Sindromes da Insensibilidade
O embotamento afetivo ou a diminuição das demonstrações de afeto é uma alteração geralmente mais notada pelos familiares do que pela própria pessoa.
O cônjuge observa um “esfriamento” que é muitas vezes interpretado como desamor. A capacidade e disposição para o prazer na inter-relação humana se restringem. Isso inclui desde a vida sexual até os relacionamentos familiares, as amizades e os mantidos nas diferentes esferas sociais.
Alexitimia - é uma das denominações que têm sido usada para expressar etimologicamente a idéia de distanciamento em relação aos próprios sentimentos. O indivíduo passa a não mais discriminar seus sentimentos e emoções. Há uma associação de características alexitímicas tanto com o risco de infarto como com hipertensão arterial, inclusive em pessoas jovens.
Depressão Essencial – existe uma amputação do mundo afetivo em relação aos outros campos de ações da pessoa. O indivíduo passa a viver uma “vida operativa”, onde o existir cotidiano se resume a pensamentos e ações essencialmente operativos. Ocorre o desaparecimento da expressão de quaisquer emoções e a pessoa assume uma aparência de uma gélida insensibilidade. O trabalho continua sendo desempenhado de modo formalmente correto, embora assumindo um caráter mecânico, de trabalho sem prazer. Não existem sintomas de ansiedade, a tristeza não é manifestada, não há idéias de fracasso ou de suicídio – o que ocorre é uma espécie de enregelamento em que desaparece o prazer.
Normopatia - a pessoa evita qualquer expressão de sofrimento. Os normopatas constroem fortes barreiras psicológicas de qualquer sofrimento psíquico.
A insensibilidade pode levar a pessoa a um modelo paranóico de personalidade.
Este modelo tende a surgir quando a pessoa se apresenta como detentores da verdade e só pode ser aceito em seu interior o discurso da certeza e da infabilidade. Os que são levados a se identificar com esta pessoa “modelar” e “infalível” também passam a desprezar todos aqueles que não trabalham para esta "grandeza"..
Estudando as dinâmicas destas pessoas, se percebe que lagumas se tornam inflexíveis e mesmo impiedosas com quem não adete plenamente ao ideal de perfeição. As atividades de racionalidade isolam a afetividade. As atividades computadorizadas oferecem um exemplo.
A necessidade de respeitar o psiquismo humano em seus aspectos não racionais é essencial para a integridade deste psiquismo e, portanto, para a saúde mental e geral.
A racionalidade não é um mal. O risco apontado acontece tão-somente quando se implantam princípios de gestão e de organização do trabalho em nossas vidas pessoais, que promovam a exclusão e mesmo o menosprezo à dimensão afetiva
. Embora exista o estímulo da racionalidade necessária aos desempenhos, o problema não reside aí, e sim nas pressões que exacerbam essa racionalidade.
Desumanização
Uma foto rodou o mundo na semana passada. Uma pessoa
foi empurrada nos trilhos do metrô de Nova York. A estação da Times
Square tinha, segundo relatos, algumas dezenas de pessoas e dentre elas
um fotógrafo. O homem tentava sair dos trilhos, escapar da morte. As
pessoas em volta nada fizeram, exceto o tal fotógrafo.
Ele não tentou ajudar o homem. Ele sacou sua câmera e clicou algumas
vezes o homem nos trilhos, o trem se aproximando. Tudo, entre a queda e
a morte, não teria levado mais que alguns segundos. Há divergências
quantos.Na estação, os voyeurs não moveram um músculo. Assistiram pacientemente a morte de uma pessoa. Na estação, um fotógrafo freelancer eternizou o momento, para outros voyeurs na foto que foi estampada no New York Post com a manchete:
ESTE HOMEM ESTÁ PRESTES A MORRER.
Há alguma diferença entre as atitudes da plataforma. Alguns se contentaram em contemplar os últimos instantes de um "condenado à morte", como, aliás, é morbidamente comum nos corredores da morte nas penitenciárias dos Estados Unidos.
O fotógrafo reagiu. Se mexeu. Mas fez o mesmo que os outros anônimos, deixou o trem passar em cima de uma pessoa. Reagiu em nome do trabalho, afinal ele é fotógrafo, faz disso sua vida. Apesar de chocante, nada espanta. Antes de tudo, antes de si mesmo, antes de qualquer coisa, aquele rapaz é fotografo. E é aquilo que ele pode ser.
Não é de hoje, nem sequer de ontem. Há muito nos definimos, nos enxergamos no mundo, a partir do ponto de vista específico: o do trabalho. Eu sou aquilo que eu faço pra viver.
Umar Abbasi, o fotógrafo, apertou várias vezes o botão da câmera buscando a melhor foto, enquanto Ki-Suck Han vivia seus últimos segundos. Afinal, antes de qualquer outra categoria, qualquer humanidade, Abbasi é fotógrafo. Viu, naquela cena, a grande oportunidade de bem realizar seu trabalho. E o fez.
Déficit de Atenção em Adultos
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma das condições neurológica e de desenvolvimento mais estudadas. Em termos gerais, desatenção, impulsividade e hiperatividade são os sintomas de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, o qual, acreditava-se anteriormente, acometia apenas as crianças. Hoje já se reconhece que o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é uma condição crônica, que persiste na vida adulta.
É comum as crianças com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade terem também um dos pais com esse problema. Isso ocorre porque, infelizmente, como tantas outras características, também essa é uma condição genética em cerca de 80% dos casos.
Desde a primeira descrição desse distúrbio de atenção, no início do Século XX, essa condição clínica recebeu diversas denominações ao longo do tempo. Já foi chamada de Lesão Cerebral Mínima, Disfunção Cerebral Mínima, Síndrome da Criança Hiperativa, Distúrbio Primário da Atenção, e Distúrbio do Déficit de Atenção com ou sem hiperatividade.
Desde o início de sua observação até hoje, os estudos sobre o Distúrbio de Déficit de Atenção se referem às crianças em sua expressiva maioria. Os critérios diagnósticos para Distúrbio de Déficit de Atenção, de acordo com o DSM-IV, referem características mais comumente observáveis em crianças e por essa razão os adultos com o diagnóstico de Distúrbio de Déficit de Atenção acabam não preenchendo tais critérios.
Em 1980 o DSM-III (classificação norte-americana de transtornos mentais que antecedeu o DSM-IV) passou a utilizar a denominação Distúrbio de Déficit de Atenção e, com essa mudança, o transtorno não foi mais obrigatoriamente associado à hiperatividade, mas sim, às dificuldades de atenção. Hoje, parece mais consensual que nas meninas o tipo clínico mais comum é sem hiperatividade, chamado Transtorno de Déficit de Atenção Predominantemente Desatento e nos homens, mais freqüentemente os quadros com Transtorno de Déficit de Atenção Predominantemente Hiperativo.
Durante muitos anos acreditou-se também que os sintomas de TDAH geralmente desaparecessem espontaneamente no final da adolescência. De fato, existe uma tendência da hiperatividade declinar com o passar dos anos, mas os sintomas de desatenção tendem a persistir. Na verdade também a hiperatividade nem sempre a desaparece, ela apenas evolui de acordo com a idade, havendo uma “domesticação” do comportamento hiperativo. O comportamento hiperativo é substituído por atitudes de estar sempre andando de um lado para outro, de fazer tudo como se estivesse com muita pressa, de não conseguir deixar as mãos paradas e assim por diante.
Hoje em dia alguns autores acreditam que o TDAH persiste em aproximadamente 50 a 70% dos casos na idade adulta, embora o quadro clínico sofra algumas modificações com o passar do tempo (Wender, 1995).
Apesar do TDAH acometer entre 3 e 5 % das crianças, sendo considerada uma das patologias psiquiátricas mais freqüentes nesse grupo etário, pouco se sabe de sua real prevalência em adultos. Embora esse transtorno tenha sido raramente diagnosticado até recentemente em adultos, estima-se que 30 a 60% dos casos tenha seus sintomas persistidos na idade adulta, sendo sua prevalência estimada em 1 a 2%.
Quadro Clínico
O Adolescente com TDAH
As diferenças do adolescente com TDAH decorrem do próprio amadurecimento do Sistema Nervoso Central, da faixa etária e da fase da vida mas, em geral, o adolescente com TDAH têm dificuldade de ficar concentrado nas aulas, em leituras, principalmente se não tiver nenhum interesse pelos temas das aulas.
Esse critério, entretanto, deve ser cuidadosamente considerado. Há uma tendência natural em se atribuir a alguma "doença" nossas falhas, como se fosse um deslocamento da responsabilidade sobre o desejável empenho que um estudante deve ter. Pensar na possibilidade de alguma "doença" que compromete a "boa vontade" alivia muito o sentimento do dever.
Esse critério deve ser considerado também com cautela, pois, devido à sabida tendência de buscar em alguma "doença" justificativas para nossas falhas, a falta de perseverança e determinação, a negligência no empenho para resolver compromissos e deveres costumam ter um peso bastante atenuado se atribuirmos um desempenho claudicante ao TDAH.
No TDAH
franco e verdadeiro é muito marcante a tendência dos pacientes em fazer
várias coisas ao mesmo tempo, muito embora dificilmente consigam
completar alguma dessas coisas. Essas pessoas são impacientes e
inquietas, em constante busca de novidades e emoções. A ousadia,
portanto, pode estar presente na forma da condução perigosa de
veículos, na busca por esportes radicais e outros desafios.
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Além disso, podem fazer uso abusivo de álcool ou drogas. Em geral os adolescentes com TDAH procuram as drogas porque se sentem passageiramente melhor sob o efeito delas, embora sejam inadequadas como tratamento. Normalmente existe o mesmo distúrbio entre familiares do paciente com TDAH, uma vez que esse problema tem um forte componente genético.
O quadro sintomático do TDAH pode ser dividido em 3 áreas: a atenção, o controle dos impulsos e a atividade motora. O sintoma mais exuberante, notadamente nas crianças, é o comportamental, ou seja, o descontrole impulsivo e a hiperatividade, mas o déficit da atenção costuma ser a manifestação mais duradoura e mais relacionada aos prejuízos sócio-ocupacionais. Como vivemos num mundo onde a produção é o passaporte para a vida em sociedade, os prejuízos sócio-ocupacionais acabam sempre sendo determinantes na busca de ajuda médica.
O Adulto com TDAH
O adulto com TDAH se caracteriza por um comportamento desatento, desconcentrado e facilmente distraído. Normalmente ele é pouco persistente no que faz, tendo dificuldade em completar suas tarefas, a ponto de alguns deles nunca terem conseguido ler um livro até o final.
Com um estilo de vida bastante desorganizado, normalmente esses pacientes esquecem de pagar contas em dia, são confusos e caóticos no trabalho, esquecem compromissos, não conseguem estabelecer prioridades. Isso tudo acaba ajudando esses pacientes a se atrasarem com muita freqüência aos compromissos.
Em geral eles são impacientes, tomam decisões precipitadas e, muitas vezes, se arrependem daquilo que fazem impulsivamente, são também inquietos, têm dificuldade em ficar quietos e quase sempre estão procurando coisas para fazer. São extrovertidos e falantes, monopolizam as conversas e a atenção dos demais, mas, por outro lado, costumam ser péssimos ouvintes.
Tal como os adolescentes, esses adultos são também impulsivos para dirigir. No trabalho têm um rendimento abaixo do que seriam capazes, mudam freqüentemente de emprego, de relacionamentos e/ou de residência. São muito emotivos, têm freqüentes oscilações do humor e se irritam com facilidade.
AtençãoPara entendermos as alterações do TDAH na área da atenção temos de rever a questão da vigilância e da tenacidade. A tenacidade é a propriedade de manter a Atenção orientada de modo permanente em determinado sentido.
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A vigilância é a possibilidade
de desviar a atenção para um novo objeto, especialmente para um
estímulo do meio exterior. Essas duas qualidades da atenção se
comportam, geralmente, de maneira antagônica, ou seja, quanto mais
tenacidade sobre um determinado objeto está se dedicando, menos
vigilante estamos em relação à eventuais estímulos a serem apreendidos.
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As alterações da Atenção no TDAH aparecem na forma dos sinais abaixo listados, os quais podem estar presentes também em pessoas normais, porém, atenuadamente:
Alterações da Atenção no TDAH
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A pessoa comete erros por puro descuido, não presta muita atenção nos
detalhes, negligencia nos deveres escolares, no trabalho, ou em outras
atividades;
- Mostra dificuldade em atividades que exijam uma atenção prolongada, tal como nas tarefas ou nos jogos;
- Mostra dificuldade em manter a atenção com a fala das outras pessoas, parece não escutar o que lhe falam;
-
A pessoa é pouco persistente, não completa tarefa, não obedece às
instruções passo a passo e não completa deveres, ou tarefas no trabalho,
por impaciência ou falta de persistência;
-
Apresenta um estilo de vida desorganizado, tem dificuldade em ser
organizado em trabalhos ou outras atividades, em controlar o talão de
cheques, contas, etc;
- Costumeiramente perde objetos ou pertences, como chaves, canetas, óculos, etc;
-
Qualquer estímulo desvia sua atenção do que está fazendo, evita e se
mostra relutante a envolver-se em tarefas que exigem um esforço mental
prolongado, tais como deveres escolares ou trabalhos de casa;
- Muda freqüentemente de uma atividade para outra, quase sempre sem completar a anterior;
- Vive freqüentemente atrasada;
- Sofre a ocorrência de "brancos" durante uma leitura, conversa ou conferência.
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HiperatividadeQuanto à hiperatividade, esta se manifesta como uma espécie de reatividade psicomotora exagerada aos estímulos, uma desinibição da resposta motora, ou uma deficiência no controle da psicomotricidade. Nos adultos a hiperatividade pode ser bem menos marcante que nas crianças. Na adolescência, a hiperatividade diminui, enquanto que o déficit de atenção, a impulsividade e a desorganização permanecem como os sintomas predominantes.
Os sinais da hiperatividade observados em adultos e em grau capaz de comprometer a adaptação e o desenvolvimento costumam ser os seguintes:
Sinais da Hiperatividade Observados em Adultos
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Apresenta uma sensação subjetiva constante de inquietação ou ansiedade,
com dificuldade em brincar ou praticar qualquer atividade de lazer
sossegadamente;
- Busca freqüentemente situações estimulantes, muitas vezes que implicam risco, podendo correr ou subir em locais inadequados. - Costuma fazer diversas coisas ao mesmo tempo, como, por exemplo, ler vários livros; - Está sempre mexendo com os pés ou as mãos ou se revira na cadeira; - Fala quase sem parar, e tem tendência a monopolizar as conversas; - Mostra necessidade de estar sempre ocupado com alguma coisa, com freqüência está preocupado com algum problema seu ou de outra pessoa, freqüentemente está muito ocupado ou freqüentemente age como se estivesse "elétrico"; -Não permanece sentado por muito tempo, levanta-se da cadeira na sala de aula ou em outras situações nas quais o esperado é que ficasse sentado. |
ImpulsosEm relação ao controle dos impulsos, o que parece acontecer é uma dificuldade na manutenção da inibição social e comportamental normais, uma alteração neurobiológica do autocontrole.
As características do déficit de controle dos impulsos em adultos com TDAH se apresentam da seguinte forma:
Caracterísiticas comportamentais do TDAH em Adultos
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- A pessoa responde antes de ouvir a pergunta toda;
- Age por impulso em relação a compras, decisões em assuntos importantes, em rompimento de relacionamentos, e por vezes se arrepende logo depois; - Apresenta reações em curto-circuito, com rápidas e passageiras explosões de raiva, tipo "pavio curto"; - Dirige perigosamente; - É de uma espontaneidade excessiva, chegando às raias da falta de tato e de cerimônia. - É hiper-sensível à provocação, crítica ou rejeição; - É impaciente e tem grande dificuldade de esperar; - Mostra baixa tolerância à frustração; - Não consegue se conter, reagindo mesmo quando a situação não o atinge diretamente ou quando sua reação pode prejudicá-lo; - Sofre oscilações bruscas e repentinas do humor, quase sempre de curta duração; - Tem tendência a explosões histéricas; - Tem um mau humor fácil. |
Com essas características comportamentais justifica-se o estresse das famílias desses pacientes, principalmente levando-se em conta o prejuízo nas atividades escolares, ocupacionais, vocacionais e sociais. Isso sem contar, considerando o próprio paciente, os efeitos negativos em sua auto-estima, normalmente muito rebaixada.
As conseqüências existenciais da pessoa com TDAH, principalmente em adultos, seriam:
Conseqüências Existenciais do TDAH em Adultos
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- Adiamento crônico de qualquer tarefa ou compromisso, ou seja, dificuldade de dar a partida;
- Alcoolismo e abuso de drogas; - Baixa auto-estima e um sentimento crônico de incapacidade e pessimismo; - Demora tempo excessivo na execução de algum trabalho, devido em parte ao sentimento de insuficiência. - Difícil sociabilidade, dificuldade em manter os relacionamentos duradouros; - Tendência a culpar as outras pessoas; |
Além disso, são muitos os estudos que mostram um risco aumentado de desenvolverem outros transtornos psiquiátricos na infância nas crianças com essa síndrome, juntamente com a comorbidade (concomitância) de outros transtornos também nos adolescentes e nos adultos. Entre essas eventuais alterações psíquicas as mais temerárias seriam o comportamento anti-social, abuso ou dependência de álcool e drogas, transtornos sérios do humor e de ansiedade.
Outros traços podem fazer parte da personalidade do portador de TDAH. Entre esses traços estaria presente a tendência à caligrafia
ruim, dificuldades de coordenação motora, dificuldades no adormecer e
de despertar, sendo pessoas que adormecem e despertam tarde, maior
sensibilidade a ruídos e ao tato, síndrome pré-menstrual mais acentuada, dificuldade de orientação espacial e na leitura de mapas, deficiência na avaliação do tempo.
DiagnósticoO diagnóstico do TDAH,
como sempre deveria ser em medicina, repousa em dois grandes aspectos: o
quadro clínico, com a observação de sintomas na idade adulta,
juntamente com a história de eventuais sintomas apresentados na
infância. Portanto, o diagnóstico é fundamentalmente clínico. Para o
diagnóstico de TDAH em adultos alguns autores têm sugerido o seguinte:
Diagnóstico de TDAH em Adultos
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História infantil compatível com o transtorno do adulto;
Ausência de transtorno de personalidade anti-social, esquizotípica ou borderline, Ausência de transtornos do humor, esquizofrenia e transtornos esquizoafetivos; Dois dos seguintes sintomas: 4.1 - déficit de atenção, 4.2 - hiperatividade, 4.3 - labilidade emocional, 4.4 - incapacidade de cumprir uma tarefa inteira, 4.5 - temperamento explosivo, 4.6 - impulsividade, 4.7 - intolerância ao estresse |
Para o diagnóstico no adulto Brown (1995) propôs critérios baseados nos aspectos nucleares do transtorno, que seriam cognitivos e emocionais:
Critérios de Brown para o diagnóstico de TDAH em Adultos
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- Ativação e organização no trabalho: dificuldade em iniciar tarefas, organizar-se, estimular-se sozinho para rotinas diárias.
- Sustentação da atenção: dificuldades para manter a atenção nas tarefas, distração ou "sonhos acordados" excessivos durante o dia, em especial enquanto está ouvindo ou lendo por obrigação. - Manutenção da energia e do esforço: dificuldades em manter um nível consistente de energia e esforço nas tarefas, sonolência diurna, cansaço mental. - Labilidade do humor e hipersensibilidade à crítica: irritabilidade variável e não desencadeada por fatores externos, aparente falta de motivação, rancor exagerado. - Dificuldades de memória: dificuldades na recuperação de material recente (nomes, datas, fatos) e remoto. |
Devido (também) a esses problemas, os portadores de TDAH têm baixa auto-estima, sentem-se desmoralizados, fracassados e superados pelos seus pares. A comorbidade com esse transtorno ocorre com dificuldade no aprendizado, depressão, irritabilidade e abuso de substâncias.
De qualquer forma, existe um consenso de que o diagnóstico de TDAH deva ser clínico, ou seja, fundamentalmente baseado na observação dos sinais e sintomas e na importância da história clínica. Em relação à essa última, devem ser entrevistados membros da família, ou pessoas que convivam de perto do paciente (professores, chefes no serviço...), tendo em vista o fato comum da falta de insight desses pacientes.
A performance escolar desses pacientes deve ser sempre investigada com atenção, tendo-se em mente que, embora possa haver baixo rendimento escolar, não é raro que essas pessoas sejam bem dotadas intelectualmente. Também devemos levar em consideração que, como em qualquer outro transtorno médico, existe a possibilidade de uma gama variável de intensidade do quadro clínico, de casos bastante leves ou discretos, até os mais graves e com profundo comprometimento funcional.
O diagnóstico atual de TDAH pelo DSM-IV enfatiza a possibilidade de haver uma (a) - forma predominantemente desatenta, (b) - uma forma predominantemente hiperativa e (c) - uma forma mista, reconhecendo que os sintomas estão presentes antes dos sete anos de idade. Mas há ainda a possibilidade do diagnóstico de TDAH "em remissão parcial" para adolescentes e adultos que não preenchem os critérios plenos, devido a uma atenuação da sintomatologia. Os sintomas encontrados nos adultos são, geralmente, bem menos floridos que em crianças.
Comorbidade
Num trabalho de Millstein, Wilens, Biederman e Spencer em 1998, foram examinados 149 adultos com TDAH. Em 97% deles foram assinaladas de uma a quatro condições psiquiátricas comórbidas (concomitantes). Esses dados são extremamente importantes, na medida em que permitem deduzir que o tratamento exclusivo da outra condição psiquiátrica comórbida sem o adequado tratamento para o TDAH resultará em resultados insatisfatórios.
Com freqüência se associam ao TDAH os seguintes transtonos emocionais:
a - Distúrbios depressivos, geralmente a distimia ou quadros depressivos intermitentesEtiologia
b - Distúrbios ansiosos, comumente o distúrbio da ansiedade generalizada, o distúrbio do pânico, quadros
fóbicos, obsessivos e o distúrbio de Tourette.
c - Alcoolismo e abuso de drogas.
d - Distúrbios anti-sociais.
e - Distúrbios delirantes.
Importante para o diagnóstico lembrar que o TDAH é uma condição que acompanha a pessoa desde sempre, é constitucional e inerente à biologia da pessoa, portanto, ninguém adquire TDAH. A pessoa É portadora de TDAH, ela não ESTÁ com TDAH .
A maioria dos trabalhos recentes sobre TDAH encontra evidências de que se trata de um distúrbio neurobiológico. Alguns apontam para um eventual déficit de neurotransmissores, e outros dão ênfase ao déficit funcional do lobo frontal, mais precisamente do córtex pré-frontal.
Entre os neurotransmissores envolvidos no TDAH a dopamina (DA) e a noradrenalina (NA) teriam papel de destaque. Não parece haver participação da serotonina no Distúrbio de TDAH .
A favor dessa hipótese está o fato dos medicamentos que aumentam as quantidades de DA e NA no cérebro serem capazes atenuar os sintomas do TDAH, enquanto os antidepressivos que aumentam a serotonina (como a fluoxetina) não parecem ter bom efeito sobre esses sintomas.
Quanto ao eventual comprometimento do lobo frontal e de estruturas subcorticais (núcleo caudado e putamen) com ele relacionadas no TDAH, as técnicas especiais de neuro-imagem têm revelado alguns resultados promissores. Acredita-se que os lobos frontais tenham uma função executiva, importantes para a capacidade de iniciar, manter, inibir e desviar a atenção.
Portanto, seria tarefa dos lobos frontais o gerenciamento das informações recebidas, a integração da experiência atual com a experiência passada, o monitoramento do comportamento presente, a inibição das respostas inadequadas, e a organização e planejar de metas futuras. Podemos compreender dessa forma muitas das manifestações de TDAH como resultado de uma deficiência funcional do lobo frontal.
Evidenciou-se ainda, uma simetria anormal do córtex pré-frontal de pacientes com TDAH. Normalmente o córtex pré-frontal direito é ligeiramente maior que o esquerdo mas, nesses pacientes, haveria uma redução do córtex pré-frontal direito (Barkley, 1997).
Estudos diversos com gêmeos e com crianças adotadas sugerem fortemente que o TDAH é um distúrbio genético ou, no mínimo, constitucional. Tem sido extremamente comum vermos pacientes com TDAH e histórias familiares com ocorrência do mesmo distúrbio em pais ou irmãos. Recentemente acredita-se que o uso de álcool, fumo e drogas durante a gestação sejam fatores peri-natais importantes para o desenvolvimento de TDAH.
Curso
A maioria dos pais observa pela primeira vez o excesso de atividade motora quando as crianças ainda estão engatinhando, freqüentemente coincidindo com o desenvolvimento da locomoção independente, mas o transtorno é mais comumente diagnosticado pela primeira vez durante as primeiras séries escolares, quando o ajustamento à escola está comprometido.
Um traço marcante do TDAH em adultos é sua evolução cambiante e inconstante, ou seja, ao longo dos anos o quadro clínico muda sua aparência, embora em segundo plano persistam sempre os sinais da tríade mencionada (desatenção, hiperatividade e impulsividade). Na maioria dos casos observados nos contextos clínicos, o transtorno é relativamente estável durante o início da adolescência. Na maioria dos indivíduos, os sintomas atenuam-se durante o final da adolescência e idade adulta.
Assim sendo, tomando-se por base o TDAH em crianças, que é sua situação mais típica, com o passar do tempo costuma haver uma redução de 50% dos sintomas a cada 5 anos e, finalmente, apenas 8% das crianças se manterão sintomáticas (Hill e Schoener, 1996) na idade adulta. Mannuza (1998) encontrou dados semelhantes, constatando 4% para pacientes sintomáticos aos 25 anos de idade.
Outros adultos podem reter alguns dos sintomas, aplicando-se nestes casos um diagnóstico de TDAH em Remissão Parcial ou Residual, como preferem alguns autores. Weiss e Hechtman (1993) examinaram 25 pacientes aos 25 anos de idade e concluíram que 2/3 deles permanecia com um sintoma de TDAH, pelo menos. Esses achados sugerem fortemente que, embora possa ocorrer atenuação dos sintomas com o passar da idade, muitos adultos ainda permanecem sintomáticos.
O diagnóstico de TDAH em adulto aplica-se aos pacientes que não têm mais o transtorno com todos os seus aspectos clínicos característicos, mas que ainda retêm alguns sintomas suficientes para causarem prejuízo funcional.
Adultos portadores de TDAH costumam ter sérios problemas com o trabalho, performance escolar bastante prejudicada e dificuldades nos relacionamentos interpessoais. Freqüentemente eles ficam entediados com as tarefas que exigem organização e planejamento.
Texto baseado predominantemente nos artigos:
- Hiperatividade Déficit de Atenção Adultos de Sérgio Bourbon Cabral
Associação Brasileira de Déficit de Atenção
- Transtornos de Déficit de Atenção em Adultos de Kátia Petribú, Alexandre Martins Valença, Irismar Reis de Oliveira
Dislexia Educação e o projeto de Lei 7081/2010
O projeto de Lei 7081/2010, cuja relatora é a Dep. Mara Gabrilli, dispõe sobre o diagnóstico e tratamento do TDAH e Dislexia em todo o território nacional.
O projeto visa corrigir uma lacuna no Brasil, já que aqui não há reconhecimento da dislexia e TDAH nas políticas educacionais. Esse fato dificulta muito que uma família consiga apoio na escola, e recursos didáticos adequados para melhorar a vida escolar de pessoas com dislexia e ou TDAH.
Pessoas com Dislexia têm o direito de serem reconhecidas, bem como serem atendidas nos sistemas de educação e saúde com cuidado prorio, de forma a garantir a maximização de suas potencialidades e sua qualidade de vida.
O projeto ainda propõe que os sistemas de ensino devem garantir aos professores da educação básica amplo acesso à informação, inclusive com relação aos encaminhamentos possíveis para formação continuada para capacitá-los para a identificação precoce dos sinais relacionados aos transtornos de aprendizagem ou do TDAH, bem como para o atendimento educacional escolar desses educandos.
Uma boa ideia não é tudo
Eu presenciei esta cena: em um bar da intelectualidade curitibana na
década de 70, o jovem jornalista Karam, conhecido por escrever peças de
teatro underground está sentado sozinho, curtindo seu chope e seu
cigarrinho. De repente sua tranquilidade é interrompida por um rapaz que
acabara de chegar e que lhe diz:
- Karam, bom te encontrar. Estou com uma peça ótima aqui na cabeça.
- Ah, é – responde o outro – e eu estou com duas aqui em baixo do braço.
A resposta esfriou o ânimo do intruso, e foi uma ótima lição para os
jovens que frequentavam o local, todos aspirantes a escritores,
dramaturgos, poetas – inclusive eu. Em síntese, o que ele quis dizer
foi: “Não me venha com ideias, traga-me logo o que você fez com elas”.
Se você observar com cuidado, em casa, no trabalho, nos bares, o mundo
todo está cheio de gente com milhões de ideias que nunca realizam,
pessoas que nem se empenham em executar seus planos como se fosse
suficiente apenas pensar. Afinal, agir dá trabalho, não é mesmo? E
depois vem o desconsolo da falta de reconhecimento. Pois é, o mundo é
cruel; aprecia as boas ideias, mas valoriza os resultados. Não bastam
boas intenções, é necessário mostrar serviço.
O mais provável é
que a maioria das ideias se cristalize na forma de intenção. E intenção
sem ação vira enrolação. O mundo está cheio de boas intenções, mas não
tem mais paciência com os enroladores. Os filósofos – que são
especialistas em ter ideias – também se preocuparam com a questão do
agir. Aristóteles, por exemplo, considerado um grande pensador, em
várias ocasiões insistiu que é preciso pensar para agir, mas é
necessário agir depois de pensar. A ação sem o pensamento é perigosa; o
pensamento sem a ação é inócuo. “É fazendo que se aprende a fazer aquilo
que se deve aprender a fazer” – disse ele, e acrescentou: “Nós somos
aquilo que fazemos repetidamente. Excelência, então, não é um modo de
agir, mas um hábito”.
Essas observações, e tantas outras,
constam do Ética a Nicômaco, o livro que o grego dedicou a seu filho e
que escreveu depois de ter sido professor de Alexandre Magno, que, nessa
época já estava em algum lugar entre os Balcãs e a Índia, criando seu
império. Esse foi um que não se contentou apenas com ter ideias. Partiu
para a execução com a ferocidade de um felino faminto.
Executar
é o segredo. Levantar e partir para a ação, colocando em prática o
plano que veio da ideia, mesmo que tal plano esteja repleto de
imperfeições. É que o único jeito de corrigi-las é implementar, para
então ver o que funciona ou não.
Este assunto é antigo.
Percebendo que as pessoas tendem a não ter iniciativa e a ficar
esperando que as coisas aconteçam por conta própria, o estatístico
americano Walter Shewhart criou, lá na década de 1930, um pequeno
diagrama para estimular as pessoas a partir para a ação. Ele deu ao
diagrama o nome de Método da Melhoria, mas depois ficou conhecido como
Método PDCA, e que ainda é muito utilizado por ser uma ferramenta de
fácil compreensão e aplicação.
Trata-se de um círculo cortado
por duas linhas em quatro quadrantes de igual tamanho. Em cada quadrante
está uma das letras – P, D, C e A. O P está no quadrante superior
direito, onde começa o processo – o círculo gira no sentido horário. A
virtude deste método simples é que estimula você a agir de forma
coordenada: ele recomenda que você planeje (Plan), implemente o plano
(Do), verifique se o mesmo é bom (Check) e então o aprimore (Act).
Nas empresas este método é muito conhecido e aplicado. Os gerentes
experientes, depois de tentar vários processos mais sofisticados de
gestão, reconhecem que a simplicidade do PDCA é sua grande vantagem,
pois é fácil de ser compreendido e bastante prático para ser executado. E
não é só no mundo empresarial que ele pode ser aplicado, mas também em
nossas vidas pessoais. Tudo o que fazemos tem os mesmos componentes:
temos uma ideia, nos planejamos para executa-la e partimos para a ação.
Se acertamos, ótimo, se erramos, corrigimos o rumo. Pelo menos é assim
que deveria ser.
Muito tempo depois, já em nossos dias, um
consultor RAM C., observou que o que falta no mundo não são ideias, e
sim atitudes. Ele colocou suas observações em um livro seminal chamado
Execução – a disciplina para atingir resultados, e todos concordam que
ele acertou em cheio....
Neste livro há uma frase que é repetida
quase como um mantra nas empresas: “O elo perdido entre a ideia e o
resultado é a atitude”. No mundo corporativo a inovação é vantagem
competitiva. Empresas que inovam em seus produtos, serviços e processos
se modernizam e crescem. E todos sabem que a inovação depende da
criatividade, que começa com a ideia. Entretanto – alertam os mais
lúcidos – cuidado com o elo perdido.
Do abstrato para o concreto
Desde que o psicólogo Howard Gardner criou o conceito das Inteligências
Múltiplas, não paramos mais de criar novos conceitos de inteligência.
Antigamente, o inteligente era o que fazia contas de cabeça, ou o que
tinha boa memória, e até o que tinha ideias criativas. Atualmente esse
conceito foi relativizado e ampliado. Uma das definições que mais gosto
diz: “Inteligência é a capacidade de converter fenômenos abstratos”.
Beleza, mas… o que mesmo isso quer dizer?
Então vejamos.
Primeiro é necessário entender o que é um fenômeno abstrato, e depois
saber no que é que ele tem que se transformar. Mas é simples: abstrato é
o que não é concreto. E concreto é tudo o tem matéria, ocupa lugar no
espaço, pode ser medido e pesado, e pode ser percebido pelos órgão dos
sentidos. O concreto eu posso ver, tocar, agarrar. O abstrato não, mas,
cuidado… isso não significa que não exista.
É nisso que reside a
maravilha deste conceito. Uma ideia é abstrata, e a inteligência vai se
manifestar na capacidade de converter a ideia em algo real. Do abstrato
para o concreto. Simples assim. Inteligência é, sim, a capacidade de
utilizar as faculdades mentais para produzir benefício. Para ser
considerado inteligente não é suficiente ser inteligente, é necessário
usar a inteligência.
Falando em inteligência, o filme A rede
social, de 2010, que recebeu oito indicações para o Oscar e conta a
história da criação do Facebook, está cheio de personagens altamente
inteligentes, e é ambientado no compus da Universidade de Harvard e
depois no Vale do Silício, na Califórnia, onde a revolução da
informática teve início. Importante ressaltar que o filme é inspirado em
uma história real, e bem recente.
O roteiro explora as sessões
de conciliação em que participavam Mark Zuckenberg, o hacker que criou o
Facebook, os gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss e seus respectivos
advogados. Em resumo, os irmãos acusavam Zuckenberg de ter se apropriado
de uma ideia deles. A defesa, por seu lado, argumentava perguntando por
que os pretensos donos da ideia do site de relacionamentos não a
tinham, afinal, transformado em realidade.
O dilema ético está
posto, e pode dar margem a muitas interpretações, mas, como resultado
paralelo dessa história, fica a mensagem de que o mérito acaba
pertencendo, sim, a quem executa.
Pode ser cruel, mas a
História está cheia de exemplos dessa realidade. O próprio filme conta
também a história de Sean Parker, que se tornou sócio do Facebook e o
ajudou a decolar. Antes ele tinha sido o criador da ideia de que músicas
poderiam ser baixadas pela internet, e criou o site Napster, que
funcionava mas nunca virou um negócio. Tempos depois, Steve Jobs lançou o
iTunes, que revolucionou a indústria fonográfica e que domina esse
mercado até hoje. De quem é o mérito?
Talvez por ter aprendido a
lição, Parker age diferente quando se junta a Mark, e consegue um
investidor que dá fôlego ao grupo e viabiliza o negócio, enquanto o
brasileiro Eduardo Savarin, companheiro de primeira hora de Mark,
tentava, inutilmente, conseguir patrocínio. Quando este se revolta e
alega que foi traído na Califórnia enquanto ralava em New York buscando
anunciantes, Mark lhe pergunta: “E quantos conseguiu?”. Como ele não
havia conseguido nenhum, teve que calar-se.
Uma longa jornada
sempre começa com o primeiro passo, e o primeiro passo é a ideia. Pois
é… Uma boa ideia sempre é o começo de tudo, mas é apenas isso: um
começo. Para chegar em algum lugar, entretanto, é necessário dar os
passos seguintes.
Texto adaptado da publicação Revista Vida Simples nº 117 01/04/2012. E. Mussak
O Cheiro dos livros
Quantos livros vc ja leu em toda a sua vida? 1,2,3...?
Para quem tem desenvolta a habilidade de leitura, estes números podem facilmente ser convertidos em meses ou até mesmo semanas.
Vamos tentar entao de outra forma:
- Quantas peças de teatro ou filmes você já assistiu? 10,20,30...?
Para quem é Cinéfilo, usaremos a mesma proporção..ou seja, estes numeros poderiam ser facilmente convertidos em meses ou até semanas, nao é?!
E agora, que tal fazermos o cruzamento de informações e tentarmos responder:
- Quantos dos filmes ou peças que você assistiu ao longo de sua vida, eram baseados total ou parcialmente em livros? Hum...Seu número de livros "lidos" aumentou significativamente, nao foi?
Bom...Já que voce"embarcou nesta viagem" e chegou até este ponto do caminho (e te agradeço por isso), vou te pedir para exercitar um pouco mais de sua criatividade e imaginar como seria se cada letra do alfabeto tivesse um cheiro?
- Quantos livros você "leria"?.... Nenhum, 1 ou 2 por curiosidade...?
Pois muito bem, fique tranquilo, você está dentro da média....da sua média.
Mas e que tem memória Olfativa por exemplo??
Você concorda que este número seria mais elevado?
Este singelo exercício de raciocinio se presta somente para ilustrar que, nós (porque um dia nos disseram assim) por vezes esqueçemos que existem inúmeras outras formas de aprendizado e não somente o vindo de um bom livro interpretado por nós.
Quando assistimos uma peça de teatro ou filme, lemos sim um livro, mas delegamos a terceiros a interpretação deste "livro".
Certamente faremos a adequação desta interpretação, mas o importante é que, antes de mais nada, adquirimos informação e, em muitos casos, isso se transforma em profundo conhecimento.
Diante disso, nao chega a ser dificil percebermos que em quase todos os casos, o que realmente "falha" é a forma que, se baseando apenas na maioria...exclue, rotula e marginaliza, quem, por incapacidade biológica, emocional ou ambos, necessita de outras formas de aprendizado.
"Senhoras e senhores"...eu vos apresento a Dislexia....?
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Pesquisa revela quadro da depressão em 2020.
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| OMS prevê que em 2020 depressão será responsável pelo maior número de incapacitados no mundo A pesquisa, publicada no Jornal Brasileiro de Psiquiatria, em 2012, discute os sintomas de depressão em idosos e o seu prejuízo funcional para essa faixa etária. Escrito pelo Departamento de Educação Física da Universidade Estadual Paulista (Unesp), o artigo “Sintomas depressivos e prejuízo funcional [...] ressalta também a importância de programas que prestam atendimento ao paciente. A relação da depressão com a perda do desempenho de atividades básicas de rotina e as causas do transtorno entre as pessoas é cada dia mais relevante. Os autores explicam que os que apresentam quadros de depressão podem demonstrar maiores complicações físicas e funcionais que comprometam as atividades diárias, uma vez que a depressão tem por sintomas a perda de interesse pelas atividades, o cansaço e o desânimo. “Sabe-se que há uma associação entre essas variáveis e, consequentemente, uma diminuição da qualidade de vida, porém, os estudos não têm conseguido demonstrar ainda uma relação de causa e efeito, ou seja, se a depressão por si só pode levar a uma diminuição dos níveis funcionais ou se a queda de desempenho nas atividades funcionais pode levar ao desenvolvimento da depressão”, afirmam. A pesquisa chama a atenção para o avanço da depressão e diz que, em 2020, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a doença “pode ser a maior causa de incapacidade no mundo”. E importante lembrar que não existe uma razão específica para que a população desenvolva depressão, já que esta doença é multifatorial e envolve inumeras variantes. O artigo esclarece a participação mais mulheres do que homens. “O sexo feminino é apontado como um dos fatores de risco para depressão, o que é confirmado pela alta frequência de sintomas depressivos em mulheres participantes de vários estudos presentes na literatura. Porém, apesar de não haver uma exata explicação biológica que esclareça esses dados, a mulher parece estar mais exposta a outros fatores de risco que também estão associados ao desenvolvimento da depressão, como baixo grau de instrução, baixa renda, pior condição de saúde, piores níveis de funcionalidade e baixo suporte social”, comenta. [...] “As clinicas de atendimento, são uma ferramenta fundamental voltada para atenção e cuidados especiais, enquanto não existem agravantes no quadro. A pesquisa ainda demonstra que: “faz-se necessária a expansão de programas como esse e também de pesquisas voltadas a essa população específica. Só assim será possível conhecer melhor as características físicas, cognitivas e psicológicas dessas pessoas e estruturar ações preventivas e de tratamento”.
Agência Notisa
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