Dislexia Educação e o projeto de Lei 7081/2010
O projeto de Lei 7081/2010, cuja relatora é a Dep. Mara Gabrilli, dispõe sobre o diagnóstico e tratamento do TDAH e Dislexia em todo o território nacional.
O projeto visa corrigir uma lacuna no Brasil, já que aqui não há reconhecimento da dislexia e TDAH nas políticas educacionais. Esse fato dificulta muito que uma família consiga apoio na escola, e recursos didáticos adequados para melhorar a vida escolar de pessoas com dislexia e ou TDAH.
Pessoas com Dislexia têm o direito de serem reconhecidas, bem como serem atendidas nos sistemas de educação e saúde com cuidado prorio, de forma a garantir a maximização de suas potencialidades e sua qualidade de vida.
O projeto ainda propõe que os sistemas de ensino devem garantir aos professores da educação básica amplo acesso à informação, inclusive com relação aos encaminhamentos possíveis para formação continuada para capacitá-los para a identificação precoce dos sinais relacionados aos transtornos de aprendizagem ou do TDAH, bem como para o atendimento educacional escolar desses educandos.
Uma boa ideia não é tudo
Eu presenciei esta cena: em um bar da intelectualidade curitibana na
década de 70, o jovem jornalista Karam, conhecido por escrever peças de
teatro underground está sentado sozinho, curtindo seu chope e seu
cigarrinho. De repente sua tranquilidade é interrompida por um rapaz que
acabara de chegar e que lhe diz:
- Karam, bom te encontrar. Estou com uma peça ótima aqui na cabeça.
- Ah, é – responde o outro – e eu estou com duas aqui em baixo do braço.
A resposta esfriou o ânimo do intruso, e foi uma ótima lição para os
jovens que frequentavam o local, todos aspirantes a escritores,
dramaturgos, poetas – inclusive eu. Em síntese, o que ele quis dizer
foi: “Não me venha com ideias, traga-me logo o que você fez com elas”.
Se você observar com cuidado, em casa, no trabalho, nos bares, o mundo
todo está cheio de gente com milhões de ideias que nunca realizam,
pessoas que nem se empenham em executar seus planos como se fosse
suficiente apenas pensar. Afinal, agir dá trabalho, não é mesmo? E
depois vem o desconsolo da falta de reconhecimento. Pois é, o mundo é
cruel; aprecia as boas ideias, mas valoriza os resultados. Não bastam
boas intenções, é necessário mostrar serviço.
O mais provável é
que a maioria das ideias se cristalize na forma de intenção. E intenção
sem ação vira enrolação. O mundo está cheio de boas intenções, mas não
tem mais paciência com os enroladores. Os filósofos – que são
especialistas em ter ideias – também se preocuparam com a questão do
agir. Aristóteles, por exemplo, considerado um grande pensador, em
várias ocasiões insistiu que é preciso pensar para agir, mas é
necessário agir depois de pensar. A ação sem o pensamento é perigosa; o
pensamento sem a ação é inócuo. “É fazendo que se aprende a fazer aquilo
que se deve aprender a fazer” – disse ele, e acrescentou: “Nós somos
aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de
agir, mas um hábito”.
Essas observações, e tantas outras,
constam do Ética a Nicômaco, o livro que o grego dedicou a seu filho e
que escreveu depois de ter sido professor de Alexandre Magno, que, nessa
época já estava em algum lugar entre os Balcãs e a Índia, criando seu
império. Esse foi um que não se contentou apenas com ter ideias. Partiu
para a execução com a ferocidade de um felino faminto.
Executar
é o segredo. Levantar e partir para a ação, colocando em prática o
plano que veio da ideia, mesmo que tal plano esteja repleto de
imperfeições. É que o único jeito de corrigi-las é implementar, para
então ver o que funciona ou não.
Este assunto é antigo.
Percebendo que as pessoas tendem a não ter iniciativa e a ficar
esperando que as coisas aconteçam por conta própria, o estatístico
americano Walter Shewhart criou, lá na década de 1930, um pequeno
diagrama para estimular as pessoas a partir para a ação. Ele deu ao
diagrama o nome de Método da Melhoria, mas depois ficou conhecido como
Método PDCA, e que ainda é muito utilizado por ser uma ferramenta de
fácil compreensão e aplicação.
Trata-se de um círculo cortado
por duas linhas em quatro quadrantes de igual tamanho. Em cada quadrante
está uma das letras – P, D, C e A. O P está no quadrante superior
direito, onde começa o processo – o círculo gira no sentido horário. A
virtude deste método simples é que estimula você a agir de forma
coordenada: ele recomenda que você planeje (Plan), implemente o plano
(Do), verifique se o mesmo é bom (Check) e então o aprimore (Act).
Nas empresas este método é muito conhecido e aplicado. Os gerentes
experientes, depois de tentar vários processos mais sofisticados de
gestão, reconhecem que a simplicidade do PDCA é sua grande vantagem,
pois é fácil de ser compreendido e bastante prático para ser executado. E
não é só no mundo empresarial que ele pode ser aplicado, mas também em
nossas vidas pessoais. Tudo o que fazemos tem os mesmos componentes:
temos uma ideia, nos planejamos para executa-la e partimos para a ação.
Se acertamos, ótimo, se erramos, corrigimos o rumo. Pelo menos é assim
que deveria ser.
Muito tempo depois, já em nossos dias, um
consultor RAM C., observou que o que falta no mundo não são ideias, e
sim atitudes. Ele colocou suas observações em um livro seminal chamado
Execução – a disciplina para atingir resultados, e todos concordam que
ele acertou em cheio....
Neste livro há uma frase que é repetida
quase como um mantra nas empresas: “O elo perdido entre a ideia e o
resultado é a atitude”. No mundo corporativo a inovação é vantagem
competitiva. Empresas que inovam em seus produtos, serviços e processos
se modernizam e crescem. E todos sabem que a inovação depende da
criatividade, que começa com a ideia. Entretanto – alertam os mais
lúcidos – cuidado com o elo perdido.
Do abstrato para o concreto
Desde que o psicólogo Howard Gardner criou o conceito das Inteligências
Múltiplas, não paramos mais de criar novos conceitos de inteligência.
Antigamente, o inteligente era o que fazia contas de cabeça, ou o que
tinha boa memória, e até o que tinha ideias criativas. Atualmente esse
conceito foi relativizado e ampliado. Uma das definições que mais gosto
diz: “Inteligência é a capacidade de converter fenômenos abstratos”.
Beleza, mas… o que mesmo isso quer dizer?
Então vejamos.
Primeiro é necessário entender o que é um fenômeno abstrato, e depois
saber no que é que ele tem que se transformar. Mas é simples: abstrato é
o que não é concreto. E concreto é tudo o tem matéria, ocupa lugar no
espaço, pode ser medido e pesado, e pode ser percebido pelos órgão dos
sentidos. O concreto eu posso ver, tocar, agarrar. O abstrato não, mas,
cuidado… isso não significa que não exista.
É nisso que reside a
maravilha deste conceito. Uma ideia é abstrata, e a inteligência vai se
manifestar na capacidade de converter a ideia em algo real. Do abstrato
para o concreto. Simples assim. Inteligência é, sim, a capacidade de
utilizar as faculdades mentais para produzir benefício. Para ser
considerado inteligente não é suficiente ser inteligente, é necessário
usar a inteligência.
Falando em inteligência, o filme A rede
social, de 2010, que recebeu oito indicações para o Oscar e conta a
história da criação do Facebook, está cheio de personagens altamente
inteligentes, e é ambientado no compus da Universidade de Harvard e
depois no Vale do Silício, na Califórnia, onde a revolução da
informática teve início. Importante ressaltar que o filme é inspirado em
uma história real, e bem recente.
O roteiro explora as sessões
de conciliação em que participavam Mark Zuckenberg, o hacker que criou o
Facebook, os gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss e seus respectivos
advogados. Em resumo, os irmãos acusavam Zuckenberg de ter se apropriado
de uma ideia deles. A defesa, por seu lado, argumentava perguntando por
que os pretensos donos da ideia do site de relacionamentos não a
tinham, afinal, transformado em realidade.
O dilema ético está
posto, e pode dar margem a muitas interpretações, mas, como resultado
paralelo dessa história, fica a mensagem de que o mérito acaba
pertencendo, sim, a quem executa.
Pode ser cruel, mas a
História está cheia de exemplos dessa realidade. O próprio filme conta
também a história de Sean Parker, que se tornou sócio do Facebook e o
ajudou a decolar. Antes ele tinha sido o criador da ideia de que músicas
poderiam ser baixadas pela internet, e criou o site Napster, que
funcionava mas nunca virou um negócio. Tempos depois, Steve Jobs lançou o
iTunes, que revolucionou a indústria fonográfica e que domina esse
mercado até hoje. De quem é o mérito?
Talvez por ter aprendido a
lição, Parker age diferente quando se junta a Mark, e consegue um
investidor que dá fôlego ao grupo e viabiliza o negócio, enquanto o
brasileiro Eduardo Savarin, companheiro de primeira hora de Mark,
tentava, inutilmente, conseguir patrocínio. Quando este se revolta e
alega que foi traído na Califórnia enquanto ralava em New York buscando
anunciantes, Mark lhe pergunta: “E quantos conseguiu?”. Como ele não
havia conseguido nenhum, teve que calar-se.
Uma longa jornada
sempre começa com o primeiro passo, e o primeiro passo é a ideia. Pois
é… Uma boa ideia sempre é o começo de tudo, mas é apenas isso: um
começo. Para chegar em algum lugar, entretanto, é necessário dar os
passos seguintes.
Texto adaptado da publicação Revista Vida Simples nº 117 01/04/2012. E. Mussak
O Cheiro dos livros
Quantos livros vc ja leu em toda a sua vida? 1,2,3...?
Para quem tem desenvolta a habilidade de leitura, estes números podem facilmente ser convertidos em meses ou até mesmo semanas.
Vamos tentar entao de outra forma:
- Quantas peças de teatro ou filmes você já assistiu? 10,20,30...?
Para quem é Cinéfilo, usaremos a mesma proporção..ou seja, estes numeros poderiam ser facilmente convertidos em meses ou até semanas, nao é?!
E agora, que tal fazermos o cruzamento de informações e tentarmos responder:
- Quantos dos filmes ou peças que você assistiu ao longo de sua vida, eram baseados total ou parcialmente em livros? Hum...Seu número de livros "lidos" aumentou significativamente, nao foi?
Bom...Já que voce"embarcou nesta viagem" e chegou até este ponto do caminho (e te agradeço por isso), vou te pedir para exercitar um pouco mais de sua criatividade e imaginar como seria se cada letra do alfabeto tivesse um cheiro?
- Quantos livros você "leria"?.... Nenhum, 1 ou 2 por curiosidade...?
Pois muito bem, fique tranquilo, você está dentro da média....da sua média.
Mas e que tem memória Olfativa por exemplo??
Você concorda que este número seria mais elevado?
Este singelo exercício de raciocinio se presta somente para ilustrar que, nós (porque um dia nos disseram assim) por vezes esqueçemos que existem inúmeras outras formas de aprendizado e não somente o vindo de um bom livro interpretado por nós.
Quando assistimos uma peça de teatro ou filme, lemos sim um livro, mas delegamos a terceiros a interpretação deste "livro".
Certamente faremos a adequação desta interpretação, mas o importante é que, antes de mais nada, adquirimos informação e, em muitos casos, isso se transforma em profundo conhecimento.
Diante disso, nao chega a ser dificil percebermos que em quase todos os casos, o que realmente "falha" é a forma que, se baseando apenas na maioria...exclue, rotula e marginaliza, quem, por incapacidade biológica, emocional ou ambos, necessita de outras formas de aprendizado.
"Senhoras e senhores"...eu vos apresento a Dislexia....?
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Pesquisa revela quadro da depressão em 2020.
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| OMS prevê que em 2020 depressão será responsável pelo maior número de incapacitados no mundo A pesquisa, publicada no Jornal Brasileiro de Psiquiatria, em 2012, discute os sintomas de depressão em idosos e o seu prejuízo funcional para essa faixa etária. Escrito pelo Departamento de Educação Física da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o artigo “Sintomas depressivos e prejuízo funcional [...] ressalta também a importância de programas que prestam atendimento ao paciente. A relação da depressão com a perda do desempenho de atividades básicas de rotina e as causas do transtorno entre as pessoas é cada dia mais relevante. Os autores explicam que os que apresentam quadros de depressão podem demonstrar maiores complicações físicas e funcionais que comprometam as atividades diárias, uma vez que a depressão tem por sintomas a perda de interesse pelas atividades, o cansaço e o desânimo. “Sabe-se que há uma associação entre essas variáveis e, consequentemente, uma diminuição da qualidade de vida, porém, os estudos não têm conseguido demonstrar ainda uma relação de causa e efeito, ou seja, se a depressão por si só pode levar a uma diminuição dos níveis funcionais ou se a queda de desempenho nas atividades funcionais pode levar ao desenvolvimento da depressão”, afirmam. A pesquisa chama a atenção para o avanço da depressão e diz que, em 2020, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a doença “pode ser a maior causa de incapacidade no mundo”. E importante lembrar que não existe uma razão específica para que a população desenvolva depressão, já que esta doença é multifatorial e envolve inumeras variantes. O artigo esclarece a participação mais mulheres do que homens. “O sexo feminino é apontado como um dos fatores de risco para depressão, o que é confirmado pela alta frequência de sintomas depressivos em mulheres participantes de vários estudos presentes na literatura. Porém, apesar de não haver uma exata explicação biológica que esclareça esses dados, a mulher parece estar mais exposta a outros fatores de risco que também estão associados ao desenvolvimento da depressão, como baixo grau de instrução, baixa renda, pior condição de saúde, piores níveis de funcionalidade e baixo suporte social”, comenta. [...] “As clinicas de atendimento, são uma ferramenta fundamental voltada para atenção e cuidados especiais, enquanto não existem agravantes no quadro. A pesquisa ainda demonstra que: “faz-se necessária a expansão de programas como esse e também de pesquisas voltadas a essa população específica. Só assim será possível conhecer melhor as características físicas, cognitivas e psicológicas dessas pessoas e estruturar ações preventivas e de tratamento”.
Agência Notisa
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Stress no trabalho aumenta em até 70% risco de problemas cardiovasculares em mulheres
Pesquisa feita em Harvard
mostrou que empregos que exigem muitas tarefas em pouco tempo elevam
chances de mortes por doenças do coração.
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Stress no trabalho é risco a longo prazo para saúde cardíaca da mulher, diz estudo
(ThinkStock)
CONHEÇA A PESQUISAOs pesquisadores consideraram um trabalho muito estressante como aquele cujas tarefas demandam muito das mulheres — ou seja, as fazem produzir o tempo todo com prazos difíceis de serem cumpridos e as deixam sempre em estado de tensão. Segundo os resultados, em relação a mulheres cujo emprego era menos estressante, aquelas que sofriam mais stress no trabalho tiveram um risco 40% maior de terem qualquer problema decorrente de uma doença cardiovascular (ataque cardíaco, AVC, cirurgia ou morte) e aproximadamente 70% mais chances de sofrerem um infarto não fatal.
Título original: Job Strain, Job Insecurity, and Incident Cardiovascular Disease in the Women’s Health Study: Results from a 10-Year Prospective Study
Onde foi divulgada: revista PLoS One
Quem fez: Natalie Slopen, Robert Glynn, Julie Buring, Tené T. Lewis, David Williams e Michelle Albert
Instituição: Hospital Brigham and Women da Universidade de Harvard, Estados Unidos
Dados de amostragem: 22.086 mulheres com idade média de 57 anos
Resultado: Trabalhos estressantes e altamente tensos aumentam em 40% chances de evento cardiovascular, morte por um problema desses e cirurgia cardíaca e em 70% risco de infarto não fatal
Leia também: Mulheres que têm trabalho exaustivo tendem a comer mais e descontroladamente
Vitamina B pode melhorar stress relacionado ao trabalho
Stress no trabalho é risco crescente para a saúde pública
Essas conclusões foram baseadas em 10 anos de pesquisa feita com 22.086 mulheres que tinham, em média, 57 anos quando o estudo começou. Durante esse período, foram registrados 170 ataques cardíacos, 163 casos de acidente vascular cerebral (AVC) e 52 mortes por doença cardiovascular. Ao calcularem a relação entre stress no trabalho e esses eventos cardíacos, os pesquisadores também levaram em consideração outros fatores de risco, como idade, estilo de vida e hábitos alimentares.
“Empregos altamente estressantes e que provocam tensão entre os trabalhadores são uma forma de stress psicológico e surtem efeitos adversos à saúde cardiovascular a mulher a longo prazo. Nossos resultados sugerem a necessidade de cuidados especiais de saúde a pessoas que sofrem maior tensão no trabalho e que, portanto, podem ter um maior risco de eventos cardiovasculares”, diz a coordenadora da pesquisa, Michelle Albert.
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Síndrome do coração partido
Pesquisa sugere que o problema desacelera função cardíaca para evitar que o coração seja excessivamente estimulado em situações de stress.
A ‘síndrome do coração partido’, é uma doença
que têm causas emocionais e sintomas parecidos com os do infarto do
miocárdio, embora provoque problemas cardíacos temporários, na verdade é
uma maneira de proteger o coração contra descargas muito grandes de
adrenalina.
Essa síndrome, chamada cardiomiopatia de Takotsubo, pode aparecer
quando uma pessoa tem um grande choque emocional, seja ele positivo ou
não, como o fim de um relacionamento, a perda de um ente querido ou o
fato de ganhar na loteria, por exemplo. Esse indivíduo, então, sofre com
uma sobrecarga intensa de hormônios do stress, como a adrenalina, e
pode ter dores fortes no peito, falta de ar e até desmaio. Na maioria
dos casos, a vítima consegue se recuperar e não volta a apresentar o
problema.'Síndrome do coração partido', potencialmente fatal, atinge mais mulheres do que homens.
Doença que protege outras — Segundo a pesquisa, a 'síndrome do coração partido' é uma maneira de proteger o corpo contra danos mais graves. Os autores sugerem que pessoas com esse problema têm uma resposta diferente à adrenalina e, em vez de apresentarem um estímulo excessivo da função cardíaca quando há uma carga grande do hormônio, elas reduzem o bombeamento do coração em situações de stress. Isso, de acordo com os pesquisadores, provoca uma insuficiência cardíaca temporária, mas que é recuperada em poucos dias ou semanas.
Essas conclusões foram obtidas após os pesquisadores realizarem testes com ratos que foram induzidos a apresentar características do coração semelhantes às de pessoas com a 'síndrome do coração partido'. Os animais, então, receberam doses fatais de adrenalina e de outras substâncias que superestimulam o coração. Os autores do estudo observaram que os ratos com a síndrome se mostraram protegidos contra quantidades tóxicas do hormônio. "Há novas pistas sobre como o coração pode se proteger do stress, e isso abre portas para novas pesquisas sobre a 'síndrome do coração partido'".
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TODOS PRECISAMOS TER AMANTES !!

Não nos impactemos pelo título. Leia com serenidade e entenderás que muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um.
Há também as que não têm, e os que tinham e perderam.
Geralmente,
são essas últimas que vêm aos nossos consultórios, contar que estão
tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia,
pessimismo, crises de choro, dores etc.
Elas nos contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver
e que não sabem como ocupar seu tempo livre.
Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.
Antes
de nos contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios,
onde receberam as condolências de um diagnóstico firme:
"Depressão", além da inevitável receita do antidepressivo do momento.
Assim, após escutá-las atentamente, lhes dizemos que não precisam de nenhum antidepressivo; digo-lhes que precisam de um AMANTE!!!
É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem a sugestão.
Há as que pensam:
"Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas"?!
Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais.
Para aquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte:
"AMANTE é
aquilo que nos apaixona; é o que toma conta do nosso pensamento antes
de pegarmos no sono; é também aquilo que, às vezes, nos impede de
dormir.
O nosso "AMANTE " é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta.
É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida.
Às vezes encontramos o nosso "AMANTE" em nosso parceiro.
Também
podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música,
na política, no esporte, no trabalho, na necessidade de transcender
espiritualmente, na boa mesa, no estudo ou no prazer obsessivo do
passatempo predileto...
Enfim, é "alguém" ou "algo" que nos faz "namorar a vida" e nos afasta do triste destino de ir levando.
E o que é "ir levando"?
Ir
levando é ter medo de viver. É o vigiar a forma como os outros vivem, é
o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos,
tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante,
observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se
aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a
chuva.
Ir
levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se
contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar
algo amanhã.
Por favor, não se contente com "ir levando"... Seja também um amante e um protagonista de sua própria vida!
Acredite:
O trágico não é morrer; afinal a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém.
O trágico é desistir de viver...
Por isso, procure algo para amar...
A psicanálise, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental:
PARA ESTAR SATISFEITO, ATIVO E SENTIR-SE JOVEM E FELIZ, É PRECISO NAMORAR A VIDA E DELA SER AMANTE...
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Adaptado - Jorge Bucay - Argentina/2002
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