Uma boa ideia não é tudo


Eu presenciei esta cena: em um bar da intelectualidade curitibana na década de 70, o jovem jornalista Karam, conhecido por escrever peças de teatro underground está sentado sozinho, curtindo seu chope e seu cigarrinho. De repente sua tranquilidade é interrompida por um rapaz que acabara de chegar e que lhe diz:

- Karam, bom te encontrar. Estou com uma peça ótima aqui na cabeça.

- Ah, é – responde o outro – e eu estou com duas aqui em baixo do braço.

A resposta esfriou o ânimo do intruso, e foi uma ótima lição para os jovens que frequentavam o local, todos aspirantes a escritores, dramaturgos, poetas – inclusive eu. Em síntese, o que ele quis dizer foi: “Não me venha com ideias, traga-me logo o que você fez com elas”.


Se você observar com cuidado, em casa, no trabalho, nos bares, o mundo todo está cheio de gente com milhões de ideias que nunca realizam, pessoas que nem se empenham em executar seus planos como se fosse suficiente apenas pensar. Afinal, agir dá trabalho, não é mesmo? E depois vem o desconsolo da falta de reconhecimento. Pois é, o mundo é cruel; aprecia as boas ideias, mas valoriza os resultados. Não bastam boas intenções, é necessário mostrar serviço.


O mais provável é que a maioria das ideias se cristalize na forma de intenção. E intenção sem ação vira enrolação. O mundo está cheio de boas intenções, mas não tem mais paciência com os enroladores. Os filósofos – que são especialistas em ter ideias – também se preocuparam com a questão do agir. Aristóteles, por exemplo, considerado um grande pensador, em várias ocasiões insistiu que é preciso pensar para agir, mas é necessário agir depois de pensar. A ação sem o pensamento é perigosa; o pensamento sem a ação é inócuo. “É fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer” – disse ele, e acrescentou: “Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de agir, mas um hábito”.


Essas observações, e tantas outras, constam do Ética a Nicômaco, o livro que o grego dedicou a seu filho e que escreveu depois de ter sido professor de Alexandre Magno, que, nessa época já estava em algum lugar entre os Balcãs e a Índia, criando seu império. Esse foi um que não se contentou apenas com ter ideias. Partiu para a execução com a ferocidade de um felino faminto.


Executar é o segredo. Levantar e partir para a ação, colocando em prática o plano que veio da ideia, mesmo que tal plano esteja repleto de imperfeições. É que o único jeito de corrigi-las é implementar, para então ver o que funciona ou não.


Este assunto é antigo. Percebendo que as pessoas tendem a não ter iniciativa e a ficar esperando que as coisas aconteçam por conta própria, o estatístico americano Walter Shewhart criou, lá na década de 1930, um pequeno diagrama para estimular as pessoas a partir para a ação. Ele deu ao diagrama o nome de Método da Melhoria, mas depois ficou conhecido como Método PDCA, e que ainda é muito utilizado por ser uma ferramenta de fácil compreensão e aplicação.


Trata-se de um círculo cortado por duas linhas em quatro quadrantes de igual tamanho. Em cada quadrante está uma das letras – P, D, C e A. O P está no quadrante superior direito, onde começa o processo – o círculo gira no sentido horário. A virtude deste método simples é que estimula você a agir de forma coordenada: ele recomenda que você planeje (Plan), implemente o plano (Do), verifique se o mesmo é bom (Check) e então o aprimore (Act).


Nas empresas este método é muito conhecido e aplicado. Os gerentes experientes, depois de tentar vários processos mais sofisticados de gestão, reconhecem que a simplicidade do PDCA é sua grande vantagem, pois é fácil de ser compreendido e bastante prático para ser executado. E não é só no mundo empresarial que ele pode ser aplicado, mas também em nossas vidas pessoais. Tudo o que fazemos tem os mesmos componentes: temos uma ideia, nos planejamos para executa-la e partimos para a ação. Se acertamos, ótimo, se erramos, corrigimos o rumo. Pelo menos é assim que deveria ser.


Muito tempo depois, já em nossos dias, um consultor RAM C., observou que o que falta no mundo não são ideias, e sim atitudes. Ele colocou suas observações em um livro seminal chamado Execução – a disciplina para atingir resultados, e todos concordam que ele acertou em cheio....

Neste livro há uma frase que é repetida quase como um mantra nas empresas: “O elo perdido entre a ideia e o resultado é a atitude”. No mundo corporativo a inovação é vantagem competitiva. Empresas que inovam em seus produtos, serviços e processos se modernizam e crescem. E todos sabem que a inovação depende da criatividade, que começa com a ideia. Entretanto – alertam os mais lúcidos – cuidado com o elo perdido.

Do abstrato para o concreto


Desde que o psicólogo Howard Gardner criou o conceito das Inteligências Múltiplas, não paramos mais de criar novos conceitos de inteligência. Antigamente, o inteligente era o que fazia contas de cabeça, ou o que tinha boa memória, e até o que tinha ideias criativas. Atualmente esse conceito foi relativizado e ampliado. Uma das definições que mais gosto diz: “Inteligência é a capacidade de converter fenômenos abstratos”. Beleza, mas… o que mesmo isso quer dizer?


Então vejamos. Primeiro é necessário entender o que é um fenômeno abstrato, e depois saber no que é que ele tem que se transformar. Mas é simples: abstrato é o que não é concreto. E concreto é tudo o tem matéria, ocupa lugar no espaço, pode ser medido e pesado, e pode ser percebido pelos órgão dos sentidos. O concreto eu posso ver, tocar, agarrar. O abstrato não, mas, cuidado… isso não significa que não exista.


É nisso que reside a maravilha deste conceito. Uma ideia é abstrata, e a inteligência vai se manifestar na capacidade de converter a ideia em algo real. Do abstrato para o concreto. Simples assim. Inteligência é, sim, a capacidade de utilizar as faculdades mentais para produzir benefício. Para ser considerado inteligente não é suficiente ser inteligente, é necessário usar a inteligência.


Falando em inteligência, o filme A rede social, de 2010, que recebeu oito indicações para o Oscar e conta a história da criação do Facebook, está cheio de personagens altamente inteligentes, e é ambientado no compus da Universidade de Harvard e depois no Vale do Silício, na Califórnia, onde a revolução da informática teve início. Importante ressaltar que o filme é inspirado em uma história real, e bem recente.


O roteiro explora as sessões de conciliação em que participavam Mark Zuckenberg, o hacker que criou o Facebook, os gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss e seus respectivos advogados. Em resumo, os irmãos acusavam Zuckenberg de ter se apropriado de uma ideia deles. A defesa, por seu lado, argumentava perguntando por que os pretensos donos da ideia do site de relacionamentos não a tinham, afinal, transformado em realidade.


O dilema ético está posto, e pode dar margem a muitas interpretações, mas, como resultado paralelo dessa história, fica a mensagem de que o mérito acaba pertencendo, sim, a quem executa.


Pode ser cruel, mas a História está cheia de exemplos dessa realidade. O próprio filme conta também a história de Sean Parker, que se tornou sócio do Facebook e o ajudou a decolar. Antes ele tinha sido o criador da ideia de que músicas poderiam ser baixadas pela internet, e criou o site Napster, que funcionava mas nunca virou um negócio. Tempos depois, Steve Jobs lançou o iTunes, que revolucionou a indústria fonográfica e que domina esse mercado até hoje. De quem é o mérito?


Talvez por ter aprendido a lição, Parker age diferente quando se junta a Mark, e consegue um investidor que dá fôlego ao grupo e viabiliza o negócio, enquanto o brasileiro Eduardo Savarin, companheiro de primeira hora de Mark, tentava, inutilmente, conseguir patrocínio. Quando este se revolta e alega que foi traído na Califórnia enquanto ralava em New York buscando anunciantes, Mark lhe pergunta: “E quantos conseguiu?”. Como ele não havia conseguido nenhum, teve que calar-se.


Uma longa jornada sempre começa com o primeiro passo, e o primeiro passo é a ideia. Pois é… Uma boa ideia sempre é o começo de tudo, mas é apenas isso: um começo. Para chegar em algum lugar, entretanto, é necessário dar os passos seguintes.


Texto adaptado da publicação Revista Vida Simples nº 117 01/04/2012. E. Mussak

O Cheiro dos livros



Quantos livros vc ja leu em toda a sua vida? 1,2,3...? 

Para quem tem desenvolta a habilidade de leitura, estes números podem facilmente ser convertidos em meses ou até mesmo semanas. 

Vamos tentar entao de outra forma: 

- Quantas peças de teatro ou filmes você já assistiu? 10,20,30...? 

Para quem é Cinéfilo, usaremos a mesma proporção..ou seja, estes numeros poderiam ser facilmente convertidos em meses ou até semanas, nao é?!
E agora, que tal fazermos o cruzamento de informações e tentarmos responder: 

- Quantos dos filmes ou peças que você assistiu ao longo de sua vida, eram baseados total ou parcialmente em livros? Hum...Seu número de livros "lidos" aumentou significativamente, nao foi? 

Bom...Já que voce"embarcou nesta viagem" e chegou até este ponto do caminho (e te agradeço por isso), vou te pedir para exercitar um pouco mais de sua criatividade e imaginar como seria se cada letra do alfabeto tivesse um cheiro? 

- Quantos livros você "leria"?.... Nenhum, 1 ou 2 por curiosidade...? 

Pois muito bem, fique tranquilo, você está dentro da média....da sua média.

Mas e que tem memória Olfativa por exemplo?? 
Você concorda que este número seria mais elevado? 

Este singelo exercício de raciocinio se presta somente para ilustrar que, nós (porque um dia nos disseram assim) por vezes esqueçemos que existem inúmeras outras formas de aprendizado e não somente o vindo de um bom livro interpretado por nós. 

Quando assistimos uma peça de teatro ou filme, lemos sim um livro, mas delegamos a terceiros a interpretação deste "livro". 

Certamente faremos a adequação desta interpretação, mas o importante é que, antes de mais nada, adquirimos informação e, em muitos casos, isso se transforma em profundo conhecimento. 

Diante disso, nao chega a ser dificil percebermos que em quase todos os casos, o que realmente "falha" é a forma que, se baseando apenas na maioria...exclue, rotula e marginaliza, quem, por incapacidade biológica, emocional ou ambos, necessita de outras formas de aprendizado.
 

"Senhoras e senhores"...eu vos apresento a Dislexia....?

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Pesquisa revela quadro da depressão em 2020.


 
OMS prevê que em 2020 depressão será responsável pelo maior número de incapacitados no mundo

A pesquisa, publicada no Jornal Brasileiro de Psiquiatria, em 2012, discute os sintomas de depressão em idosos e o seu prejuízo funcional para essa faixa etária. Escrito pelo  Departamento de Educação Física da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o artigo “Sintomas depressivos e prejuízo funcional [...] ressalta também a importância de programas que prestam atendimento ao paciente. A relação da depressão com a perda do desempenho de atividades básicas de rotina e as causas do transtorno entre as pessoas é cada dia mais relevante. Os autores explicam que os que apresentam quadros de depressão podem demonstrar maiores complicações físicas e funcionais que comprometam as atividades diárias, uma vez que a depressão tem por sintomas a perda de interesse pelas atividades, o cansaço e o desânimo. “Sabe-se que há uma associação entre essas variáveis e, consequentemente, uma diminuição da qualidade de vida, porém, os estudos não têm conseguido demonstrar ainda uma relação de causa e efeito, ou seja, se a depressão por si só pode levar a uma diminuição dos níveis funcionais ou se a queda de desempenho nas atividades funcionais pode levar ao desenvolvimento da depressão”, afirmam. A pesquisa chama a atenção para o avanço da depressão e diz que, em 2020, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a doença “pode ser a maior causa de incapacidade no mundo”.
E importante lembrar que não existe uma razão específica para que a população desenvolva depressão, já que esta doença é multifatorial e envolve inumeras variantes. O artigo esclarece a participação mais mulheres do que homens. “O sexo feminino é apontado como um dos fatores de risco para depressão, o que é confirmado pela alta frequência de sintomas depressivos em mulheres participantes de vários estudos presentes na literatura. Porém, apesar de não haver uma exata explicação biológica que esclareça esses dados, a mulher parece estar mais exposta a outros fatores de risco que também estão associados ao desenvolvimento da depressão, como baixo grau de instrução, baixa renda, pior condição de saúde, piores níveis de funcionalidade e baixo suporte social”, comenta. [...]
“As clinicas de atendimento, são uma ferramenta fundamental voltada para atenção e cuidados especiais, enquanto não existem agravantes no quadro. A pesquisa ainda demonstra que: “faz-se necessária a expansão de programas como esse e também de pesquisas voltadas a essa população específica. Só assim será possível conhecer melhor as características físicas, cognitivas e psicológicas dessas pessoas e estruturar ações preventivas e de tratamento”.

Agência Notisa
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Stress no trabalho aumenta em até 70% risco de problemas cardiovasculares em mulheres

Pesquisa feita em Harvard mostrou que empregos que exigem muitas tarefas em pouco tempo elevam chances de mortes por doenças do coração.

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O fato de que o estresse pode exacerbar o eczema atópico é muito bem aceito

Stress no trabalho é risco a longo prazo para saúde cardíaca da mulher, diz estudo (ThinkStock)
Mulheres que trabalham em ambientes muito estressantes, em comparação com quem sofre menos stress no emprego, têm um risco maior de passarem por uma cirurgia cardíaca, de sofrerem algum evento cardiovascular, como um infarto ou um derrame cerebral, ou então de morrerem em decorrência de um problema como esse. Essa é a conclusão de um estudo feito no Hospital Brigham and Women, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. De acordo com a pesquisa, publicada nesta quarta-feira no periódico PLoS One, porém, a insegurança em relação ao emprego não afeta essas chances.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original:
Job Strain, Job Insecurity, and Incident Cardiovascular Disease in the Women’s Health Study: Results from a 10-Year Prospective Study

Onde foi divulgada:
revista PLoS One

Quem fez:
Natalie Slopen, Robert Glynn, Julie Buring, Tené T. Lewis, David Williams e Michelle Albert

Instituição:
Hospital Brigham and Women da Universidade de Harvard, Estados Unidos

Dados de amostragem:
22.086 mulheres com idade média de 57 anos

Resultado:
Trabalhos estressantes e altamente tensos aumentam em 40% chances de evento cardiovascular, morte por um problema desses e cirurgia cardíaca e em 70% risco de infarto não fatal
Os pesquisadores consideraram um trabalho muito estressante como aquele cujas tarefas demandam muito das mulheres — ou seja, as fazem produzir o tempo todo com prazos difíceis de serem cumpridos e as deixam sempre em estado de tensão. Segundo os resultados, em relação a mulheres cujo emprego era menos estressante, aquelas que sofriam mais stress no trabalho tiveram um risco 40% maior de terem qualquer problema decorrente de uma doença cardiovascular (ataque cardíaco, AVC, cirurgia ou morte) e aproximadamente 70% mais chances de sofrerem um infarto não fatal.
Leia também: Mulheres que têm trabalho exaustivo tendem a comer mais e descontroladamente
Vitamina B pode melhorar stress relacionado ao trabalho
Stress no trabalho é risco crescente para a saúde pública

Essas conclusões foram baseadas em 10 anos de pesquisa feita com 22.086 mulheres que tinham, em média, 57 anos quando o estudo começou. Durante esse período, foram registrados 170 ataques cardíacos, 163 casos de acidente vascular cerebral (AVC) e 52 mortes por doença cardiovascular. Ao calcularem a relação entre stress no trabalho e esses eventos cardíacos, os pesquisadores também levaram em consideração outros fatores de risco, como idade, estilo de vida e hábitos alimentares.
“Empregos altamente estressantes e que provocam tensão entre os trabalhadores são uma forma de stress psicológico e surtem efeitos adversos à saúde cardiovascular a mulher a longo prazo. Nossos resultados sugerem a necessidade de cuidados especiais de saúde a pessoas que sofrem maior tensão no trabalho e que, portanto, podem ter um maior risco de eventos cardiovasculares”, diz a coordenadora da pesquisa, Michelle Albert.

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Síndrome do coração partido

Pesquisa sugere que o problema desacelera função cardíaca para evitar que o coração seja excessivamente estimulado em situações de stress.

 

'Síndrome do coração partido' é mais frequente em mulheres com mais de 55 anos de idade

A ‘síndrome do coração partido’, é uma doença que têm causas emocionais e sintomas parecidos com os do infarto do miocárdio, embora provoque problemas cardíacos temporários, na verdade é uma maneira de proteger o coração contra descargas muito grandes de adrenalina.
Essa síndrome, chamada cardiomiopatia de Takotsubo, pode aparecer quando uma pessoa tem um grande choque emocional, seja ele positivo ou não, como o fim de um relacionamento, a perda de um ente querido ou o fato de ganhar na loteria, por exemplo. Esse indivíduo, então, sofre com uma sobrecarga intensa de hormônios do stress, como a adrenalina, e pode ter dores fortes no peito, falta de ar e até desmaio. Na maioria dos casos, a vítima consegue se recuperar e não volta a apresentar o problema.

 'Síndrome do coração partido', potencialmente fatal, atinge mais mulheres do que homens.

 A pesquisa foi publicada no periódico Circulation, uma publicação da Associação Americana do Coração, foi feita na Universidade Imperial de Londres, na Grã-Bretanha.


Doença que protege outras — Segundo a pesquisa, a 'síndrome do coração partido' é uma maneira de proteger o corpo contra danos mais graves. Os autores sugerem que pessoas com esse problema têm uma resposta diferente à adrenalina e, em vez de apresentarem um estímulo excessivo da função cardíaca quando há uma carga grande do hormônio, elas reduzem o bombeamento do coração em situações de stress. Isso, de acordo com os pesquisadores, provoca uma insuficiência cardíaca temporária, mas que é recuperada em poucos dias ou semanas.
Essas conclusões foram obtidas após os pesquisadores realizarem testes com ratos que foram induzidos a apresentar características do coração semelhantes às de pessoas com a 'síndrome do coração partido'. Os animais, então, receberam doses fatais de adrenalina e de outras substâncias que superestimulam o coração. Os autores do estudo observaram que os ratos com a síndrome se mostraram protegidos contra quantidades tóxicas do hormônio. "Há novas pistas sobre como o coração pode se proteger do stress, e isso abre portas para novas pesquisas sobre a 'síndrome do coração partido'".

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TODOS PRECISAMOS TER AMANTES !!



 Não nos impactemos pelo título. Leia com serenidade e entenderás que muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um.
Há também as que não têm, e os que tinham e perderam.

Geralmente, são essas últimas que vêm aos nossos consultórios,  contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro, dores etc.

Elas nos contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver
e que não sabem como ocupar seu tempo livre.

Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.
Antes de nos contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme:  
"Depressão", além da inevitável receita do antidepressivo do momento.

Assim, após escutá-las atentamente, lhes dizemos que não precisam de nenhum antidepressivo; digo-lhes que precisam de um AMANTE!!!

É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem a sugestão.
Há as que pensam:
"Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas"?!

Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.
Para aquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte:

"AMANTE é aquilo que nos apaixona; é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono; é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.

O nosso "AMANTE " é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta.
É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.

Às vezes encontramos o nosso "AMANTE" em nosso parceiro.
Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do passatempo predileto...

Enfim, é "alguém" ou "algo" que nos faz "namorar a vida" e nos afasta do triste destino de ir levando.

E o que é "ir levando"?

Ir levando é ter medo de viver. É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva.

Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje,  fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.

Por favor, não se contente com "ir levando"... Seja também um amante e um protagonista de sua própria vida!
  
Acredite:

O trágico não é morrer; afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém.
O trágico é desistir de viver...
Por isso,  procure algo para amar...

A psicanálise, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental:
PARA  ESTAR SATISFEITO, ATIVO E SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISO NAMORAR A VIDA E DELA SER AMANTE...

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Adaptado  - Jorge Bucay - Argentina/2002

O que é a Terapia Gerson? ("Guerson")


Quando foi apresentada ao mundo por Max Gerson, M.D., esta terapia alimentar estava tão à frente do seu tempo que não havia praticamente nenhum estudo disponível na literatura científica que explicasse como ela podia conduzir a espantosas curas, quer em doenças crónicas quer infecciosas. Apesar disso, e pelo facto de, através dela, tantas pessoas se terem curado dos seus casos avançados de tuberculose, doenças de coração, cancro e muitas outras doenças, a Terapia Gerson estabeleceu-se como um enorme contributo para o campo da medicina, através da publicação de artigos na “literatura médica revista por pares” (peer-reviewed medical literature). Max Gerson publicou pela primeira vez sobre o tema do cancro em 1945, quase 40 anos antes da adopção do actual programa sobre dieta, nutrição e cancro pelo Instituto Nacional do Cancro dos EUA.
Desde que começou a aplicar o seu tratamento, nos anos 20, Gerson tratou muitas centenas de pacientes e continuou a desenvolver e refinar a sua terapia até ao dia da sua morte, em 1959, com 78 anos.
O seu paciente mais famoso foi o Dr. Albert Schweitzer, filósofo, teólogo e médico missionário, que aos 75 anos sofria de diabetes avançado. Gerson tratou-o com a sua terapia e Schweitzer curou-se por completo, voltou ao seu hospital africano, ganhou o prémio Nobel da Paz aos 77 anos e trabalhou até aos 90.

O objetivo da Terapia Gerson no Tratamento contra o câncer,  é criar as condições dentro do nosso organismo para que a sua magnífica habilidade de curar a si próprio atue a pleno.

Ao abordar o corpo na sua totalidade, a Terapia atua segundo 3 vectores complementares e sinérgicos:
- fornece todos os nutrientes necessários ao organismo
- suprime todos os elementos tóxicos dos alimentos e da casa
- estimula o corpo a eliminar as toxinas acumuladas

Através dessas 3 componentes, todo o nosso organismo se desintoxica e regenera: células, tecidos e órgãos libertam-se de toxinas, o metabolismo regressa ao estado natural e saudável,  fazendo com que todos os sistemas se reequilibrem.

As doenças degenerativas reduzem progressivamente a capacidade do corpo de eliminar resíduos metabólicos adequadamente, provocando habitualmente insuficiência hepática e renal. Para reverter isso, a Terapia Gerson usa métodos de desintoxicação intensivos que estimulam a eliminação desses resíduos, regeneram o fígado, fortalecem o sistema imunologico e restauram os elementos essenciais para um forte e saudável metabolismo: as enzimas, os minerais e os hormonios.

Com abundantes nutrientes, mais oxigênio disponível, supressão de elementos agressores e desintoxicação celular e orgânica, todo o metabolismo melhora e as células – e todo o corpo – podem regenerar-se, tornando-se assim, saudáveis e prontas para prevenir futuras doenças.

A maior parte das terapias, — convencionais ou não –, tratam apenas os sintomas e ignoram o que, em última análise, o que causa a doença.
A razão pela qual a Terapia Gerson é eficaz em tantas doenças diferentes (SENDO O CÂNCER A QUE ALCANÇA MAIS ÍNDICE DE CURA) é que restaura a incrível capacidade do corpo de se auto-curar.
Em vez de tratar só os sintomas de uma doença específica, a Terapia Gerson trata as causas da doença em si.

É importante entender e usar todos os procedimentos de forma adequada e com acompanhamento, no entanto, não se pode afirmar que cure tudo, nem todos, nem sempre. Vale o registro como uma opção contra o sofrimento e mais uma forma de buscar a cura para esta doença que assola milhões de pessoas.