológico é:
"O SONHO É A PREVISÃO DO NOSSO PASSADO."
Acho que consegui ser simplista, sem perder a essencia...rs
Até breve...
"Fórmula Mágica"
Espero que meu professor de Português na Faculdade (sim, na época eu ainda existia essa cadeira...rs) não leia este texto, pois ainda não faço a mínima idéia gramatical de como se começa um, decentemente. Como utilizei 2 linhas para me desculpar, já deve ser um bom início ao que me traz o tema. Nos últimos dias, acabei exercendo novamente o hábito de escrever como forma de prazer. Diante disso, é impossível se desvencilhar dos apelos das redes sociais...Da instantaneidade à forma...é tudo completamente diferente. Na verdade esse blog, mais se valia como banco de dados do que própriamente a exposição das minhas idéias. O que reparei,ao realmente prestar atenção nessa nova forma de linguagem, são os que chamarei de "Mecanismos do Popular" ou seja o que torna um texto (criado ou copiado) "popular" as pessoas. Diante de uma perspectiva psicánalítica, não chega a ser dificil hipotetizar que se trata de identificação projetiva...Mas que "raios é isso traduzido?"
Conforme comentei acima, a rapidez de informação destas linguagens é espantosa, logo, acabamos por passar pelos textos apenas usando poucas de nossas percepções...
O que acabei reparando, é que a maioria dos textos ditos "populares" (aqueles que tem o maior numero de "curtidores" no Facebook por exemplo) possuem como conteúdo, banalidades ou obviedades (e não quero aqui escrever banalidade como algo comum e sim como algo que passa desapercebido).
Ainda nessa linha de raciocínio, ficou evidente que a mudança e a organização a respeito do tema fazem toda a diferença, e pasmem, o maior interesse não é pelas palavras formais ou de etmologia conhecida e sim os "jargões populares"
Será que vem dai a popularidade deles?
Não..não acredito que seja somente isto e sim a união de outros dois fatores:
- Percepção Visual
- Memória Emotiva
**veja no final do texto a legenda desta foto
Então, resumindo esta "salada" de letras e combinações inconscientes que acabo de fazer, me permito criar uma teoria acreditando que:
Se você pegar um conteúdo comum a todos (Amor, Sexo, Corpo, Vaidade etc) baseada em um texto clássico, por um título desafiador, "aparafusar" o que você pensa com uma linguagem clara e cotidiana....conectar alguma experiência pessoal e "atachar" uma foto de uma situação que o remeta a uma lembrança emotiva, você, por hipótese, angariar muitos "fans" e eu terei me "traduzido ao popular" o que é esta tal "Identificação projetiva".
Agora o seguinte....Não ouse em mudar minha "fórmula mágica", colocando formalidades junto com fotos "bacanas"...ou linguagem "bacana" junto a fotos formais...Este bom senso é seu tempero pessoal e este "empurrão" eu não posso te dar (não sei, nem desejo saber..rs).
Bom, fica evidente que, se eu não sei como começa, eu também não faço a mínima idéia de como se termina um texto...."The End" me recuso a usar, então é apenas um até breve e veremos quantos "clickadores facebookianos" teremos com isso...ou não.
OK..agora pode procurar a legenda, com 2 asteriscos bem mais abaixo..
OK..agora pode procurar a legenda, com 2 asteriscos bem mais abaixo..
* Eu disse NO FINAL...volte lá e acabe de ler todo..rs
**Foto da pintura remete a Europa, chuva, reflexo, flores, nostalgia, carinho, casal, paz, abraço, caminhar, tempo, afeto, cor, sabor, textura etc....Viram como isso agora é sensivel?
**Foto da pintura remete a Europa, chuva, reflexo, flores, nostalgia, carinho, casal, paz, abraço, caminhar, tempo, afeto, cor, sabor, textura etc....Viram como isso agora é sensivel?
Nossos laços...
Em meio as minhas colagens, bobagens, chistes e estudos acabei catalisando algumas associações, para fazer esta reflexão sobre nossos laços, mesmo aqueles em que se apagou, expurgou, excluiu, desovou, vaporizou, subtraiu etc e que nesta "altura do campeonato" não faz a menor diferença.
O que realmente faz toda a diferença são os laços que se cria.
É importante destacar que a fonte de sofrimento mais penosa para nós é resultante de nossas relações com os outros.
Mas afinal o que é laço...não é um nó que se desata sem esforço??
Quando se dá um presente a alguém se dá com laço para que seja provisório, frágil e incapazes de amarrar todo o real presente ou caso contrário se daria um nó muito apertado...
O Mal-estar que sempre ronda toda as formas de laço é o preço que pagamos pela eminente perda do "inferno-paradisíaco” da falta de compromisso.
Ao optar pela linguagem...o ser humano renunciou à possibilidade de acesso ao real, que se tornou para nós, impossível de ser completamente acessado.
É interessante que se criou o "mal-estar dos laços", portanto o mal-estar da linguagem, que não é capaz de dar conta de todo o real por pura falta de habilidade de cada um.
É interessante que se criou o "mal-estar dos laços", portanto o mal-estar da linguagem, que não é capaz de dar conta de todo o real por pura falta de habilidade de cada um.
Este emaranhado de palavras juntas podem não fazer sentido como um discurso, mas a linguagem do discurso vai muito além da fala e da compreensão...é aquele "saber oco" que nos interessa...e esse saber que acredito muitos tenhamos e que devemos compartilhar, não como forma narcisística de saber..mas como forma altruista de ajudar.
Se colocarmos alguem na terceira pessoa (seja lá qual for) faremos um exercício fabuloso de acreditar que ele será mais ele, se eu for realmente "EU".
Texto difícil? Tenho certeza que não... Na voz que damos ao nosso "EU", ainda perceberemos o sabor da ligadura das palavras e linhas de raciocínio...emfim, esta união não são nós e sim laços...deixa-a deslizar e não fique "cutucando" com a unha, como se tenta desatar um nó.
Diante da "briga ferrenha" que travo para não ser "chato" e ao mesmo tempo não ser um "prepotente teórico", ainda me permito opinar sobre o que chamamos normalmente de projeção.
Nossos projetos (também sejam eles quais forem) devem se fundamentar nesta fusão de desejos e de necessidades, de laços e de nós. O que realmente importa ao presente e o que precisamos apertar para que não seja desfeito. Permita-se
Nossos projetos (também sejam eles quais forem) devem se fundamentar nesta fusão de desejos e de necessidades, de laços e de nós. O que realmente importa ao presente e o que precisamos apertar para que não seja desfeito. Permita-se
Ao usar nosso conhecimento (forjado muitas vezes aguardando o trânsito desengarrafar) em teu próprio benefício, acabará por beneficiar quem também pode precisar desta sua forja e não tem forças para pedir...
Reflita comigo:
Muitas pessoas ao invés de escrever ,tentando ajudar animais de estimação que precisam de espaço e voz por exemplo....Como seria se estas pessoas escrevessem, sobre as príorias experiências bacanas quando crianças?
Como seriam estes textos?
Muitas pessoas ao invés de escrever ,tentando ajudar animais de estimação que precisam de espaço e voz por exemplo....Como seria se estas pessoas escrevessem, sobre as príorias experiências bacanas quando crianças?
Como seriam estes textos?
Será que eles viriam recheados de histórias com a amigas e amigos?
Será que eles seriam voltados ao choque entre a cidade grande e a cidade pequena?
Será que eles contribuiriam para minimizar o sofrimento de alguma criança ou pai que os lê?
Neste momento, vem a pergunta: "Que raios o Cleber está tentando me dizer"?..
Bom, a resposta nem eu mesmo sei...porém fica a pergunta:
- "Será que ajudando a educar estas crianças leitoras (sejam elas meus filhos ou não) para que saibam o real valor de seus amiguinhos, não serei mais eficiente e feliz?
Ajudando aos outros, ajudamos a nós mesmos...
Espero que tenham compreendido esse emaranhado de nós...que chamei propositalmente de "Nossos laços", pois caso você não tenha percebido, acabamos de criar um:
Eu escrevendo e você me presenteando com sua atenção.
Eu escrevendo e você me presenteando com sua atenção.
Wilfred Bion
Ontem em uma das minhas jornadas de estudo, junto ao CBP/RS, tive uma visão diferente sobre a comunicação e de todo processo psicanalítico. A transferência de Bion e se tornou vínculo, que é aquele lugar nebuloso aonde se situam as pulsões do paciente e do analista desde que desprovido de memórias e percepções sensoriais. Neste sentido o vinculo não se cria...se produz, com o material em que o paciente não consegue sofrer, perdendo completamente a visão de atribuir exclusivamente ao paciente a fragilidade mental ou de incutir nele a interpretação da defesa como ataque a projeções de partes más, inclusive quando o analista se defronta com estas situações clínicas e reage com teorias clássicas, estando ELE mais perto da fragilidade psicótica do que imagina, recorrendo a estas teorias existentes para reprimir ou fugir da situação de perturbação do compreender. Desta forma Bion criou a teoria da comunicação também para psicóticos (antes desprezados pela impossibilidade de análise). Esta teoria e foco de observação clínica, mostrou coerencia nos pacientes psicóticos como uma forma de transmissão de dados sendo que estes pacientes privilegiam a ação e não o pensamento conexo. O lugar da interpretação é tensa a fragilidade analítica, aonde o profissional poe a algo de mnemonico ou perceptivo, no lugar compreensico, para evitar o seu sofrimento eminente de não conexão ou falta de compreensão intelígivel.
O discurso do canalha
Diante de certos ambientes não é muito simples ser conversado ou escrito coisas que habitam o campo do erotismo, do amor, da sexualidade e da satisfação enquanto tal. Isto percorre o mais íntimo de nosso ser e se inscreve como sendo o que há de mais particular de um individuo. Diante disso, não é de todo raro lermos, ouvirmos ou até mesmo sentirmos mulheres realmente identificadas com o "discurso do canalha". O discurso da canalha é quando alguém se faz passar por aquele que acredita saber qual é o bem do outro, que diz qual é o teu desejo, o que você deve fazer, ou seja, é quando alguém se apropria de um lugar indevido para ditar os caminhos de um desejo que é irremediavelmente particular. É quando alguém diz o certo e o errado, a verdade sobre o verdadeiro, o que você deve fazer e escolher. Sempre amputando as contingências de sua própria vida. Lembram daquela sensação de "Ele vai resolver tudo para mim?" ou "Ele sabe como lidar com isso.." "Ele é um imbecil, mas tem pegada"
Afinal, moça, permita-se responder: O que realmente você quer? O que é "pegada"?
Fizemos nossas opções e arcamos com o ônus de nossas escolhas.
De início, é preciso dizer que a sexualidade (não necessáriamente genital) está presente em todas as dimensões da vida familiar, social, econômica, política. Tudo depende da sexualidade, pois ela é estrutura de linguagem, está presente em suas palavras, nas entrelinhas daquilo que é dito ou não, em seu olhar, na sua voz, nos seus comportamentos. Ao optarmos pelo canalha, pagamos um preço, é lógico! Enfrentarmos tropeços e impasses frente às nossas escolhas, responsabilidades, ordenamento de lei. Nesse sentido, o privado funda o público, quer dizer, você precisa ter a ciência de este mesmo canalha, compartilhará outras vidas, já que ele necessita delas, como o próprio ar para sobreviver.
Sim, não é tão fácil manter viva uma relação a dois, suportá-la, administrá-la, contornar suas impossibilidades. Cumplicidades! Mais difícil ainda é poder suportar a magistral exuberância de uma relação com várias sombras a sua volta.
Tenha isso como fetiche, nunca como alvo de "adoração" sexual, pois as sequelas podem não ter o mesmo gosto doce-acido da fantasia. Ele pode se tornar uma droga muito mais forte, muito mais poderosa que a cocaína, você sabia? Ele pode se tornar um vício hediondo, incurável, um prazer sexual fantasiado de algo que você apenas se atrai, mas não conheçe. Seria lutar contra algo invisivel.
Diante disso, tenha em mente que o canalha, pode ser uma saída sintomática, não uma escolha, uma opção de desejo; e dessa forma você acabará se distanciando tanto da relação com o outro sem conseguir mais retornar à realidade de uma vida amorosa. Tente fazer este retorno e transformar quem lhe toma ou tomou a vida em algo experiente..um estágio..um aprimoramento, pois se pensar desta forma, você certamente estará preparada para quando o "verdadeiro homem" chegar não somente para o "macho parasita" que surgiu em algum momento de sua vida.
Afinal, moça, permita-se responder: O que realmente você quer? O que é "pegada"?
Fizemos nossas opções e arcamos com o ônus de nossas escolhas.
De início, é preciso dizer que a sexualidade (não necessáriamente genital) está presente em todas as dimensões da vida familiar, social, econômica, política. Tudo depende da sexualidade, pois ela é estrutura de linguagem, está presente em suas palavras, nas entrelinhas daquilo que é dito ou não, em seu olhar, na sua voz, nos seus comportamentos. Ao optarmos pelo canalha, pagamos um preço, é lógico! Enfrentarmos tropeços e impasses frente às nossas escolhas, responsabilidades, ordenamento de lei. Nesse sentido, o privado funda o público, quer dizer, você precisa ter a ciência de este mesmo canalha, compartilhará outras vidas, já que ele necessita delas, como o próprio ar para sobreviver.
Sim, não é tão fácil manter viva uma relação a dois, suportá-la, administrá-la, contornar suas impossibilidades. Cumplicidades! Mais difícil ainda é poder suportar a magistral exuberância de uma relação com várias sombras a sua volta.
Tenha isso como fetiche, nunca como alvo de "adoração" sexual, pois as sequelas podem não ter o mesmo gosto doce-acido da fantasia. Ele pode se tornar uma droga muito mais forte, muito mais poderosa que a cocaína, você sabia? Ele pode se tornar um vício hediondo, incurável, um prazer sexual fantasiado de algo que você apenas se atrai, mas não conheçe. Seria lutar contra algo invisivel.
Diante disso, tenha em mente que o canalha, pode ser uma saída sintomática, não uma escolha, uma opção de desejo; e dessa forma você acabará se distanciando tanto da relação com o outro sem conseguir mais retornar à realidade de uma vida amorosa. Tente fazer este retorno e transformar quem lhe toma ou tomou a vida em algo experiente..um estágio..um aprimoramento, pois se pensar desta forma, você certamente estará preparada para quando o "verdadeiro homem" chegar não somente para o "macho parasita" que surgiu em algum momento de sua vida.
Neurose Histérica
A estrutura de uma neurose histérica é a que mais se aproxima daquilo designado como normal; nela o controle do ego é derrubado, ocorrendo ações a que o ego não visa. A denominação histérica vem do grego “hysteron” que significa útero e como foi percebida entre as mulheres naqueles tempos, denominou-se histéricas as mulheres que apresentavam quadro de sintomas comuns. Os principais sintomas são a teatralidade, sugestionabilidade, necessidade de atenção constante e manipulação emocional das pessoas ao seu redor. O neurótico histérico pode desmaiar, ficar paralítico, sem fala, trêmulo, e desempenhar todo tipo de papel de doente.
A estrutura histérica ocorre com mais freqüência nas mulheres do que nos homens, devido ao fato de apresentarem uma maior complicação no desenvolvimento sexual, a menina se sente castrada e por isso é levada a passividade.
O primado genital mostra-se evidente, o indivíduo histérico apresenta fixações à fase fálica, guardando fortes componentes orais que jamais se tornarão organizadores. A formação dessa estrutura se dá pelo modo que se supera o complexo de Édipo; Os investimentos objetais mostram-se facilmente móveis e variados. Os indivíduos histéricos ou jamais superaram a sua escolha objetal primitiva ou nela se fixam de tal forma que ao surgir alguma frustração posterior, retornam ao objeto.
A força do componente erótico é a principal característica do modo de estruturação histérica, toda sexualidade representa o amor incestuoso infantil, então o desejo de reprimir o complexo de Édipo faz com que haja repressão da sexualidade, as idéias reprimidas continuam inalteradas no inconsciente, exercendo influência, mesmo que o individuo adulto apresente quadro normal ou acima da média social, sexualmente falando.
Os histéricos têm medo de não serem amados e assim tentam influenciar diretamente as pessoas que os cercam a fim de dissuadi-los de fazer as coisas que eles temem.
O histérico passa da realidade para fantasia, substitui objetos sexuais reais por representantes infantis; processo denominado introversão; e a somatização se dá com a tradução de fantasias específicas em linguagem corporal diretamente.
Na histeria, a angústia é expressa através do corpo; pode apresentar os sintomas da seguinte forma: manifestações agudas; grandes ataques, crises menores, quadros dissociativos e quadros funcionais duradouros; como paralisias, anestesias e transtornos sensoriais, crises de chouro, solidão, etc...tendo como característica principal a forma exagerada que se apresentam esses sintomas. O caso de Anna O. foi o mais famoso, não somente pelo "Arco Muscular" formado pela paciente, mas sim pelo estudo em conjunto de Charcot, Breuer, Freud.
Na neurose histérica encontram-se dois grupos: a neurose histérica de conversão no que se caracteriza pela necessidade do neurótico em chamar a atenção sobre si, de vislumbrar e de conquistar a piedade dos outros, usando para isso, doenças com utilização de órgãos alvo, usa de comportamentos frágeis e delicados para atrair os outros e a neurose histérica de angústia que evidencia a projeção da personalidade que é frustrante, em outra que agrade o indivíduo ou seja uma pessoa infeliz e insatisfeita, pode ser representada por um individuo aparentemente, forte, feliz e seguro de suas açoes, utilizando-a assim no lugar daquela geradora de angústia e de ansiedade. Para chegarmos o processo de AB-REAÇÃO é necessário o rememoramento do evento traumático, que normalmente se deu de forma passiva, caso contrário a patologia seria outra.
30 anos de procura do "Eu"
Nesta idade muitos já estão formados e inseridos no mercado de trabalho, alguns solteiros outros casados. Alguns moram com os pais ou com namorados, adminstrando o seu próprio ganho.
Sentem-se com autonomia para gerir suas vidas, principalmente os que não vivem com os pais.
Percebem que agora alguns sonhos e desejos, podem ser realizados.
Quase não dependemente financeiramente, tem liberdade para decidirem sobre sua vida amorosa, social e profissional.
Coisas que vinham sendo adiadas, para adquirir, ou exercer, como esportes mais sofisticados, profissões que sempre ambicionaram, ascenção no trabalho, estão mais perto de suas mãos.
Por que não?
Começam a se questionar, sobre o fizeram até então, esta é minha verdadeira aptidão para a profissão que escolhi, consigo me adaptar neste trabalho, será que gosto mesmo deste namorado ou marido, irei casar ou ter filhos??
Parece que, tudo o que aconteceu em suas vidas, não foi escolha sua. Então teria sido de quem?
Nesta fase, ficam inseguros, entram em conflito consigo e podem manifestar sintomas, de pânico, depressão, mania, chegando a despersonalização.
Questionam-se sobre sua verdadeira capacidade, temem que ao mudar alguma coisa podem perder tudo.
Muitas dívidas e inseguranças, que parecem pertencer a uma outra fase do ciclo de vida, a adolescência.
Um outro tipo de adolescência, pós adolescência, uma fase que os leva a re constituir e rever a contrução de seu Eu.
Ao se depararem com estes impasses, começam a manifestar sintomas psicossomáticos e buscam ajuda médica e psicológica.
No decorrer de seu tratamentos, vão percebendo como se sentem fragilizados diante desta passagem, do mundo adolescente para o mundo adulto.
Não associam à principio seus sintomas com seus conflitos emanados do mundo externo, refletindo no seu mundo interno.
Não me parece uma questão pontual, um problema localizado num aspecto, pessoal, social ou profissional.
Parece ser um momento de reelaboração de questões primárias, infantis, que ainda permanecem em suas mentes adolescentes.
Como a saída de casa destes jovens está sendo cada vez mais tarde, e as demandas do mundo externo estão cada vez mais árduas, diante das incertezas quanto ao sucesso, maior se torna a exigência de contar com um Eu estruturado.
Um Eu que possa negociar o rompimento com os os pais da infância, questionar valores, expectativas familiares, ou de grupos adolescentes, e começa a re valorizar conceitos, costumes, atitudes, mais próprias.
Todo este processo tem as vezes um alto preço, mas justamente nesta fase de desafios, estes jovens querem pagar este preço.
Sofrem porque querem mudar, porque estão em movimento de vida.
Como psicanalistas temos tentado compreender as reações deste jovens, diante deste mundo globalizado em contantes mudanças.
Sentem-se com autonomia para gerir suas vidas, principalmente os que não vivem com os pais.
Percebem que agora alguns sonhos e desejos, podem ser realizados.
Quase não dependemente financeiramente, tem liberdade para decidirem sobre sua vida amorosa, social e profissional.
Coisas que vinham sendo adiadas, para adquirir, ou exercer, como esportes mais sofisticados, profissões que sempre ambicionaram, ascenção no trabalho, estão mais perto de suas mãos.
Por que não?
Começam a se questionar, sobre o fizeram até então, esta é minha verdadeira aptidão para a profissão que escolhi, consigo me adaptar neste trabalho, será que gosto mesmo deste namorado ou marido, irei casar ou ter filhos??
Parece que, tudo o que aconteceu em suas vidas, não foi escolha sua. Então teria sido de quem?
Nesta fase, ficam inseguros, entram em conflito consigo e podem manifestar sintomas, de pânico, depressão, mania, chegando a despersonalização.
Questionam-se sobre sua verdadeira capacidade, temem que ao mudar alguma coisa podem perder tudo.
Muitas dívidas e inseguranças, que parecem pertencer a uma outra fase do ciclo de vida, a adolescência.
Um outro tipo de adolescência, pós adolescência, uma fase que os leva a re constituir e rever a contrução de seu Eu.
Ao se depararem com estes impasses, começam a manifestar sintomas psicossomáticos e buscam ajuda médica e psicológica.
No decorrer de seu tratamentos, vão percebendo como se sentem fragilizados diante desta passagem, do mundo adolescente para o mundo adulto.
Não associam à principio seus sintomas com seus conflitos emanados do mundo externo, refletindo no seu mundo interno.
Não me parece uma questão pontual, um problema localizado num aspecto, pessoal, social ou profissional.
Parece ser um momento de reelaboração de questões primárias, infantis, que ainda permanecem em suas mentes adolescentes.
Como a saída de casa destes jovens está sendo cada vez mais tarde, e as demandas do mundo externo estão cada vez mais árduas, diante das incertezas quanto ao sucesso, maior se torna a exigência de contar com um Eu estruturado.
Um Eu que possa negociar o rompimento com os os pais da infância, questionar valores, expectativas familiares, ou de grupos adolescentes, e começa a re valorizar conceitos, costumes, atitudes, mais próprias.
Todo este processo tem as vezes um alto preço, mas justamente nesta fase de desafios, estes jovens querem pagar este preço.
Sofrem porque querem mudar, porque estão em movimento de vida.
Como psicanalistas temos tentado compreender as reações deste jovens, diante deste mundo globalizado em contantes mudanças.
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